"Não vamos mudar a maneira de jogar", afirma Jorge Jesus sobre o Flamengo no Mundial
Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Pouco tempo depois da coletiva do treinador do Al-Hilal, Jorge Jesus foi a bola da vez na sala de entrevistas do Khalifa International Stadium. Nesta segunda-feira (16), o comandante do Flamengo falou sobre pressão, presença no jogo anterior do time saudita, declarações de Razvan Lucescu, vantagem física sobre Liverpool e sobre o estilo de jogo rubro-negro no Mundial de Clubes. Depois da coletiva, o time do RJ fez o reconhecimento de gramado.

Para o português, não adianta nada mudar a forma que o Flamengo joga. Segundo ele, um dos objetivos é valorizar ainda mais o estilo tático que ele pôs no time carioca.

"Não vamos mudar a maneira de jogar pelo fato de estar numa semifinal ou final. Seria dar um passo atrás. Queremos cada vez mais valorizar o nosso jogo e esperamos que possa entrar. Às vezes não entra por mérito defensivo do adversário. O jogo é estratégia. As estratégias de jogo são esperadas, mas a ideia não. A forma de atacar e defender será igual. É fundamental saber correr dentro de campo. É uma das coisas que buscamos na nossa equipe."

Com dois títulos importantes desde que chegou na pausa para a Copa América, Jesus falou que a pressão da atmosfera do Flamengo o satisfaz como profissional.

"É um ano de pressão, mas muito mais de satisfação. E é isso que vamos tentar passar no nosso jogo, um prazer, uma alegria, um grande espetáculo para tentar ganhar. Essa pressão é sinônimo do sucesso. Quem não quer? Quero viver toda minha vida com essa pressão."

Reencontro com Al-Hilal

O "Mister" treinou por sete meses o clube saudita: de junho/2018 a janeiro/2019. No Al-Hilal, o atual técnico disse que ‘Jesus pode até ter uma vantagem por ter escolhido a contratação de alguns jogadores, mas o estilo de jogo é totalmente diferente’. Em resposta, o português diz que isso faz parte do discurso árabe.

"É uma mistura de sentimentos. Hoje, sou treinador do Flamengo. Tenho o carinho de todos esses jogadores que ajudaram o clube a ganhar os títulos mais importantes do Brasil. Ajudei o Al-Hilal a formar essa equipe, os quatro avançados chegaram na minha entrada. Hoje, não tenho nada a ver com o Al-Hilal, a não ser o carinho dos jogadores. Um deles é o Gomis. E como é o destino. Falamos que iríamos nos encontrar no futebol e nos encontramos."

Jesus na época do Al-Hilal (Foto: Reprodução / Al-Hilal)
Jesus na época do Al-Hilal (Foto: Reprodução / Al-Hilal)

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O comandante flamenguista também falou sobre a presença dele e do elenco carioca no jogo entre Al-Hilal e Espérance no play-off anterior.

"A ideia foi cada vez mais darmos responsabilidade para a semifinal. No Brasil, fala-se muito do Liverpool e esquecem que temos um jogo antes. Esquecem por ser um time saudita, não ser da Europa e não ser valorizado. Do time que vi jogar contra o Espérance e vai enfrentar o Flamengo, só um que não é do meu tempo: o central. Aproveitamos as quartas de final para fazer um treino contra meus possíveis adversários."

Flamengo e Al-Hilal se enfrentam a partir das 14h30 (de Brasília) na próxima terça-feira (17), no Khalifa International Stadium, em Doha, no Catar. E você acompanha tudo sobre o Mundial de Clubes aqui, na VAVEL Brasil!

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