"Futebol bem jogado é futebol com confiança", reflete Emílio Faro após vitória do Vasco
Foto: Daniel Ramalho | Vasco da Gama

Na manhã deste sábado (13) o Vasco triunfou diante do Tombense, por 3 a 1, pela 24ª rodada da Série B. O resultado deixa o clube com 42 pontos, na quarta posição, com oito de vantagem para o primeiro time fora do G-4.

Após a partida, o técnico Emílio Farofez sua análise do duelo, e refletiu sobre uma pergunta a respeito de Raniel, que não marcou e ouviu pedidos da torcida por Eguinaldo.

"O novo é atrativo. Muitas pessoas terminam casamento de 50 anos com a esposa por causa do novo. Se a gente for anulando todo mundo que no momento oscilou performance, a gente daqui a pouco não tem elenco. Você falou do Eguinaldo... eu tenho todas as redes sociais, mas não tenho facilidade de manipulação delas. Deixei tudo aberto e as pessoas falam lá.... Mas não esquento a cabeça com isso. Agora, o número de escalações que chegam para mim hoje é uma coisa absurda. E todo mundo tem preferência por time. Aí a gente começa a anular jogador por causa da minha preferência, por causa do novo. "Bota o fulano". Em casa meu pai me manda, " joga com o fulano". Legal, mais um me falando. Mas esse atrativo pelo novo a gente tem que ter muita tranquilidade. Se a gente for anulando um pelo outro, um pelo outro, um pelo outro, daqui a pouco a gente não tem ninguém com confiança. E futebol bem jogado é futebol com confiança".

Ainda em cima do que comentou sobre Eguinaldo e Raniel, a disputa do novo e de um titular que joga desde o início do ano, Emilio lembrou que tem aceitação na torcida porque é um técnico sem histórico.

"Por isso sou bem aceito. A gente tem vontade danada de rotular as pessoas que não servem. Então a gente está sempre pelo novo, novo, novo. aí o clube no final do ano às vezes tem 60, 70 jogadores, porque a gente fica com a vontade de renovar o novo. Porque aquilo fica praticamente cancelado."

Importância da abse

O técnico Emilio Faro também voltou a ressaltar a importância dos jogadores revelados pelo clube e pediu também maior entendimento da crítica em cima do que é a competição. Lembrou que o tema após a derrota para a Ponte Preta foram os gols em bola parada.

"O tema da nossa prelação hoje foi o nosso melhor. Tirando fator resultado, que é o grande mensurador das críticas e dos elogios, a gente viu que em todos os jogos a gente fez o nosso melhor. Houve momentos que nosso melhor não foi suficiente para vencer. Para o externo, nosso melhor é só quando ganha. Com essa cultura a gente vai ficando para trás em relação a muitos ficando para trás em relação a muitos times fora do país. Acabou o jogo (contra a Ponte), por exemplo, e o tema da mídia foi bola parada. 'O Vasco tem tomado gols de bola parada' . O campeonato da Série B é um campeonato de bolas paradas. A maioria dos gols são oriundos de bola parada. Tirando o jogo de hoje eram 24 jogos e 12 gols de bola parada que a gente fez".

Confiança no acesso

O treinador pediu compreensão maior em cima das características da competição. E reforçou a confiança no acesso do Vasco para a Série A em 2023.

"A gente sempre busca algum tipo de correlação quando o resultado não é positivo. Porque é uma análise fácil.Temos que melhorar um pouquinho a cultura de analisar e o que tenho para dizer para a torcida é o seguinte: o grupo que está tentando e vai conseguir é um grupo diferenciado de profissionais da melhor qualidade possível. A torcida tem restrições com alguns, mas são baitas profissionais".

O Vasco volta a campo na quinta-feira (18), às 20h, diante do CSA no Estádio Rei Pelé, em Maceió.

VAVEL Logo