Análise: o desperdício da RBR em ter Albon só em setembro
Foto: Reprodução/Aston Martin Red Bull Racing

A Red Bull Racing está presente na Fórmula 1 há décadas através de patrocínios a determinadas equipes. Quem não se lembra da equipe Sauber, do final dos anos 90 e começo dos anos 2000? A marca, no entanto, só se tornou escuderia em 2004 quando comprou a equipe Jaguar e estreou no grid no GP da Austrália no ano seguinte.

Desde então, a RBR possui uma academia de jovens talentos que alimenta a equipe e sua filial, Toro Rosso (em breve Alpha Tauri), na categoria principal do automobilismo. Nesse ano, Pierre Gasly subiu da STR para à equipe austríaca, mas não conseguiu convencer. Das 12 corridas iniciais da temporada, o francês obteve 63 pontos, uma média de 5,25 pontos por corrida, acabou rebaixado, retornando a escuderia B da marca.

No lugar do Gasly, o escolhido foi Alexander Albon. O jovem tailandês estreou na Fórmula 1 neste ano, dois anos depois do francês que disputa pela vaga com ele, ainda sim, obteve essa oportunidade após uma sequência boa de corridas no final do primeiro semestre. E não vem decepcionando. 

Com um aproveitamento de 9,6 pontos por corrida, Albon ja conquistara 48 pontos em 5 GPs disputados e permite projetar a pontuação da equipe austríaca se estivesse com a dupla atual de pilotos. A Red Bull possui 323 pontos na tabela de construtores, enquanto a Ferrari obteve 433, uma margem de 110 na briga pelo vice-campeonato. 

Se Alexander Albon estivesse na Red Bull desde o início da temporada, com seu atual aproveitamento, ele estaria em sexto lugar com 163 pontos, somados aos 212 pontos do Max Verstappen, a equipe teria 375 pontos. Continuaria em terceiro no campeonato, mas a vantagem cairia para 58 pontos. 

O consultor da equipe, Helmut Marko já anunciara que Pierre Gasly e Alexander Albon disputa a vaga para ser segundo piloto da Red Bull em 2020. Analisando os números, a situação está melhor para o tailandês.

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