E agora, F1? Como seria a temporada 2020 com apenas oito corridas (parte 1/4)
Foto: Reprodução / FIA

A Pandemia provocada pelo novo coronavírus vem provocando mudanças no dia a dia da humanidade desde o início do ano, no caso da China, até mesmo antes disso. E na Fórmula 1, não seria diferente. Até o dia 23 de março, sete corridas foram adiadas e uma oficialmente cancelada, o tradicional GP de Monte Carlo, em Mônaco. Para buscar um novo contexto da principal categoria do automobilismo mundial, a VAVEL Brasil preparou a série de quatro textos "E agora, F1?" a fim de responder questões sobre a mutilada temporada 2020.

Além de toda a preocupação mundial a respeito da saúde pública que os governos vem passando, principalmente, ao buscar medidas para manter um isolamento para diminuir a propagação da doença denominada Covid-19, há no contexto do automobilismo encaixar novas datas para os eventos, outrora marcados no calendário. Mas, a pergunta é: dará tempo? 

As equipes, antes do início da temporada já reclamavam de um ano com excesso de corridas. A ideia inicial para grande parte das escuderias era de ter no máximo 20 corridas. Se já havia uma insatisfação com tantos GPs em tão pouco tempo, o drama aumentou com as sete corridas adiadas, que levantam o questionamento: onde encaixar tantas corridas ? E se mais países adiarem ? 

No regulamento da categoria, há um número mínimo de corridas necessárias para a temporada ser considerada e, portanto, haver um campeão. Esse mínimo são oito GPs. Lembrando que a F1 completará em 2020 70 anos de competição ininterrupta. Uma marca gigantesca, sem dúvida. 

Para este que vos escreve, a temporada obviamente já é atípica por tudo o que vários povos vêm passando. Para se ter como exemplo, a Itália não há clima para sediar uma corrida. A perda de mais de seis mil pessoas, sem falar nas milhares que ainda lutam contra a doença, mesmo que o país controle a doença até junho, meses antes da corrida, que é em setembro, como ter ânimo para sediar algo festivo deste em um momento de luto nacional? 

E não falo apenas da Itália, pois há outro componente a respeito. Países que conseguirão controlar a doença, terá receio de um efeito bumerangue, de fora para dentro, no momento de abrir as fronteiras para a Fórmula 1 e turistas. É claro que minha torcida é para que a temporada ocorra, após toda esta tempestade passar. Mas, minha impressão é que se houver campeonato, ficará restrito aos países europeus e um mínimo de corridas para manter a tradição que vem desde 50. 

Uma temporada com oito, dez corridas, todas na Europa. Com custos menores, lembrando que a Liberty manteve o teto de gastos para 2021: de equipes que já sofrerão muito pela queda econômica mundial. Parece-me cada vez mais sensato e plausível de ocorrer. E para você?

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