CRÍTICA I Para Sempre Chape
(Foto: Divulgação/ Chapecoense)

CRÍTICA I Para Sempre Chape

Documentário relata a tragédia de 29 de novembro de 2016

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Felipe Cavalcante

Diretor: Luis Ara
Data de Lançamento: 2018
Duração: 1h 13min

O documentário retrata toda a trajetória da Chapecoense, desde a sua fundação, em 1973, até o período após a tragédia que ocorreu com o avião da delegação do time; o documentário se foca muito na trajetória do time e nos acontecimentos, é claro, em torno da tragédia.

O enredo do documentário se dá através de entrevistas com familiares dos jogadores e demais envolvidos: torcedores, gestores e os próprios jogadores que sobreviveram. Não há um narrador, o contraste com as entrevistas ocorre através de notícias da época.

A respeito da trajetória do clube, o filme exerce bem sua função, retratando os principais eventos da história do Chapecoense, dando um bom panorama da importância do time para seus torcedores, jogadores, e, principalmente, sua terra natal. O filme talvez até se estenda mais do que deveria neste ponto. Que recebe muito mais atenção do que o acidente em si.

É descrita a luta dos jogadores para atingirem o patamar de campeonatos nacionais e internacionais, assim como sua luta para a conquista de seus títulos (estes que foram adquiridos em 1977, 1996, 2007, 2011 e 2016). Sua ascendência em 1993, a adição de Plínio a diretoria do Chapecoense, suas dificuldades financeiras e de infraestrutura, sua chegada a Série A do Campeonato Brasileiro, tudo isso de forma bem detalhada.

É quando são classificados para a final da Copa Sul-Americana que, a caminho de Medellín, ocorre a queda do avião que transportava o time, resultando em 71 mortes, e apenas 6 sobreviventes. Se por contar a história do clube, o filme se sai bem, em relação ao acidente em si, já não se pode dizer a mesma coisa, faltam muitas informações, e o filme não se preocupa em apontar com clareza quais foram as causas ou possíveis responsáveis pela tragédia. Ele se foca mais na comoção por parte das pessoas e comunidades, afinal o evento tomou proporções mundiais na época, e em como foi o processo de retorno dos sobreviventes (Alan Ruschel, Hélio Neto, Jackson Follman, Rafael Henzel, Erwin Tumiri e Ximena Suárez).

É um documentário competente, se você é um torcedor assíduo do time, ou mesmo uma pessoa que acompanha o esporte frequentemente, a produção é uma boa pedida; mas se não é o seu caso, talvez deva passar longe do filme.

MEDIA: 3VOTES: 1
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