Alemanha e França: a dominância no futebol feminino europeu
Foto: Divulgação/ FIFA

Se olhar para as semifinais da UEFA Champions League, vemos Alemanha x França nos dois confrontos. Enquanto os novatos PSG e RB Leipzig fazem a primeira semifinal na terça-feira (18), Lyon e Bayern de Munique se enfrentam na quarta-feira (19). Porém, a briga entre germânicos e franceses  vão além na categoria masculina. O futebol feminino europeu é dominado por esses países.

O futebol feminino europeu vem colhendo os  frutos  que esses dois países ajudaram a plantar: a Alemanha, com seu tradicionalismo na modalidade, é referência para as principais protagonistas europeias da atualidade: as francesas. Confira agora o porque esses dois países são tão importantes para o desenvolvimento da modalidade, principalmente na Europa. 

Alemanha: a base do futebol feminino europeu

A Frauen Bundesliga é uma das competições mais tradicionais  da modalidade. Criada em 1990, seguindo os padrões da Bundesliga, é uma das únicas competições femininas que nunca foi suspensa. Além do profissional, o país também investe nas categorias de base, com diversas competições para as meninas de 11 aos 17 anos. Os principais campeões nacionais são o Frankfurt, com sete títulos, o FFC Turbine Potsdam e o atual tetracampeão alemão Wolfsburg, ambos com seis títulos cada.

A força do campeonato alemão começou a ter resultado no continente europeu quase que instantaneamente, falando de clubes ou seleções. Na história da Champions League Feminina, os times alemães levantaram a taça nove vezes, com quatro times diferentes: O Frankfurt venceu quatro vezes (2001-02, 2005-06, 2007-08 e 2014-15), o Wolfsburg (2012-13 e 2013-14) e o Turbine Potsdam (2004-05 e 2009-10) com dois,  e o Duisburg com um (2008-09) .

Já a Seleção Alemã tem dois títulos de Copa do Mundo (2003 e 2007), a medalha de ouro olímpica conquistada no Rio em 2016, oito títulos de Eurocopa (1989,1991,1995,1997,2001,2005,2009 e 2013), além dos títulos na categoria de base. 

Colhendo os frutos

O cenário do futebol feminino começou a mudar da França com a chegada de Noel Le Graet na presidência da Federação Francesa de Futebol em 2011. Além de incentivar a entrada de mulheres no esporte de todas as áreas, não só como atletas. Por isso, colocou mulheres em cargos de liderança, como a vice-presidente Brigitte Henriques, e ampliou a inclusão de mulheres como árbitras, dirigentes e treinadoras, para que elas participassem ainda mais da formação das atletas. 

De onde os franceses tiraram os conselhos para desenvolver a categoria da melhor forma possível? Isso mesmo, da Alemanha. Além de crescer com a modalidade já na escola, academias para formação de atletas foram criadas. Ali, além da educação, havia treinos para que elas chegassem ao seu mais alto nível. 

O principal símbolo do crescimento do futebol feminino francês hoje é o clube mais vitorioso da modalidade, um exemplo na luta de jogadoras pela igualdade de oportunidades e condições de trabalho: Olympique Lyonnais. Dos 31 campeonatos oficiais disputados desde 2010, o Lyon ganhou 21. São seis títulos da Champions League e 14 títulos nacionais seguidos, o que fez o presidente do clube, Jean-Michel Aulas, oferecer as mesmas condições de preparação que a equipe masculina. 

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