Retenção de bola, finalização e outros: números podem explicar má fase do São Paulo
Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Após duas derrotas consecutivas do São Paulo, a pressão sobre Dorival Júnior é cada vez maior. A situação da equipe em suas competições não é tão ruim, mas o futebol apresentado e alguns resultados têm sido motivos para críticas, não só direcionadas ao treinador, como ao elenco.

Por isso, a VAVEL Brasil decidiu separar estatísticas dos quatro grandes do Estado a fim de compará-los. Obviamente, os números não explicam tudo, mas são uma das chaves para a compreensão do futebol.

Assim, foram usados dados do Footstats e do SofaScore sobre o Campeonato Paulista, reunindo a maior quantidade de informações possíveis sobre os rivais. Vale ressaltar que não foram contabilizadas estatísticas da Copa do Brasil, visto que, até agora, apenas o Tricolor a disputou.

A bola gira, mas a criação de jogadas é pobre

Posse de bola alta, muitas trocas de passe e baixa eficiência frente ao gol. Analisando os números friamente, é isso que se entende do São Paulo em 2018 no torneio estadual. Entre os grandes paulistas, o Tricolor é a equipe que mais tem a bola nos pés: a média é de 62% de posse por jogo.

A quantidade de passes trocados pelo Soberano também é líder de estatísticas, já que a marca de 440 toques entre seus jogadores lidera o ranking de todo o campeonato. No entanto, tais estatísticas dão espaço para a possível interpretação de que a criação de jogadas não é problema - muito pelo contrário.

Nenê foi um dos reforços para o meio de campo tricolor (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)
Nenê foi um dos reforços para o meio de campo tricolor (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)

O baixo número de assistências para gols pode ilustrar isso: o São Paulo tem apenas quatro, contabilizando todas as rodadas da competição. Enquanto isso, seus rivais têm 10, na média - um número bem maior. O time do Morumbi é quem menos balançou as redes entre os grandes, mas a desproporção continua sendo alarmante.

Eficiência muito baixa no último terço

Assim como a construção de jogo é um fator importante para que gols sejam marcados, a eficiência nas finalizações também é. Quando comparado ao Corinthians, ao Palmeiras e ao Santos, o São Paulo é quem tem menos chutes em direção à meta por partida: apenas 4.25.

Isso poderia ser irrelevante caso a quantidade total de conclusões também fosse baixa, mas a realidade é oposta. Essas poucas finalizações correspondem a 34% do total, um rendimento bem menor do que o esperado.

Diego Souza tem jogado como centro-avante (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
Diego Souza tem jogado como centro-avante (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

Quem tem maior eficiência nesse quesito é o Santos, que acerta quase 50% de seus chutes. Enquanto isso, Corinthians e Palmeiras empatam na casa dos 43% de aproveitamento. Coincidentemente - ou não -, as três equipes estão melhor colocadas no torneio que o São Paulo.


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