Abel Ferreira reclama de pênalti, elogia Tigres e fala de futuro do Palmeiras
Abel Ferreira após Palmeiras 0 a 1 Tigres (Imagem: Reprodução / Fifa)

O Palmeiras não conseguiu avançar à final do Mundial de Clubes 2020. No Education City Stadium, o Verdão foi vencido pelo Tigres, por 1 a 0, na semifinal do torneio, neste domingo (07). Após a peleja, Abel Ferreira, técnico palestrino, falou sobre o confronto. Ele destacou três pontos.

O primeiro deles foi o lance do pênalti. Na visão do treinador do Palmeiras, tal lance foi o "detalhe" que custou a classificação ao Alviverde Imponente. Mais do que isso: na visão do treinador, é possível contestar a marcação do árbitro holandês Danny Makkelie. "Há toque no pênalti, mas não há agarrão claro. Isso não é basquete. O adversário, com a experiência, secou um pênalti. Criamos uma chance flagrante com o Luiz não acertando a bola. Nosso adversário foi ligeiramente melhor e o jogo foi definido no detalhe, na experiência de um atacante, que sacou um pênalti", comentou Abel Ferreira.

O treinador também fez questão de valorizar a qualidade técnica do adversário. "Só quem não estuda futebol e não sabe o que o adversário fez nos últimos anos diz que é surpresa. Era um adversário difícil, com muita qualidade individual e coletiva, mesmo técnico há dez anos. Investiu muito, tem qualidade. Não gostamos de dar mérito ao adversário muitas vezes, queríamos estar na final, fizemos tudo. Em momento nenhum tenho algo a apontar aos jogadores, que não tentaram. Mesmo após sofrer o gol, deixamos o time mais agressivo. Todas as trocas foram para isso. Gostamos de ter jogadores que desequilibram, sobretudo nas pontas, como eles tinham, pontas desequilibradores. Temos jogadores lesionados nessas posições. E é muito importante ter esses jogadores. O Tigres chegou por mérito e qualidade. Há muita tendência de desvalorizar o adversário. Mais que arrumar desculpas, hoje eles foram ligeiramente melhores e o jogo foi decidido no detalhe", comentou o profissional.

Quando o Palmeiras vai voltar?

Perguntado sobre as chances do Verdão voltar para o próximo Mundial de Clubes, o treinador português, primeiro, respondeu ironicamente; depois, desenvolveu a questão. "Não sei, não sou mágico. Sei dizer que tenho um time com margem de crescer. Nesse tipo de jogo ganhamos experiência, também temos de estar no máximo de concentração e performance. Sabemos que o time pode fazer melhor em performance individual. Chegamos com mérito, temos mistura de jovens e experientes. Mas mais do que arrumar desculpas temos que assumir que no geral o adversário foi ligeiramente melhor, decidido em um pênalti que o adversário arruma e define na bola parada", finalizou.

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