Especiais Premier League 2014/15 Chelsea: sucesso na Inglaterra, mas fracasso na Europa
Foto: Editoria de Arte/Marcello Neves

Depois de cinco anos sem ganhar a Premier League, o Chelsea voltou a vencer no cenário do futebol inglês. Com uma reformulação no time comandada por José Mourinho, o técnico mais vitorioso da história do Chelsea, o time londrino voltou a ter padrão de jogo e ser praticamente imbatível nas partidas em casa. Embora tenha conquistado a Uefa Europa League, Rafael Benítez não agradava os torcedores e o retorno do português foi importantíssima para os Blues.

Com a saída de alguns ídolos e de jogadores importantes para a equipe, Mourinho montou uma equipe competitiva, que jogou para ser campeão e que, para muitos, era é uma equipe calculista e pragmática. E esses “cálculos” acabaram atrapalhando na Uefa Champions League. O Chelsea, que era cotado como um dos favoritos para a conquista da taça, acabou sendo eliminado ainda nas oitavas de final para o Paris Saint-Germain.

Os números do Chelsea nesta temporada são ótimos. Em 54 partidas disputadas, foram 36 vitórias, 14 empates e apenas quatro derrotas: aproveitamento de 67%. A defesa – destaque do time – sofreu 46 gols em todas competições. O ataque, o maior problema do Chelsea na temporada 2013/14, voltou a fazer a diferença. Com a chegada de Diego Costa, Loïc Rémy e a volta da lenda Didier Drogba, os Blues marcaram 109 gols em todas as competições.

A reformulação

Mourinho começou a reformulação da temporada deixando alguns ídolos saírem. Frank Lampard e Ashley Cole saíram de graça. A princípio, Lampard assinou contrato com o New York City FC, mas foi emprestado para o Manchester City. Já Cole assinou com a Roma.

O Chelsea também conseguiu fazer ótimas vendas com jogadores considerados reservas. Juan Mata, aproximadamente 38 milhões de libras e Kevin De Bruyne, por 17 milhões de libras (ainda na temporada 2013/14), David Luiz, foi vendido por 40 milhões de libras, Romelu Lukaku, por 28 milhões de libras, van Aanholt foi negociado por quase 2 milhões de libras, Demba Ba, cerca de 5 milhões de libras.

Os outros atacantes do elenco também não agradaram e saíram. Fernando Torres foi emprestado ao Milan – que depois foi negociado com o Atlético de Madrid – e Samuel Eto’o não teve contrato renovado e foi contratado pelo Everton, que também foi negociado depois, mas para a Sampdoria.

O Chelsea não apenas vendeu. Chelsea foi ao mercado e foi muito bem. Deficiência do Chelsea na temporada 2013/2014, os Blues queriam atacantes que não tivessem dificuldade de marcar gols. Diego Costa chegou com muita moral: contratado por 32 milhões de libras, o hispano-brasileiro chegava com responsabilidade de liderar a equipe no ataque e ser o protagonista que faltou na temporada passada.

Também teve a volta da lenda Didier Drogba, chegando de graça, não era mais o mesmo atacante de outras épocas, mas ainda foi importante em vários jogos, fazendo gols e assistências, como na partida contra o Tottenham, em Stamford Bridge, jogo válido pela Premier League. Chelsea venceu por 3 a 0. Gols de Hazard, Drogba e Rémy.

Falando em Rémy, outro atacante que chegava para somar ao elenco, mas aos poucos foi ganhando a confiança de Mourinho. Contratado junto ao Queens Park Rangers, por aproximadamente 11 milhões de libras, Loïc Rémy chegaria para ser a terceira opção no ataque, mas foi importantíssimo em partidas difíceis, como no jogo contra o Hull City, fora de casa: Chelsea empatava em 2 a 2, o francês tinha entrado na vaga de Diego Costa, que tinha saído machucado, e fez o gol da vitória.

Com a saída de Ashley Cole, o Chelsea também queria um lateral-esquerdo para aumentar as opções no elenco. Contratou Filipe Luís, negociação fechada por aproximadamente 16 milhões de libras junto ao Atlético de Madrid. Também vindo do Atlético de Madrid, o goleiro Thibaut Courtois voltou de empréstimo para ser o goleiro titular. E Kurt Zouma também voltava de seu empréstimo após passagem pelo Saint-Etienne.

O começo

O Chelsea começou a Premier League enfrentando o Burnley, fora de casa. Os Blues começaram tomando um susto. Arfield marcou para o Burnley logo no início do primeiro tempo. Mas o Chelsea não se incomodou com isso. Nem deu tempo da torcida do Burnley comemorar. Em jogada de Ivanovic, Diego Costa pegou o rebote e empatou a partida. Pouco tempo depois, em lindo passe de Fàbregas, Schürrle só empurrou para o fundo do gol. E Ivanovic, sempre decisivo, fez o gol para liquidar a partida. Ainda na primeira etapa, escanteio cobrado por Fàbregas, o sérvio chutou para o gol e começava ali a caminhada do Chelsea para o título da Premier League.

Nos jogos seguintes, o Chelsea sofreu bastante com o Leicester, em casa, para abrir o placar. Terminou vencendo por 2 a 0. Na terceira rodada, talvez o melhor jogo da Premier League: Everton e Chelsea, no Goodison Park. Rodando o elenco, Mourinho mudou o time do 4-2-3-1 para o 4-3-3. Ramires entrou no lugar, teoricamente, de Oscar, e Willian, na vaga de Schürrle.

Logo aos três minutos, o Chelsea já vencia o Everton por 2 a 0. Diego Costa e Ivanovic marcaram os gols. No fim do primeiro tempo, Mirallas diminuiu para o Everton. Aos 22 da segunda etapa, em grande jogada de Hazard pela linha de fundo, ele cruzou para o meio, a bola desviou em Coleman, fazendo gol contra. Dois minutos depois, Naismith fez o Everton encostar no placar novamente. Cinco minutos depois, Matic abriu uma vantagem maior para o Chelsea. Não deu nem tempo para comemorar; o jogo era muito intenso. Dois minutos depois, Eto’o marcava contra o Chelsea, seu ex-clube. Desta vez, não deu para a torcida do Everton comemorar. Logo na saída da bola, Ramires anotou outro gol para o Chelsea. E já nos acréscimos, Diego Costa fechou o placar da partida. Everton: 3 e Chelsea: 6.

A defesa que se mostrava sólida, começou a sofrer bastante gols. Nos primeiros dez jogos, o Chelsea tomou dez gols. Número bastante alto para o setor que Mourinho mais se preocupa. Já o ataque começou voando. Enfrentou boas equipes nas dez primeiras rodadas, como Arsenal, Manchester United, Manchester City, Everton, mas conseguiu “não perder” em nenhum deles. Isso mostrava um pouco da solidez do Chelsea.

Na quinta rodada, o Chelsea visitou o Manchester City, atual campeão da Premier League. Era o reencontro de Lampard com o Chelsea. E os Blues, de Londres, abriram o placar. Aos 26’ do segundo tempo, em jogada de contra-ataque, Hazard cruzou rasteiro para Schürrle completar para o gol. Pouco tempo depois, aconteceu algo muito triste para os torcedores do Chelsea e até o autor do gol pareceu triste. Lampard fez o gol de empate para o Manchester City e não comemorou. A partida terminou assim: 1 a 1.

Duas rodadas depois, o Chelsea recebeu o Arsenal. Arsène Wenger tinha o tabu de nunca ter vencido o Mourinho. E quase que os dois saíram no tapa nesse jogo. Dentro de campo, Hazard converteu pênalti, sofrido por ele mesmo. No fim do jogo, Diego Costa recebeu passe de Fàbregas e matou o confronto: 2 a 0.

Pela nona rodada da Premier League, Chelsea visitou o Manchester United, sem Diego Costa, machucado. Drogba abriu o placar para o Chelsea e no final do jogo, Robin van Persie empatou. Duas rodadas depois, Chelsea foi à Liverpool, enfrentar os Reds. O Chelsea venceu por 2 a 1, de virada. Can marcou para o Liverpool, Cahill e Diego Costa viraram para o Chelsea.

As chegadas de Fàbregas e Diego Costa

Os dois foram essenciais para as conquistas do Chelsea

Em sua primeira temporada na Premier League, Diego Costa já chegou quebrando desconfianças e recordes. Carrasco do Chelsea na Uefa Champions League 2013/14 pelo Atlético de Madrid, Diego chegava com moral para ser o protagonista que faltou ao Chelsea, desde a saída de Drogba, em 2012. E o atacante hispano-brasileiro correspondeu bem, ele marcou 21 gols na temporada (20 na Premier League).

Para ter uma ideia, apenas três jogadores do Chelsea tinham marcado 20 ou mais gols em uma temporada: Hasseilbank, Drogba e Lampard. Em sua primeira temporada na Premier League, Diego Costa entrou nessa lista. Embora tenha ido muito bem na Premier League, faltaram gols na Champions League. Diego Costa não marcou nenhum gol na competição europeia e isso acabou atrapalhando o Chelsea, que foi eliminado em casa para o Paris Saint-Germain.

Já Fàbregas chegaria para ser o substituto de Lampard, não na idolatria e, sim, dentro de campo. Era um jogador que faltava ao Chelsea, volante – ou meia – passador, criativo, que armasse o jogo vindo de trás. Também quebrando desconfianças, por ter afirmado que sempre seria um torcedor do Arsenal, o espanhol fez 18 assistências na temporada, faltando apenas duas assistências para igualar o recorde de Henry, que foi seu companheiro de Arsenal.

Fàbregas e Diego Costa já deram a entender que têm – e terão – um bom entrosamento no Chelsea. E já ganharam a confiança da torcida; cada um já possui sua música cantada pelos Blues no Stamford Bridge e nos outros estádios da Inglaterra.

A decepção na Champions League

Chelsea começava a caminhada na Champions League, em busca do seu segundo título na maior competição de clubes do mundo. Depois de ter sido eliminado pelo Atlético de Madrid na temporada 2013/14, o Chelsea chegaria mais forte para essa temporada, com mais opções no ataque e mais opções no meio-campo. Apenas chegaria.

Chelsea começou enfrentando o Schalke 04 no Stamford Bridge. Aparentemente, um jogo para estrear com vitória. Errado. Chelsea apenas empatou em 1 a 1. Os Blues abriram o placar com Fàbregas, em jogada com Hazard. No segundo tempo, o Schalke empatou com gol de Huntelaar.

Com um tropeço em casa, o Chelsea foi à Portugal enfrentar o Sporting. Mesmo perdendo grande quantidade de gols, o time londrino venceu por 1 a 0, com gol de Matic.

Na terceira partida, o Chelsea enfrentou o adversário mais fraco do grupo, o Maribor. Aplicou 6 a 0 no time esloveno, com gols de Rémy, Drogba, Terry, Viler (contra) e Hazard (2x).

Após golear o Maribor, o Chelsea voltou a enfrentá-los, desta vez, na Eslovênia. E outro empate. Os donos da casa abriram a vantagem com Ibraimi e o Chelsea empatou com Matic.

Depois os ingleses foram à Alemanha enfrentar o Schalke. Outra goleada, desta vez por 5 a 0. Terry abriu a conta, Willian, Kirchhoff (contra), Drogba e Ramires fecharam o placar.

E o Chelsea finalizou a fase de grupos vencendo o Sporting por 3 a 1. Fàbregas, Schürrle e Mikel marcaram para os Blues, enquanto Jonathan Silva descontou para os visitantes.

Depois do sorteio das oitavas de final da Champions League, foi confirmado que o Chelsea iria enfrentar o PSG. Na temporada 2013/14, o Chelsea tinha eliminado o PSG nas quartas de final. Em jogo dramático, os comandados de José Mourinho venceram aquela partida por 2 a 0. Desta vez, foi em uma fase antes e o final não foi o mesmo.

Chelsea foi a Paris enfrentar o time da capital francesa. Aos 36 minutos do primeiro tempo, em jogada de zagueiros, Terry cruzou, Cahill desviou e Ivanovic completou para rede. Um gol que dava uma boa vantagem ao Chelsea. E o PSG voltou com tudo, parando muitas vezes no Courtois. Mas não deu para segurar todas. Aos nove minutos do segundo tempo, Cavani cabeceou e empatou a partida. Levava a decisão para Stamford Bridge.

Mourinho escalou o Chelsea no 4-2-3-1 tradicional. Mas começou com, do meio para frente, Matic, Ramires, Hazard, Fàbregas, Oscar; Diego Costa. Willian começou no banco. O Chelsea jogou o jogo todo com o regulamento embaixo do braço.

Após a expulsão de Ibrahimovic, aos 31 minutos do primeiro tempo, parecia que o Chelsea não queria mais jogar; estava ali por obrigação. Cavani perdeu algumas chances, sendo uma delas bem clara: após ter driblado Courtois, chutou na trave. Até que, aos 36 da segunda etapa, em um escanteio, a bola sobrou para Cahill, ele chutou com raiva e abriu o placar no Stamford Bridge.

Àquela altura, com um jogador a mais, o Chelsea não imaginava uma reação do PSG. Mourinho tirou Matic, que voltava de lesão, colocou Zouma, zagueiro jovem, vinha fazendo boas atuações, mas estava frio. Aos 41, David Luiz subiu em escanteio vindo da esquerda e cabeceou firme, empatando o jogo. Levou o jogo para a prorrogação.

Mais 30 minutos de tensão. Aos cinco minutos do primeiro tempo extra, Thiago Silva meteu a mão na bola na área e o juiz marcou pênalti. Hazard foi para a cobrança e converteu 2 a 1 para o Chelsea. Mais uma vez, o Chelsea ficou acomodado na partida e Mourinho pagou o preço de ser tão calculista.

Em outro escanteio, Thiago Silva cabeceou por cima de Courtois e classificou o PSG para as quartas de final da Champions League. Decepção para o Chelsea. A equipe inglesa que era cotada para disputar o título, não chegou perto e foi eliminada da competição europeia sem nenhuma derrota. Quatro vitórias e quatro empates.

Continuando sobre a Premier League

O Chelsea ficou invicto até a 15ª rodada da Premier League. Enfrentou o Newcastle, fora de casa, o sempre carrasco do Chelsea, Papiss Cissé, entrou no início do segundo tempo e desequilibrou a partida. Aos 12 minutos do segundo tempo, cruzamento na área, a bola passa por Cahill e Cissé completou para o gol. Vinte minutos depois, o Newcastle ampliou. Sissoko recebeu passe em profundidade e já caindo, tocou para Cissé, novamente ele, matar o jogo para os mandantes. Drogba diminuiu de cabeça para o Chelsea na segunda etapa. Não adiantou de nada. Invencibilidade perdida.

Nos jogos seguintes, três vitórias seguidas por 2 a 0, em cima de Hull City, Stoke e West Ham. No último jogo do “turno”, o Chelsea foi encarar a surpresa Southampton fora de casa. Mané e Hazard marcaram no jogo.

Na rodada do “New Years Day”, no 1º de janeiro de 2015, o Chelsea enfrentou o Tottenham e foi uma partida que serviu de lição. Chelsea começou na frente com Diego Costa. Depois disso, só deu Tottenham. Kane (2x), Rose, Townsend fizeram 4 a 1 para os Spurs. Hazard diminuiu. Chadli aumentou, novamente. E Terry finalizou o placar: 5 a 3 para o Tottenham. E o Chelsea ficou pressionado. Manchester City tinha igualado o número de pontos.

Nas rodadas seguintes, vitórias tranquilas em cima de Newcastle e Swansea. Depois, novo empate com o Manchester City. Novo 1 a 1. Rémy marcou para o Chelsea e Agüero empatou para o City.

Após o City, o Chelsea visitou o Aston Villa. Vitória suada. Hazard abriu o placar, Okore empatou e Ivanovic decidiu. E outra vitória suada. No fim do jogo contra o Everton, Willian marcou o gol da vitória por 1 a 0. Depois, o Chelsea empatou em casa com o Burnley. Outro 1 a 1. Em derby londrino, o Chelsea venceu o West Ham, gol de Hazard. E novamente, 1 a 1.

O Chelsea empatava outro jogo em casa, desta vez foi o Southampton. Diego Costa abriu o placar e Tadic empatou, de pênalti. Pela 30ª rodada, Chelsea visitou o Hull e conquistou uma vitória importantíssima. Hazard e Diego Costa abriram 2 a 0 antes dos 10 minutos. Antes dos 30, o Hull já tinha empatado com Elmohamady e Hernández. E no segundo tempo, Rémy desempatou e finalizou o placar: 3 a 2, fora de casa.

As Copas Inglesas

Na FA Cup, ou Copa da Inglaterra, o Chelsea não foi bem. Foi eliminado em casa para o Bradford City, time da terceira divisão inglesa, por 4 a 2.

Já na Capital One Cup, ou Copa da Liga Inglesa, tem menos participantes, são apenas os clubes das quatro primeiras divisões que disputam ela. O Chelsea foi campeão em cima do Tottenham, em Wembley.

Nas semifinais, o Chelsea enfrentou o Liverpool em dois jogos. Na primeira partida, em Anfield, os Blues começaram na frente com gol de pênalti de Hazard e no seguno tempo, Sterling empatou. Destaque para a grande atuação de Courtois. Decisão levada para Stamford Bridge. (Lembrando que no regulamento da Capital One Cup não existe regra do gol fora no tempo normal, mas, caso a partida fosse para a prorrogação, aí o gol fora valeria.)

No segundo jogo, grande atuação dos dois goleiros e muita confusão entre Skrtel e Diego Costa. E a partida foi para a prorrogação. Logo no início, falta sofrida por Hazard. Willian cobrou e Ivanovic, mais uma vez, decidindo para o Chelsea. Time londrino classificado para a final da Capital One Cup.

Na final, vinha o Tottenham e a lembrança da derrota por 5 a 3 logo no primeiro dia de 2015. Mas resultado da final foi outro. O Tottenham começou pressionando. Eriksen cobrou falta e acertou o travessão de Petr Cech. No fim do primeiro tempo, Willian cobrou falta e, após bate-rebate na área, a bola sobrou para John Terry finalizar; a bola desviou em Kane e entrou. Ainda na primeira etapa e em outra jogada de bola parada, Fàbregas cobrou escanteio no 2º pau, Ivanovic escorou para o meio e Cahill cabeceou, obrigando Lloris fazer grande defesa.

No segundo tempo, foi o Chelsea quem foi para cima. Ivanovic cobrou lateral, Zouma desviou, Fàbregas ajeitou e mandou de bicicleta, no cantinho esquerdo de Lloris e outra grande defesa do goleiro francês. Aos 11 minutos, Fàbregas lançou Diego Costa, o atacante hispano-brasileiro dominou, puxou para a canhota e mandou a bomba; a bola desviou em Walker e “matou” Lloris. Dois a zero para o Chelsea, campeão da Capital One Cup.

Chelsea festeja o título da Copa da Liga Inglesa

O final da Premier League e o sentimento de campeão

Chelsea entrou, pela 31ª rodada, para jogar contra o Stoke, jogo tranquilo, aparentemente. Hazard abriu o placar, em cobrança de pênalti, ainda no primeiro tempo. No segundo, Stoke empatou com um gol antológico. Charlie Adam recebeu no círculo de meio-campo e chutou, cobrindo o goleiro Courtois. E em erro de saída de bola, jogada de Hazard e Rémy desempatou para o Chelsea.

Na rodada seguinte, dérbi londrino contra o QPR. Vitória suada com gol de Fàbregas aos 42 minutos do 2º tempo. Na 33ª rodada, Chelsea recebeu o Manchester United. Foi dono do jogo, controlou a partida de forma tranquila. Abriu 1 a 0 em lindo passe de Oscar de calcanhar para Hazard, que chutou na saída de De Gea. E o jogo terminou assim.

Na 34ª rodada, outro dérbi londrino. Chelsea foi ao Emirates Stadium enfrentar o rival Arsenal. Jogo amarrado, claramente, o Chelsea jogava para o empate. E conseguiu, 0 a 0 em jogo chato de se assistir. Jogo que ficou marcado pela torcida do Arsenal que cantou: “Boring, Boring Chelsea”, que em tradução livre fica: “Chato, Chelsea chato” e pela declaração de Mourinho, que não gostou da música dos Gunners e respondeu assim: “Chato é ficar dez anos sem ganhar um título da Premier League. Isso é chato”.

Nesse momento, o Chelsea precisava de apenas seis pontos para ser campeão.

No jogo seguinte, o Chelsea enfrentava o Leicester, fora de casa, jogo que tinha sido adiado da 27ª rodada. Albrighton fez o 1 a 0 para os mandantes. Drogba empatou. Pouco tempo depois, Terry virou para o Chelsea. E Ramires fechou o placar e encaminhava o que poderia ser o jogo decisivo para o título matemático da Premier League.

Chelsea recebeu o Crystal Palace. E dava para perceber facilmente, como os jogadores estavam nervosos em campo. No fim do primeiro tempo, os Blues conseguiram abrir o placar. Hazard tabelou com Willian e foi derrubado na área, pênalti assinalado. Hazard, nunca havia perdido um pênalti na Premier League, perdeu agora, no rebote, ele fez o gol. Depois, o Chelsea atacava, mas errava lances bobos e não matava a partida. O Palace, contudo, não oferecia muito perigo. E o Chelsea se sagrou campeão da Premier League.

Festa em Stamford Bridge, mas a taça não estava lá. Ao fim da partida, Mourinho foi perguntado sobre a Taça da Premier League, que não havia sido entrega no dia da conquista, e ele respondeu: “A Taça é apenas um metal, nada perto do sentimento de campeão. E este sentimento eu senti hoje”.

Nos jogos seguintes, foram ressacas para o Chelsea. Teve a “Guarda de Honra”, onde os jogadores adversários fazem um corredor e aplaudem o time campeão antes do início da partida. E o Liverpool foi o primeiro a fazer isso, nesta temporada. Chelsea abriu o placar no início do jogo, com John Terry, de cabeça. No fim do primeiro tempo, Gerrard empatou, também de cabeça. E o jogo terminou assim, um tento para cada lado.

Na penúltima rodada, uma derrota na Premier League – não acontecia desde a derrota para o Tottenham, no 1º dia de 2015. E outra derrota, essa foi menos doída pelo título já conquistado, mas um pouco chata. West Brom enfiou 3 a 0 no Chelsea, com gols de Berahino (2x) e Brunt.

Na última rodada, jogo que teve a despedida de Drogba e a taça da Premier League, finalmente, foi levantada no Stamford Bridge, o Chelsea enfrentou o Sunderland. O jogo não começou da melhor forma para os Blues. Cobrança de escanteio, a bola desviou na primeira trave e sobrou para Fletcher empurrar para o gol.

O Chelsea só conseguiu o empate em cobrança de pênalti, Diego Costa guardou o seu 20º gol na Premier League, em sua primeira temporada. A virada veio no segundo tempo. Rémy recebeu de fora da grande área e chutou forte no canto do goleiro Mannone. Perto do fim do jogo, Matic foi à linha de fundo e cruzou rasteio, Rémy se antecipou e fechou o placar: 3 a 1 para o Chelsea e agora, os jogadores e torcedores puderam comemorar com a Taça da Premier League.

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