Técnico do Goianésia destaca importancia de manter a identidade para buscar o titulo estadual
Goianésia busca primeiro titulo em 36 anos (Foto: Reprodução)

O técnico mais jovem do Brasil a disputar uma competição nacional em 2020, Luan Carlos segue fazendo história no Goianésia. Dois meses após levar a equipe do interior goiano às oitavas de final da Série D pela primeira vez na história, foi a vez do treinador comandar o Azulão à sua primeira final de campeonato estadual.

Para isso, Luan Carlos contou com reforços pontuais.  Nomes como Zizu e Fábio Leite são já haviam trabalhado com o  jovem técnico de 28 anos em sua época de Atlético Cearense e Floresta-CE. Devido ao curto tempo de preparação em razão da pandemia do novo coronavírus, tal decisão aumentou a margem de acerto e potencializou a chance do Goianésia se destacar.

"Acredito muito que um dos fatores que contribuíram para a realização desse bom trabalho foi a inserção de jogadores que já haviam trabalho comigo em outros clubes. Não somente pelo fato de termos uma confiança, mas principalmente por esses atletas já entenderem minhas ideias e metodologia. Isso facilita a absorção do elenco na construção do modelo de jogo. Até pelo pouco tempo de preparação que temos nos clubes que chegamos, é importante termos atletas que já conhecem nossa forma de trabalhar."

Jaraguá 1x3 Goianésia (Foto Adria Lima/Ascom Goianésia EC)
Jaraguá 1x3 Goianésia (Foto Adria Lima/Ascom Goianésia EC)
 

Luan Carlos assumiu o Azulão na  10ª rodada da primeira fase do Campeonato Goiano. Ao todo já são 23 partidas, sendo dez vitórias e sete empates. O bom desempenho coloca o Goianésia com chances reais de ser o primeiro time fora da capital, Goiania, a ser campeão estadual desde o Itumbiara em 2008. Mas para isso, os comandados de Luan Carlos terão que encarar o atual campeão Atlético-GO.

"Jogo difícil, na casa do adversário. Temos que ter muita atenção em cada segundo de jogo. Sabemos do favoritismo deles, temos que fazer um jogo quase perfeito para alcançarmos o título. Temos que criar uma estratégia de jogo, temos que nos adaptar a essa realidade, mas não podemos perder nossa identidade. É como camaleão, muda de cor, mas não deixa de ser camaleão. Temos que nos adaptar ao adversário e ao contexto do jogo, mas não podemos perder nossa identidade de forma alguma."

"O futebol nos proporciona momentos maravilhosos. Viver tudo isso é muito gratificante e especial. Sei da dimensão que esse trabalhou tomou. E fico feliz em ver que o Clube evoluindo. Nosso objetivo era deixar um legado e escrever nosso nome na história da instituição. Está sendo tudo muito bom para o clube mas também para cada um de nós do elenco. Temos que aproveitar esse momento."

Sob o comando de Luan Carlos, o Goianésia marcou 33 gols em 23 partidas. Porém, apesar da equipe ter se destacado em cenário nacional em 2020, o time não teve nenhum jogador brigando por artilharia, seja no Campeonato Brasileiro da Série D, seja no Campeonato Goiano. Em entrevista a VAVEL Brasil, o treinador falou sobre a força do coletivo:

"A palavra “equipe” define muito bem o nosso trabalho. Todo nosso elenco tem uma participação muito importante nesse trabalho. Em nenhum momento fomos dependentes de um ou outro jogador, sempre prevaleceu a força do coletivo. Tivemos jogos decisivos que perdemos jogadores que vinham com sequência de titulares, e tivemos que substituir. E mesmo assim mantemos o nível de competitividade. A força desse time é o Coletivo. Nossa maior motivação é ver o time vencer, e isso de forma bem direta qualifica a equipe e também os jogadores."

A final

Agora, em busca da maior conquista de sua história, o Goianésia EC visita o Atlético-GO, nesta quarta-feira (24). A partida começa às 16h30, no Estádio Antônio Accioly - casa do Dragão.

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