Turco Mohamed explica estratégia inicial e mudanças nas escalações do Atlético-MG
Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

Foi sofrido, foi com emoção. O Atlético-MG sofreu, mas conseguiu garantir uma grande virada sobre o Fortaleza, de 3 a 2, diante de 30 mil pessoas no Mineirão, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Antes da comemoração, o alvinegro acabou tendo dificuldades ao começar o jogo com três zagueiros. Antonio Mohamed explicou que o esquema tático era para preservar os seus jogadores de lesão e o cansaço de outros.

"Foi uma decisão pensando no cansaço dos jogadores. Tivemos que usar o Vargas por mais tempo do que pensamos. Terminou com um incômodo. Foi sempre pensando em minutagem e evitar uma lesão. Pensamos que os jogadores mais fortes, como Rubens, Ademir e Vargas, teríamos no segundo tempo. Tivemos que utilizar antes. Não deu certo. Conseguimos um plano e uma grande virada. Foi isso".

Turco, como também é conhecido, precisou modificar o time na reta final do primeiro tempo. Saiu do esquema de três zagueiros ao colocar Vargas no lugar de Junior Alonso. A ideia inicial era se defender, algo que não ocorreu, já que o Fortaleza criou as melhores oportunidades. Por esse motivo, precisou realizar mais substituições depois do intervalo e a questão da preservação acabou não dando certo.

"A estratégia era de não sofrer transições no primeiro tempo, e sofremos. O primeiro chute no gol eles fizeram o gol e a equipe sentiu. A ideia era defender bem o primeiro tempo e ganhar o jogo no segundo tempo. E pensamos em não ter um jogadores lesionados. Tivemos que usar por muitos minutos jogadores que queríamos preservar".

O treinador explicou as constantes mudanças nas escalações, sendo categórico na preservação dos seus comandados. 

"Vou repetir. Perigoso é que o jogador se lesione. Isso é perigoso. O que eu mais gosto é repetir a equipe. Mas não se pode. Há muitos jogadores lesionados. Já perdemos Keno e outros. Não tínhamos descanso para jogar. Nacho não poderia jogar. Hulk está lesionado. Não poderíamos repetir a equipe".

Mohamed reconheceu que o intervalo foi importante para a virada de chave e garantir o triunfo alvinegro. Assim, conseguiu evitar a segunda derrota em casa e chegar nos mesmos 24 pontos do Internacional, primeiro time do G-4, Galo é o quinto.

“O mais importante é que no intervalo a gente conversou, a equipe teve personalidade e força para jogar e foi para frente. Conseguimos uma grande virada com o apoio da torcida”.

Na próxima terça-feira, o Atlético-MG visita o Emelec, pelas oitavas de final da  Libertadores. A bola rola às 19h15 (de Brasília), no no estádio George Capwell.

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