Gol 700 de Messi, pênaltis e polêmica: Barcelona e
Atlético de Madrid empatam em jogo emocionante 
Foto: Divulgação/LaLiga

Barcelona e Atlético de Madrid protagonizaram um clássico de muita qualidade e elementos dignos de constar na dimensão que tem o duelo espanhol. A partida terminou em 2 a 2, quando foi válida pela 32ª rodada do Campeonato Espanhol, no Camp Nou.

Dentre os fatores presentes estavam a tentativa de retorno do Barça à liderança, a busca do Atlético de Madrid em assegurar a vaga na Champions League, o técnico Quique Setién – que balança no cargo – e, talvez o mais aguardado, o possível gol 700 de Lional de Messi.

O confrontou contou com a concretização do gol 700 do craque argentino com direito a muita qualidade – o que é esperado de Messi. O tento foi a partir de uma penalidade, na qual o camisa 10 aplicou uma cavadinha espetacular – foram quatro penalidades no jogo, quando 1 precisou repetir porque Oblak se adiantou.

Os gols foram de Diego Costa (contra) e Messi, pelo Barcelona, enquanto Saul (duas vezes) marcou para o Atlético de Madrid. O Barça chegou ao segundo empate seguido e não vai dormir na liderança, indo a 70 pontos, enquanto o Atlético de Madrid, virtualmente classificado à Champions League, está isolado na 3°colocação, com 59.

Quique Setién, comandante do time catalão, balança no cargo após críticas de como sua equipe vem atuando nas últimas partidas. Para tentar mudar a situação, optou por mudar o esquema tático e desfazer do trio ‘MSG’: Griezmann, que não consegue se firmar, foi para o banco de reservas e o meia promissor Puig teve uma chance de titular.

Se de um lado o atacante Griezmann ganhou um ‘gelo’ por suas más aparições, João Félix também iniciou como suplente por atuações consideradas individualistas do lado do Atlético de Madrid. Entenda como se deu o clássico espanhol.

Etapa frenética

A etapa inicial de um dos principais clássicos nacionais da Espanha foi digna da qualidade das equipes. Isso porque o primeiro tempo foi marcado por ‘lá e cá’, onde o confronto nada ficou travado no meio-campo e contava com dois times que partiam verticalmente em transição ao ataque, apesar de um Atlético de Madrid que esperava o Barcelona no seu campo.

Logo aos 5', Carrasco cobrou uma falta para a área e ninguém desviou, indo quase ao gol de Ter Stegen. Dois minutos depois, Rakitic deu ao Barcelona sua primeira oportunidade de perigo, finalizando rasteiro de fora da área e obrigando Oblak a fazer bela defesa.

A etapa foi frenética do início ao fim. Aos 12', aconteceu o primeiro gol da partida, quando Messi cobra escanteio e Diego Costa desvia contra o próprio gol. Mas o desenho era de um adversário que reagia imediatamente toda vez que um determinado time criava um lance ofensivo: o time de Madrid chegou ao empate com Saul de pênalti, aos 19', depois que Carrasco desceu pela esquerda e sofreu falta dentro da área. É importante citar que, antes disso, Diego Costa havia cobrado a penalidade e Ter Stegen adiantou para defender, tendo, então, que repetir a cobrança.

Apesar da superioridade em posse do Barcelona ilustrada em 72%, o time catalão tinha muitas dificuldades em finalizar de dentro da área. Foram sete finalizações e seis delas de fora da área, onde Suárez e Messi não conseguiam funcionar em entrosamento para infiltrar na defesa adversária.

O Barcelona, inclusive, modificou o sistema a qual todos são acostumados a assistir. Griezzman não consegue se firmar na esquipe e Quique vem sofrendo críticas. A partir deste cenário, ele transformou o famoso trio catalão em dupla, com apenas Messi e Suárez, trazendo, por consequência, a falta de entrosamento do sistema para entrar na área.

O jogo ainda contou com falta de Messi de longa distância, que desviou na barreira e obrigou Oblak a fazer grande defesa no contrapé, aos 42'.

Mesma pegada e gol 700 de Messi

O segundo tempo retornou tão enérgico – senão mais – à primeira etapa. A diferença, contudo, esteve na postura do Atlético de Madrid, que passou a pressionar a saída de bola do Barça ao invés de esperar em seu campo.

Mal rolou a bola e Messi, por fim, marcou seu gol 700 na carreira, ala craque argentino que o meia é. Depois de Felipe, aos 46', tocar na perna esquerda de Semedo, o craque argentino cobrou penalidade de cavadinha e marcou um gol histórico em sua carreira.

Buscando reagir, o Atlético teve uma chance importante com Diego Costa, aos 55’, depois que ele subiu para cabecear no cruzamento de Arias pela direita, mas foi para fora.  A busca pelo segundo empate  no jogo viria nos minutos seguintes em outro pênalti. Depois que Carrasco sofreu outra penalidade em lance muito polêmico onde se questionou o toque de Semedo, Saul cobrou de novo. Ter Stegen até chegou nela, no canto esquerdo, mas batida foi forte e rasteira. Foi o segundo gol do espanhol e a terceira penalidade (que valeu) no confronto.

O Barcelona quase conseguiu ficar novamente à frente do placar, porém, após entrega de Semedo para Vidal, o chileno bateu de primeira e tirou tinta do arco adversário. Outro componente que chamou atenção foram as entradas de João Félix e Griezmann, respectivamente, nesta etapa, onde nada fizeram no jogo. Suárez, na verdade, entrou nos minutos finais.  

A intensidade esteve presente até o último minuto, onde as duas equipes permaneciam abertas. Quase foi o Atlético o time que terminou triunfando, Jordi Alba foi crucial para impedir a concretização de um lance num contragolpe no minuto 91’, e, sob muita energia e perigo até o fim, o jogaço termina em 2 a 2.

Agenda das esquipes

Buscando a liderança, o Barcelona, agora, tem compromisso pela próxima rodada diante do Villarreal no próximo domingo (5), fora de casa, às 17h. O Atlético de Madrid recebe o Mallorca na sexta-feira (3), também no mesmo horário.

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