Confiabilidade do motor de Raikkonen preocupou chefe da Alfa Romeo na China
(Fonte: Alfa Romeo)

Confiabilidade do motor de Raikkonen preocupou chefe da Alfa Romeo na China

Frederic Vasseur, novo chefe do finlandês na equipe, disse que "estava de dedos cruzados", com medo de uma quebra parecida com a de Leclerc no Bahrein

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Felipe Quintella

Frederic Vasseur disse que ficou apreensivo durante o último GP da China. O chefe da Alfa Romeo Racing temia que o motor de seu piloto, Kimi Raikkonen, pudesse falhar no meio da prova. Contudo, isso não aconteceu e o finlandês terminou em nono, tendo largado da 13ª posição.

O motivo da preocupação de Vasseur era muito simples: seus carros estão equipados com o motor Ferrari. Ou seja, o mesmo motor que impediu a vitória de Charles Leclerc no Bahrein. Inclusive, o companheiro de Raikkonen, Antonio Giovinazzi, ficou sem treinar no sábado devido a um problema em sua unidade de potência. Mesmo assim, Vasseur avaliou positivamente o domingo da equipe, com uma boa recuperação em relação à classificação.

A Ferrari trocou a central eletrônica que controla a injeção de combustível em seu motor, depois do ocorrido em Sakhir. A Haas, a outra equipe do grid também equipada com as unidades italianas, acompanhou a mudança. Inicialmente, a Alfa decidiu não trocar a peça, já que teve pouco tempo para estudar sobre a instalação. Contudo, depois dos problemas no carro de Giovinazzi, a inovação foi equipada no carro do italiano. Assim, apenas o carro número 7 de Kimi não tinha a peça na corrida. O Iceman foi um dos pilotos mais combativos na corrida chinesa. Isso impressionou a Alfa.

"Ele ficou um pouco chateado por não conseguir pegar Ricciardo e Pérez no final, o que é um bom sinal! O ritmo estava lá e acho que seríamos capazes de alcança-los, mas tivemos alguns problemas", disse Vasseur.

O problema ao qual ele se referiu foi o dano sofrido na asa dianteira no carro de Raikkonen, mais no final da corrida. Isso causou uma perda de pressão aerodinâmica e uma redução da temperatura dos pneus dianteiros. Por consequência, o carro ficou sem aderência e o piloto não conseguiu manter um ritmo competitivo.

A Alfa Romeo está em quinto no campeonato, com 12 pontos, empatada com a Renault. Todos esses pontos foram marcados por Raikkonen, que beliscou posições no Top 10 em todas as três corridas. Assim, o ano não começou bom para Giovinazzi, pelo menos na disputa interna. A equipe luta para ser a "melhor do resto", atrás apenas das Mercedes, Ferrari e Red Bull.

"Sabemos perfeitamente que, se quisermos ficar bem posicionados, não me importa se em quarto ou quinto, temos que ser consistentes ao longo de todas as corridas e capazes de marcar pontos em todos os eventos", comenta Vasseur.

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