Geninho minimiza pressão após derrota do Avaí em casa: "Não me deixo envolver"
Foto: André Palma Ribeiro/Avaí FC

Na Ressacada, o Avaí foi derrotado pela Ponte Preta por 1 a 0 e chegou a quinta derrota em oito jogos na Série B. O ex-meia do Leão, João Paulo, fez de pênalti o único gol da vitória da Macaca em Florianópolis, nesta sexta-feira (11).

O técnico do Avaí, Geninho, viu um equilíbrio das ações no jogo após a terceira derrota do time como mandante na competição.

“Acho que nós fizemos, no primeiro tempo, um bom jogo, mas cometemos um erro, que quando você joga como um time com todas as qualidades da Ponte nos traz um problema que é dar um pouco de espaço da Ponte jogar. Acho que nós deixamos a Ponte articular sem uma pressão maior de marcação. Acho que ali foi nosso maior erro”, disse.

O técnico do Leão também identificou uma queda de rendimento no segundo tempo da partida, principalmente após o gol da Macaca.

“No segundo tempo, depois do pênalti, o jogo muda completamente. Mudou muito a característica apesar de eu achar que mesmo um pouco mais desarrumado o Avaí no segundo tempo criou mais chances de gol do que no primeiro, tivemos alguns lances muito bons. Tivemos um lance com o Rildo, que se o Daniel deixa o Rildo seguir provavelmente ele poderia transformar aquele lance em gol, mas não soubemos aproveitar nossa supremacia na bola aérea".

Geninho comentou mudança tática feita no time, de acordo com a marcação alvinegra.

“Nós procuramos trabalhar um pouco mais (pelo meio-campo) para que nós não vivêssemos só de cruzamentos. Apesar da Ponte fechar bem os lados, porque às vezes, não é que você não quer é que o adversário não te permite. E eu acho que aconteceu um pouco das duas coisas. Nós tivemos uma efetividade de fundo muito pouca e eu acho que a Ponte marcou bem. Poderíamos ter aproveitado mais essa bola aérea pois nós levávamos nítida vantagem nessa jogada. Não só na bola no jogo como na bola parada”.

Perguntado sobre o meia Valdívia, Geninho citou má fase do jogador e problemas no elenco.

“Eu concordo que o Valdívia pode dar mais. Eu acho que ele que vem jogando bem abaixo daquele Valdívia que todos nós sabemos que joga e que o clube esperava dele. Eu ainda vou ver o que eu perdi o que eu não perdi. Eu tinha 3 ou 4 jogadores dentro do vestiário reclamando de lesão e nós temos um jogo já na terça-feira. Posso dizer duas coisas, acho que o Valdivia pode dar mais e acho que o Adryan aproveitou muito bem os 15 minutos que entrou".

Perguntado sobre a ameaça de demissão gerada por maus resultados, o experiente treinador de 72 anos citou a experiência que tem para minimizar esta pressão.

“Eu tô há muito tempo na estrada pra não deixar me envolver mais por isso aí. Eu já passei por essa situação várias vezes, tenho 33/34 anos de treinador e já trabalhei no Corinthians (em referência à demissão de Tiago Nunes). Essa pressão que o Tiago sofreu eu sofri lá. (...) Então, pressão todo mundo sofre. Qualquer treinador em qualquer time! Caiu o Tiago no Corinthians, outro dia caiu um no (Atlético) Goianiense… O treinador que escolheu essa profissão e acha que a profissão dele é cômoda, não é. Você vive basicamente de resultados e isso é fatal".

A próxima partida do Avaí é contra o Confiança, às 19h15, na próxima terça-feira (15), pela Série B do Brasileirão. No momento, o Leão ocupa a 11ª colocação da competição, com nove pontos.

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