Soberania: Lyon desbanca Barcelona e conquista oitavo título da Women's Champions League
Foto: Divulgação/Uefa

O título da 21ª final da Women's Champions League tem um velho conhecido. O Lyon, soberano da competição, soube aproveitar os espaços da desatenta defesa, fazer o resultado no primeiro tempo e derrota mais uma vez o Barcelona, bem como na temporada 2018-19, mas dessa vez pelo placar de 3 a 1, diante de 32.257 pessoas - o segundo melhor público de uma final - no Juventus Stadium, em Turim, e erguer a taça pela sua oitava vez. 

Sonia Bompastor teve a realização de ser campeã na competição como jogadora e, agora, como técnica das Lyonnaises. Feitos para a maior artilheira, Ada Hegerberg, que chegou a 59 gols em 60 jogos, sendo cinco na final. Igualando a Rainha Marta.

 

Quebra do equilíbrio para vantagem Lyonnaises 

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Como era de se esperar de duas equipes de alto nível, o equilíbrio era visto até na disputa pela posse de bola. Barça, em seu estilo, de controlar e rodar a redonda de pé em pé, e do outro lado, o Lyon intenso na marcação e rápido nas transições. A firmeza nas roubadas deu êxito logo no início. Henry desarmou Alexia Putellas na intermediária, puxou para o meio, e na maior categoria, acertou um lindo chute no ângulo, indefensável para Paños.

As Culés não se intimidaram e seguiram com sua proposta. Aitana encontrou Jenni Hermoso sozinha, ela encheu o pé, mas Endler usou toda a sua envergadura - 1, 83m - para salvar com uma das mãos. Apesar da vantagem no placar, Sonia Bompastor foi obrigada a mexer no time. Carpenter acabou se machucando e deu lugar a Buchanan. 

Aos 22’, Bacha tabelou com Malard e cruzou na segunda trave. A defesa bluagrana mostrou desatenção, Ada Hegerberg subiu nas costas de Mapi León e cabeceou para o fundo das redes. O tempo era amigo das Lyonnaises, que mostravam mais organização, enquanto as Culés pecavam na falta de capricho no último passe e desatenção na parte defensiva. Essa desorganização era cada vez mais clara na defesa, e novamente, custou caro. Torrejón não afasta direito, Malard trocou passes com Hegerberg, que encontrou Catarina Macario sozinha, no qual teve apenas o trabalho de escorar para ampliar. 

De assistência para quase o segundo, Hegerberg ficou cara a cara com Paños, finalizou de longe e a goleira espalmou. Independente do resultado, a premissa do futebol nunca morre: que não faz, leva. Rolfö inverteu para Graham. A camisa 7 cruzou rasteiro, Buchanan escorregou, Putellas apareceu nas costas de Mbock e diminuiu em chute de primeira.

Esperança culé esvai-se, relógio ao lado 

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Visando dar um gás ao ataque, Jonathan Giráldez sacou a apagada Hermoso para colocar Oshoala. O intervalo fez bem para as blaugranas, eram mais incisivas e pressionavam em seu campo de ataque. A própria nigeriana incomodava na saída de bola. Do outro lado, as francesas saíam nos contra-ataques. Cascarino até tentou surpreender na ponta direita, mas mandou por cima do gol. 

Patri observou Endler adiantada, finalizou do meio-campo, tentando encobrir a goleira chilena. A bola explodiu no travessão. No tudo ou nada, Giráldez deixou o Barça mais ofensivo: Crnogorcevic e Martens nos lugares de Torrejón e Mariona.

Era pressão e mais pressão da equipe da Catalunha. A defesa bem postada das Lyonnaises, comandada pela capitã Renard, era soberana. O relógio amigo de uns e inimigo de outro. O domínio culé não surtia efeito. O cronômetro mantinha seu ritmo, logo, era cada vez mais difícil furar a marcação francesa. 

Aos 81, Oshoala levantou na área. Crnogorcevic conseguiu encontrar um raro espaço, mas emendou à direita do gol. As comandadas de Bompastor aproveitavam do resultado, a defesa era a esperança para ampliar sua soberania na Europa. No entanto, a trave, inimiga de Hegerberg, impediu outro gol. Nada que impedisse a entrega da taça ao papa-títulos do velho continente.

Ly8nnaises

Foto: Divulgação/Uefa
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O Lyon tornou-se a primeira equipe a disputar dez finais, faturando oito delas, sendo duas de pênaltis. A zagueira e capitã Wendie Renard esteve presente em todas, além de ser a primeira jogadora a ultrapassar os 100 jogos, somando 103.

Títulos

2021-22: Barcelona 1-3 Lyon

2019-20: Wolfsburg 1-3 Lyon

2018-19: Lyon 4-1 Barcelona

2017-18: Wolfsburg 1-3 Lyon

2016-17: Lyon 7(0-0)6 PSG (decidido nos pênaltis)

2015-16 Wolfsburg 3(1-1)4 Lyon (decidido nos pênaltis)

2011-12: Lyon 2-0 Frankfurt

2010-11: Lyon 2-0 Turbine Potsdam

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