Vice-presidente do Monaco revela como convenceu Lemar a recusar Arsenal e Liverpool

O meia francês Thomas Lemar, de 21 anos, protagonizou uma das maiores novelas da última janela de transferências. A revelação do Monaco foi  cobiçada por clubes como Arsenal, Liverpool e Barcelona, mas acabou optando por permanecer no clube monegasco por mais uma temporada. Engana-se, porém, quem acredita que foi um acordo fácil de ser realizado.

"Não foi fácil. Thomas [Lemar] queria jogar no Arsenal ou no Liverpool, mas tivemos discussões e tomamos uma decisão em comum de que ele poderia ficar aqui [no Monaco]. Ele é um jogador muito importante para nós. Não poderíamos vendê-lo, pois teria afetado o resto da equipe e também na parte individual", esclareceu o vice-presidente da equipe do Principado, Vadim Vasilyev, em entrevista ao portal russo TASS.

Na última janela, o Arsenal foi o clube que mais persistiu por Lemar. Segundo o treinador do clube, Arséne Wenger, a oferta dos ingleses chegou a alcançar o valor de €100 milhões, mas o meia decidiu continuar no Monaco. Nos últimos dias, Liverpool e Barcelona também manifestaram interesse e apresentaram propostas ao clube francês, sem sucesso.

O desejo de grandes equipes de contar com Lemar não é à toa. O jogador foi um dos grandes destaques da temporada inesquecível do Monaco, sendo responsável por 14 gols e 17 assistências em campanha coroada com o título do Campeonato Francês e o avanço às semifinais da Uefa Champions League.

O bom desempenho em seu clube rendeu a Lemar convocações para a Seleção Francesa principal. Na última quinta (30), em jogo válido pelas Eliminatórias Europeias da Copa de 2018, contra a Holanda, ele marcou seus primeiros dois gols vestindo azul em vitória por 4 a 0.

No entanto, Lemar ainda tem falhas no seu jogo. Quem afirma isso é o pai dele, Edwig: "Ele não está 100%. Até hoje, ele ainda joga um pouco com o freio de mão puxado, ele não é totalmente livre. Tecnicamente, ele pode muito mais. Acima de tudo, ele é um jogador central, um armador ou um atacante apoiador. Ele começou na ponta, ainda joga por ali, mas não é um jogador que explode em direção ao gol, aquele para o qual você enfia bolas longas. Ele é criativo, com grande visão, e joga em espaços pequenos. Ele pode e sabe como superar uma marcação um contra um, mas sua principal qualidade é o passe. Hoje, no sistema do Monaco, ele tem muita liberdade para ir ao centro".

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