Akinfeev se consagra nos pênaltis, Rússia faz história eliminando Espanha e avança às quartas

Jogo foi ataque contra defesa, mas a disciplina russa fez a diferença e nos pênaltis o goleiro brilhou

Akinfeev se consagra nos pênaltis, Rússia faz história eliminando Espanha e avança às quartas
(Foto: Dan Mullan/Getty Images)
Espanha
1 1
Rússia
Espanha: De Gea; Nacho (Carvajal, min. 69), Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets e Koke; Asensio (Rodrigo, min. 103), David Silva (Iniesta, min. 66) e Isco; Diego Costa (Iago Aspas, min. 79).
Rússia: Akinfeev; Mario Fernandes, Kutepov, Ignashevich e Kudryashov; Zobnin e Zhirkov (Granat, min. 45); Kuzyaev (Erokhin, min. 96), Samedov (Cheryshev, min. 60) e Golovin; Dzyuba (Smolov, min. 63).
Placar: 1-0, min. 10, Ignashevich (GC). 1-1, min. 40, Dzyuba.
ÁRBITRO: Bjorn Kuipers (HOL-FIFA). Piqué (ESP); Kutepov e Zobnin (RUS)
INCIDENCIAS: Partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, disputada no estádio de Luzhniki, em Moscou.

Histórico! A Rússia, anfitriã da Copa do Mundo, tem mais uma história para contar, e com final feliz. Diante da Espanha, um jogo tenso, difícil, e a glória nos pênaltis após o 1 a 1 no tempo normal. Akinfeev se tornou o herói do jogo. 

Resta agora comemorar e aguardar. Croácia e Dinamarca se enfrentam às 15h e decidirão o adversário dos russos nas quartas de final do Mundial, uma surpresa histórica. 

Posse de bola espanhola e objetividade russa

O jogo começou com domínio espanhol, em seu melhor estilo. Toques rápidos, verticais, buscando um espaço. Aos 10 minutos, Nacho foi derrubado na ponta direita. Asensio cobrou falta na grande área e Ignashevich, em dividida com Sergio Ramos, marcou contra, abrindo o placar para Fúria. 

Cadenciando o confronto, tendo mais de 70% da posse, o time de Fernando Hierro levou um susto aos 35 minutos. Dzyuba ganhou no alto, achou Golovin, a bola foi invertida, mas voltou nos pés do camisa 17, que finalizou colocado, com perigo ao gol de De Gea. 

Aos 39 minutos, Golovin cobrou escanteio e Dzyuba cabeceou, mas a bola explodiu no braço de Piqué. A arbitragem, sem precisar do auxílio do árbitro de vídeo, assinalou pênalti para a Rússia. O próprio Dzyuba cobrou, sem dar chances para o goleiro e empatou o jogo. 

No finaliznho, os espanhóis tentaram mudar o panorama. Isco foi objetivo em duas oportunidades. Na primeira, o camisa 22 finalizou cruzado e a zaga afastou. Em seguida, o meia cruzou e Diego Costa cabeceou para defesa de Akinfeev. 

Tônica mantida e nada de gols

No segundo tempo, aos poucos a objetividade que a Espanha necessitava ia aparecendo. Isco fez boa jogada e tabelou com Diego Costa, mas o craque do Real Madrid foi travado na hora da finalização, que levaria perigo ao rival. 

A pressão parecia não surtir efeito. Trocas de passes, tentativas de finalização, mas a marcação dos anfitriões era implacável, encurtando espaço e evitando uma forte chegada dos visitantes. 

Aos 40 minutos, a estrela do capitão russo, o goleiro Akinfeev, brilhou. Primeiro, Isco tocou em profundidade para Jordi Alba, que cruzou no peito de Aspas. O atacante ajeitou e Iniesta encheu o pé para excelente defesa do camisa 1. No rebote, Iago Aspas finalizou e o arqueiro russo defendeu novamente, forçando a prorrogação.

Prorrogação morna e história nos pênaltis 

No começo do tempo extra, mesma tônica. Posse da Espanha e fortaleza russa. Asensio foi o primeiro a tentar algo após troca de passes, mas finalizou em cima do goleiro. Piqué também tentou de cabeça, mas sem sucesso. 

Rodrigo teve oportunidade também. Em alta velocidade o atacante driblou a marcação e finalizou forte. No rebote de Akinfeev, Carvajal finalizou, mas acabou travado pela zaga. O camisa 9 tentou de novo, em chute de fora da área, mas o goleiro pegou. 

Nos pênaltis, o estádio de Luzhniki foi abaixo. Cobranças perfeitas até a de Koke. O meia do Atlético de Madrid bateu mal e Akinfeev pegou. O camisa 1 brilhou de novo logo depois. Na cobrança de Iago Aspas, ele garantiu vaga na próxima fase.