Fora da Copa do Mundo de 2018, Daniel Alves renasce na Copa América
(Foto: Lucas Figueiredo / CBF)

Fora da Copa do Mundo de 2018, Daniel Alves renasce na Copa América

Com a conquista da Copa América, o lateral brasileiro foi o capitão da seleção na jornada e chegou à marca de 40 títulos em 19 anos de carreira

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Victor Souza

O maior campeão da história do futebol não passou em branco na sua, talvez, última passagem pela Seleção Brasileira. Isso porque Daniel Alves já tem 36 anos e pode não estar apto para a Copa do Mundo de 2022, ano que estaria com 39. Apesar da idade, Daniel não sentiu o peso durante a competição, tanto que foi eleito o melhor jogador conquistando seu 40º título na carreira e o quarto com a camisa verde e amarela.

Em 2018, quando o Brasil disputou a Copa do Mundo na Rússia, o lateral acabou não sendo convocado por uma lesão. Na ocasião, Fagner, do Corinthians, assumiu a titularidade que era do jogador. A seleção acabou se despedindo do mundial nas quartas de final. Em entrevista, Daniel falou da importância do título da Copa América mediante à frustração na Copa do Mundo.

''Acredito que essa conquista significa colher um grande fruto que foi plantado. Nós sabemos que aqui e em qualquer lugar, vivemos de resultados. Quando o resultado não vem, vamos ser criticados, o que é normal. Mas nós podemos perder, só não podemos ser derrotados, como o nosso professor (Tite) fala. Hoje foi um dia típico de você demonstrar que com constância, confiança, com fé no que você faz e propõe, as coisas vão se encaixando e acredito que o prêmio é essa constância'', disse o jogador.

Papel de importância e liderança na equipe

Nesta Copa América, Daniel Alves fez até o que não era a sua função. E com excelência. Se pelo lado esquerdo, Filipe Luís e Alex Sandro não apoiavam tanto, pelo lado direito Dani sobrava em campo. Quando o meio-campo não criava o esperado, o ''Good Crazy'', como gosta de ser apelidado, entrava em ação. Tendo participação efetiva nos ataques brasileiros, o lateral, muitas das vezes, se tornou um camisa 10 para articular as jogadas da seleção.

Na parte defensiva, o capitão também não deixou a desejar. O apoio ao ataque era forte, mas quando foi provado no um contra um, levou a melhor na maioria das vezes. A polivalência para um jogador de 36 anos pode ser um empecilho, mas para Dani parece ser um mero divertimento. Leve e satisfatório. Vale ressaltar que o sistema defensivo brasileiro sofreu somente um gol nos seis jogos do torneio. De fato, a braçadeira foi tratada com um papel não só de liderança, mas também de um total auxílio nos momentos delicados.

Números com a seleção

Daniel Alves chegou ao seu quarto título defendendo a camisa do Brasil. Anteriormente, o lateral conquistou a Copa América de 2007, a Copa das Confederações de 2009 e de 2013. Agora, levanta mais um troféu para coroar o desempenho. Em ação dentro de campo, Dani contabiliza 114 jogos, 8 gols e 20 assistências (incluindo amistosos). 

 

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