Com missão de resgatar brios de bonança, Marcelo Chamusca é contratado como novo técnico do Náutico
Vitor Silva/Botafogo

A vacância no comando técnico do futebol do Náutico durou menos que 24 horas. Após o pedido de demissão de Hélio dos Anjos sob a justificativa de que não conseguia fazer nada de novo que pudesse evitar a queda livre da equipe alvirrubra no Campeonato Brasileiro da Série B, a diretoria oficializou a contratação de Marcelo Chamusca no fim da noite da quarta-feira (18). Assim como o antecessor, os gestores do Timbu contratam alguém com experiência na competição disputada para trazer bons brios.

Aos 54 anos de idade, Marcelo Chamusca tem vasto currículo no Brasil e na Ásia. Começou como auxiliar do Bahia em 2002 e seguiu em tal função no São Caetano, Goiás, Botafogo, Oita Trinita/JPN, Sport, Avaí, El-Arabi/QAT e El-Jaish/QAT. Como técnico, teve seu primeiro trabalho no Vitória da Conquista, em 2012. Em seguida, treinou Salgueiro, Fortaleza (três vezes), Atlético Goianiense, Sampaio Corrêa, Guarani, Paysandu, Ceará, Ponte Preta, Vitória, CRB, Cuiabá e Botafogo, clube que comandou durante o primeiro semestre deste ano. No Alvinegro de General Severiano, comandou 27 jogos. Foram nove vitórias, 12 empates e seis derrotas, com 37 gols marcados e 25 sofridos.

A experiência em comandar equipes na Série B e algumas campanhas vitoriosas credenciam Chamusca para treinar o Timbu e buscar o retorno da equipe alvirrubra à elite do futebol brasileiro, o que não ocorre desde 2013. Tem como feitos em sua carreira o acesso do Salgueiro à Série C em 2011, comandou o retorno do Guarani à Série B em 2016 e esteve à frente do acesso do Ceará à Série A em 2017, além de treinar o Cuiabá em boa parte da Segundona do ano passado, campanha que resultou no inédito acesso do Dourado à elite do futebol brasileiro. Conquistou dois títulos do Campeonato Cearense (Fortaleza em 2015 e Ceará em 2018), um Campeonato Paraense (Paysandu em 2018) e uma Copa Verde (Cuiabá em 2019).

Direto ao ponto, o novo comandante do escrete de Rosa e Silva deixou bem claro que a principal missão ao chegar no clube é recolocá-lo entre os quatro primeiros do Campeonato Brasileiro da Série B. Após 14 rodadas invicto e líder absoluto da competição, o Timbu acumula cinco derrotas seguidas e saiu do grupo que garante o acesso. Vale destacar também que, nesse ínterim, o atacante Kieza se lesionou e não joga mais na atual temporada, além da saída do atacante Erick após desacordos na renovação contratual e o retorno antecipado do zagueiro Wagner Leonardo ao Santos, clube que emprestou o defensor ao Timbu.

“Eu trabalhei em três oportunidades no futebol pernambucano e conheço a história do Náutico. É um grande clube, com camisa pesada e forte. A torcida é apaixonada, que incentiva e joga com o time. Estou muito feliz com o acerto e a oportunidade de poder trabalhar num grande clube. Dedicação, motivação e o máximo do comprometimento para que possamos buscar o acesso à Série A. Estou muito motivado pela oportunidade. Acredito nos jogadores. A expectativa é voltar ao G-4 da competição e brigar muito forte na parte de cima da tabela. O Náutico tem time e toda condição para que possamos voltar a figurar no G-4 no segundo turno. Vamos trabalhar para isso. A torcida do Náutico é apaixonada e joga muito com o time. Sei que, no momento, a torcida não está podendo ir aos jogos, mas é muito importante que todos se unam: atletas, comissão, diretoria e o torcedor. Sem essa sinergia, é muito difícil a busca de um objetivo tão grande como o acesso”, afirmou.

A chegada de Marcelo Chamusca ao Recife ainda não tem data prevista. Acompanham o técnico o auxiliar técnico Caio Autuori, filho de Paulo Autuori, e o preparador físico Roger Gouveia. Com 30 pontos na tabela de classificação, o Náutico ocupa a sétima posição na Série B 2021 e volta a entrar em campo às 21h30 da próxima terça-feira (24), quando enfrenta o CSA no Estádio Rei Pelé, o Trapichão, em Maceió/AL, pela 20ª rodada da competição nacional.

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