Retrospectiva VAVEL: análise individual do elenco do Fluminense em 2016
Retrospectiva VAVEL: análise individual do elenco do Fluminense em 2016

Chegou ao fim a temporada 2016 para o Fluminense. Com 50 pontos e na 13ª colocação, o Tricolor encerrou o ano com sentimento de frustração. Ou até mesmo decepção para quem próximo no G-4 - e dentro do G-6 - durante várias rodadas. Mesmo com o título da Primeira Liga, a temporada se encerra de maneira melancólica.

Neste especial de retrospectiva, a VAVEL Brasil faz a análise individual de todos os jogadores do Fluminense na temporada 2016. Quem se destacou? Quais foram as gratas surpresas? Quem mais decepcionou? Acompanhe nossos comentários abaixo.

+ Retrospectiva VAVEL: mesmo com título, Fluminense encerra ano melancólico

Goleiros:

Diego Cavalieri - Bom início de temporada, brilhando na campanha que rendeu a conquista da Primeira Liga. No entanto, foi perseguido por lesões durante o segundo turno do Campeonato Brasileiro e não voltou mais aos gramados. Sua última atuação foi contra o Botafogo, em setembro.

Julio César - Substituto de Diego Cavalieri, conseguiu apagar o fantasma das falhas contra o Botafogo e passou confiança durante sua titularidade. Esteve debaixo da meta tricolor durante todo o fim do Campeonato Brasileiro e está pronto para disputar a titularidade na temporada seguinte.

Marcos Felipe - Estreou contra o Internacional, na última rodada do Campeonato Brasileiro e não teve como ser avalido. Fez uma grande defesa e sofreu um gol. Seguirá como terceiro goleiro do elenco,

Laterais:

Jonathan - Vivia expectativa para assumir a titularidade, mas passou mais tempo lesionado que disponível para atuar. Não renovará seu contrato e pouco deixará de lembrança para os torcedores.

Wellington Silva - Viveu relação de amor e ódio com os torcedores ao longo da temporada. Na época da Primeira Liga, foi abraçado e elogiado pelo presidente Peter Siemsen. No Brasileirão, durante criticado pela torcida que pegava em seu pé. Seguirá para 2016, agora com a confiança do novo técnico Abel Braga.

Igor Julião - Subiu para o profissional em 2013, na fogueira, no ano em que o Fluminense lutava contra o rebaixamento e não foi bem. Foi para os Estados Unidos e voltou em 2016, agora em situação mais tranquila, mas também não conseguiu brilhar. Lhe falta confiança.

Willian Matheus - Contrato por empréstimo junto ao Toulouse, era pra solucionar os problemas da lateral-esquerda, mas pouco conseguiu produzir. Se defensivamente cumpria bem seu papel, ofensivamente deixava a desejar, o que fez a torcida perder a paciência com suas atuações.

Giovanni - Reserva imediado de Willian Matheus e não chamou atenção quando teve oportunidades para ser titular. Não comprometeu, mas deixou a desejar.

Ayrton - Garoto de Xerém, ainda em fase de lapidação para o futuro. Passou mais tempo atuando na seleção brasileira de base do que pelo Fluminense.

Zagueiros:

Gum - Sofreu duras críticas em um ano complicado. Algumas justas, outras exageradas. Não fez uma temporada brilhante, mas nunca se escondeu nos momentos-chaves do clube durante a temporada. Com a Primeira Liga, coloca mais um título nacional em seu currículo, mas se aproxima de seu 'adeus' das Laranjeiras.

Henrique - O mais regular entre os zagueiros do Fluminense. Começou mal a temporada, mas foi melhorando de acordo com sua adaptação. Ainda não atingiu seu nível da época de Palmeiras, nem justificou sem alto investimento, mas tudo leva a crer que assumirá o papel de xerife da defesa tricolor em pouco tempo. 

Renato Chaves - Outro que viveu uma evolução considerável em 2016. Esteve próximo de retornar à Ponte Preta no início da temporada, mas ganhou espaço com a negociação de Marlon, que saiu para o Barcelona. Foi bem nas chances que teve e marcou gols. Sofreu uma grave lesão no joelho que o tirou da temporada, mas cria expectativa para 2017.

Nogueira - Teve poucas chances e não conseguiu mostrar serviço. Contra o Internacional, na última rodada do Campeonato Brasileiro, teve atuação perfeita em vários quesitos. Tende a ganhar experiência e evoluir.

Volantes:

Pierre - Jogador em extinção, mas ainda foi útil durante alguns momentos da temporada, principalmente sobre tutela de Levir Culpi. O famoso cinco que está lá para marcar. Vive em uma linha tênue entre partidas onde faz boas organizações defensiva e outras onde comete falhas comprometedoras. Sem meio termo.

Edson - Ninguém sabe explicar o que aconteceu com Edson. Sem dúvidas, foi um dos melhores achados do Fluminense em 2014, mas caiu demais de produção em 2015 e 2016. Vive a eterna expectativa para retomar a boa fase de anos atrás.

Cícero - Outro que vive sua sina de amor e ódio com a torcida. É preciso entender que a função de Cícero mudou. Não é mais o meia de antes e sim um segundo volante responsável por fazer a bola correr e o jogo andar. Assim, reencontrou sua função. Também se destaca sendo elemento surpresa na área e marcando seus gols.

Douglas - Capitão do Sub-20, Douglas Augusto é tido como o futuro da volância tricolor. Quando titular, formando dupla com Cícero, teve boas atuações no melhor momento do Fluminense durante a temporada. Mais um que tende a seguir crescendo com o passar do tempo.

Meias:

Gustavo Scarpa - Com a saída de Fred, Gustavo Scarpa assumiu o papel de referência no Fluminense. Não demorou para cair nas graças da torcida tendo evoluiu muito e tão pouco tempo. Foi o principal nome da equipe no ano, sendo líder de assistências do Campeonato Brasileiro. 

Danilinho - Mais polêmicasque futebol. Dentro de campo, pouco somou. Fora dele, uma detenção dentro do CT por não pagamento de pensão. 

Dudu - Veio em uma troca com o Coritiba por Felipe Amorim. Não teve muita oportunidade para mostrar seu futebol, mas, nas poucas chances que teve, também não comprometeu. Bom nome para elenco.

Claudio Aquino - Outro que também não se sabe o motivo da contratação. Pouco entrou em campo.

Atacantes:

Henrique Dourado - Fred saiu, Henrique Dourado chegou. A torcida esperava gols e viu um atacante encostado no banco de reservas. Sem dúvida, o reforço mais frustrante da temporada. Marcou apenas duas vezes e irritou bastante a torcida quando esteve em campo.

Wellington - Foi resgatado da Europa para brilhar no Brasil. Wellington foi recuperado no Fluminense. Voltou e animou a torcida com seus dribles e muita velocidade. Quem sabe, com um companheiro de ataque em 2017, não se solte ainda mais.

Richarlison - Tem recurso e tem futuro. Foi criticado pelo dinheiro gasto em sua compra (cerca de R$ 10 milhões), mas aos poucos foi e soltando e mostrando a que veio. Temporada de bons e maus momentos. É jovem e tende a crescer mais.

Marcos Júnior - Jogador útil que foi bem em boa parte da temporada. Terminou no banco de reservas, mas sempre tendo seu nome gritado pela torcida. Autor do gol do título da Primeira Liga. É sempre uma boa opção para o elenco.

Magno Alves - Encerra uma linda história no Fluminense. Mesmo com idade avançada, se mostrou útil em vários momentos durante a temporada. A torcida agradece a chance de tê-lo visto jogar com a camisa tricolor mais uma vez.

Maranhão - Muita correria e um belo gol contra o Atlético-MG. Foi contratado para compôr elenco e cumpriu seu papel. 

Alexis Rojas - Joia paraguaia que passou mais tempo no Sub-20 que entre os profissionais. Está de saída para Olimpia.

Osvaldo - Outro que não teve grandes atuações durante a temporada. Foi importante contra o Internacional, na semifinal da Primeira Liga, mas só. Deve sair ao término da temporada.

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