Mané Garrincha foi palco de arbitragem polêmica em clássico Vasco e Flamengo no ano passado

Juízes roubaram atenção da partida com expulsão de Luís Fabiano, gol anulado de Réver e pênalti cometido por Renê

Mané Garrincha foi palco de arbitragem polêmica em clássico Vasco e Flamengo no ano passado
Flamengo
2 2
Vasco
Flamengo: Muralha, Pará, Réver (Léo Duarte), Rafael Vaz e Renê; Márcio Araújo, Willian Arão e Mancuello (Lucas Paquetá); Berrío (Cirino), Leandro Damião e Everton. Técnico: Zé Ricardo
Vasco: Jordi, Gilberto, Jomar, Rafael Marques e Henrique; Jean (Thalles), Douglas, Yago Pikachu (Manga), Nenê e Andrezinho (Escudero); Luís Fabiano.
Placar: (0-1, Yago Pikachu, 16/1°T); (1-1, W. Arão, 14/1°T); (2-1, Berrío, 19/2°T); (2-2, Nenê, 49/2°T)
ÁRBITRO: Luis Antonio Silva dos Santos | Amarelados: Everton, Willian Arão (Fla); Jean, Jordi, Luís Fabiano, Jomar e Douglas (Vas) | Expulsões: Luís Fabiano (Vas)
INCIDENCIAS: Partida válida pela 4ª rodada da Taça Rio de 2017, disputada no Mané Garrincha, em Brasília.

Em situações distintas, Vasco e Flamengo se enfrentam neste sábado (15), pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Será o terceiro duelo entre as equipes no ano, porém, com mudanças no palco da partida. Desta vez, o Maracanã dá lugar ao Mané Garrincha, em Brasília, estádio que foi sede de polêmicas na última oportunidade em que recebeu o clássico, em 2017.

Pela 4ª rodada da Taça Rio daquele ano, e em meio às Eliminatórias para a Copa do Mundo, cruz-maltinos e rubro-negros entraram em campo com desfalques de sobra. Ao todo, 12 jogadores não puderam configurar suas equipes na capital brasileira, entre eles, nomes como Diego, Guerrero, Martín Silva e Rodrigo. Porém, nada que alterasse a emoção de um dos principais clássicos do país, ato cujas algumas figuras extra-campo tentaram fazer no decorrer da partida. 

De início, o Vasco aproveitou bobeira do zagueiro rubro-negro Réver e abriu o placar da partida, com Yago Pikachu. Na jogada, Luís Fabiano roubou a bola do jogador adversário e passou para Nenê, que lançou Pikachu para deixar o cruz-maltino em vantagem. Um ano depois, o autor do gol é protagonista na equipe, enquanto os respectivos camisa 9 e 10 daquela ocasião não estão mais presentes no clube de São Januário.

A partida seguiu, e o primeiro empecilho ocorreu: aos 27 minutos, houve queda de energia no Mané Garrincha, deixando a partida interrompida por outros nove. De essencial na parte final da primeira etapa, apenas uma chance clara do Flamengo de empatar o jogo, desperdiçada por Pará. Em boas condições de finalização na área de Jordi, o lateral optou por passar para Leandro Damião, que não conseguiu concluir, mantendo a desvantagem do Rubro-Negro no intervalo.

Na volta do segundo tempo, o Flamengo mudou de postura e passou a atacar mais o Vasco, que recuou e iniciou estratégia de aproveitar espaços em contra-ataques. Logo no reinício da partida, o cruz-maltino viu sua vantagem no marcador ficar ameaçada após bizarra expulsão de Luís Fabiano, após o atacante cometer falta em Marcio Araújo e tomar cartão amarelo. A cobrança do camisa 9 foi excessiva, chegando a peitar o árbitro da partida, antes de disparar: "Você vai me dar cartão?". Após o contato, Luis Antonio Silva dos Santos, o Índio, se desequilibrou e puxou o cartão vermelho.

O lance de Luís Fabiano causou total prejuízo à sua equipe no restante da partida. Logo na cobrança da falta, Mancuello cruzou e Réver balançou as redes, porém, o assistente marcou impedimento do zagueiro, que estava em posição regular. O primeiro engano da arbitragem passou batido por conta da superioridade do Flamengo na partida. Aos 14 minutos, Willian Arão empatou o marcador, em nova assistência de Mancuello, desta vez validada pelos juízes. Cinco minutos depois, Arão passou para Berrío marcar seu primeiro gol com a camisa rubro-negra, o segundo do Flamengo na partida.

Então, em 19 minutos, o Vasco viu sua vantagem no placar ir por água abaixo na partida, com seu rival buscando se distanciar no marcador. Para os cruz-maltinos, o jeito foi buscar o gol de empate na garra e força de vontade. A garra veio na pressão vascaína na reta final da partida. Primeiro, a força esteve presente na cobrança de falta de Douglas Luiz, que bateu no travessão de Alex Muralha, aos 44 minutos.

Já aos 47, a arbitragem interveio diretamente no resultado após assinalar penalidade em toque que bateu na barriga de Renê, quando o lateral impediu passe de Nenê. Desesperado, o jogador rubro-negro buscou convencer o auxiliar, Daniel Parro, da marcação, porém, nada feito.

Por fim, o gol veio aos 49, quando Nenê deslocou Muralha ao cobrar pênalti e deixar tudo igual no Mané Garrincha. No decorrer daquela semana, Luis Antonio Silva dos Santos "Índio" e Daniel Parro seriam afastados daquele Campeonato Carioca, que seria conquistado pelo Flamengo, dois meses depois.