Demitido, Vinícius Eutrópio desabafa contra diretoria do Figueirense: "40 dias surreais"
Foto: Divulgação/Figueirense

A intensa crise em que o Figueirense atravessa ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (18). Sem vencer há oito jogos e ocupando a lanterna da Série B, Vinícius Eutrópio foi demitido em sua terceira passagem como treinador no clube. Ao todo, o jejum de vitórias já chega a 13 partidas, contando com o W.O contra o Cuiabá na 17ª rodada.

A exemplo do antecessor Hemerson Maria, Eutrópio não poupou palavras em sua despedida do Orlando Scarpelli. Administrativamente, esse pode ser considerado o momento mais crítico do clube em toda a sua história.

"Poucas vezes me arrependi de fazer alguma coisa na vida, mas uma dessas poucas coisas foi, infelizmente, essa vinda para o Figueirense. Foram três anos como jogador para construir uma carreira aqui, um ano inteiro de conquistas em 2013 e 14, também com boa passagem em 2016", lamentou.

Por falta de pagamentos, a equipe não entrou em campo no confronto diante do Cuiabá, fora de casa. Na última rodada, após o jogo contra o Sport, o volante Zé Antônio precisou ser avaliado em um hospital público, já que os jogadores perderam o plano de saúde. Na base, tornaram-se constante  as faltas de transporte e até de alimentos.

"Estourou greve, estourou treino, saída de jogadores, falta de plano de saúde, de transporte, de comida e de roupa, uma falta de respeito. Foram 40 dias surreais. Só não me arrependo de uma coisa: um dia após o W.O, tivemos uma reunião com a direção e ela, surpreendentemente, queria mandar embora seis jogadores e três membros da comissão técnica. Eu fui veementemente contra. Talvez ali tenha começado algum tipo de restrição com o meu nome", declarou.

O técnico ainda disse que por pouco não houve um segundo W.O seguido, o que acarretaria em um rebaixamento automático à Série D do Campeonato Brasileiro pelas regras da CBF.

"Minha quarta passagem pelo Figueira talvez tenha sido importante nesse sentido. Se eu não tivesse segurado, a gente teria dado o W.O também contra o CRB. A falta de sensibilidade é incrível. A gente vinha de um W.O e a direção queria mandar jogadores embora. Os jogadores foram aplaudidos por torcida e todos os funcionários."

Na sequência da Segundona, o Figueira volta a campo nesta quinta-feira (19), fora de casa, para enfrentar o Brasil de Pelotas. A partida é válida pela 23ª rodada e terá início às 21h30.

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