Retrospectiva VAVEL: 16 fatos do esporte que entraram para a História em 2016

Retrospectiva VAVEL: 16 fatos do esporte que entraram para a História em 2016

Lista é dominada pelos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro e pela queda de grandes tabus

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Luís Francisco Prates

Em 2016, o planeta respirou esportes com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro 2016 e viu assombrosos tabus caírem por terra. Neste clima de fim de ano, a VAVEL Brasil reúne 16 acontecimentos que impressionaram e emocionaram o mundo do esporte no sexto ano da década de 2010 do século XXI.

A participação de Ibrahim Hamadtou na Paralímpiada

Christophe Simon/Getty Images

O esporte é capaz de fortalecer o trabalho em equipe e de transformar vidas. O esporte é sinônimo de boa saúde, respeito e resiliência. Não se pode falar em resiliência sem contar a história de vida do mesa-tenista egípcio Ibrahim Hamadtou. Ele perdeu os dois braços em um acidente de trem quando tinha 10 anos. A tragédia o colocou na depressão. O tênis de mesa o ajudou a vencer essa doença e renovou seu espírito.

Mas como Hamadtou consegue jogar sem os braços?

A resposta deixa qualquer pessoa de queixo caído. O paratleta pega a bolinha de tênis de mesa com os dedos do pé direito e a levanta. Quando o objeto fica acima de sua cabeça, ele gira o pescoço e saca a bola com a raquete a qual segura pela boca. A cabeça age como um braço, e a boca age como uma mão.

O multicampeão David Wetheril, que se apoia sobre muletas por ter nascido com uma deficiência chamada DIsplasia Epifisária Múltipla, a qual atinge as pernas, eliminou Hamadtou nos Jogos Paralímpicos. Mas, para o britânico, nenhum resultado tirará do egípcio o posto de lenda do tênis de mesa. E somos obrigados a concordar.

Ibrahim Hamadtou hoje é casado, tem três filhos e treina crianças de 10 a 12 anos que não têm braços. É o atual campeão nacional e vice-campeão africano de tênis de mesa para pessoas portadoras de necessidades especiais.

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Michael Phelps quebrou recorde de mais de 2 mil anos na Olimpíada

Getty Images

O atleta mais vitorioso da história das Olimpíadas mostrou que não tem limites para voar mais alto. Ou melhor, para nadar mais longe. Maior medalhista e dono de mais medalhas de ouro nos Jogos, o nadador norte-americano Michael Phelps quebrou um espantoso recorde de 2168 anos. Com a vitória na final dos 200m medley, ele chegou à sua 13ª medalha individual e superou o maratonista grego Leônidas de Rodes, que atingiu a marca de 12 medalhas individuais no ano 152 a.C.

Leônidas está eternizado na história dos Jogos Olímpicos como o maior atleta da Antiguidade. Hoje podemos dizer que Phelps é o maior atleta olímpico da Idade Contemporânea.

Com as seis medalhas conquistadas no Rio (cinco de ouro e uma de prata), Michael Phelps agora tem 28 medalhas no total. Chegou a anunciar a aposentadora após Londres 2012, mas o vício no álcool, a depressão,uma condenação por dirigir embriagado e um período de 45 dias numa clínica de reabilitação o fizeram repensar sua decisão. E ele voltou às piscinas. Em grande estilo, diga-se. Recuperar a vontade de viver foi, para Phelps, maior do que qualquer medalha olímpica.

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Chicago Cubs conquista MLB após 108 anos

Getty Images

Um dos jejuns mais assustadores do mundo acabou. A noite de 2 de novrmbro entrou para a história dos esportes americanos devido à vitória do Chicago Cubs sobre o Cleveland Indians em plena cidade de Cleveland por 8 a 7. Com o resultado, os Cubs fecharam a World Series em 4 a 3 - a série chegou a estar 3 a 1 para os Indians! - e conquistaram a MLB após 108 anos na fila. Foi o terceiro título da franquia, campeã em 1907 e 1908.

O tabu envolvia até maldição de bode, previsão quase certeira de filme e incidente com torcedor.

Na World Series de 1945, entre Chicago Cubs e Detroit Tigers, um torcedor dos Cubs, Billy Sianis, queria levar seu bode de estimação ao Wrigley Field e foi impedido de entrar no estádio por conta do mau cheiro do animal. Revoltado, ele amaldiçoou o próprio time: "O Chicago Cubs nunca mais vai ganhar uma World Series". O episódio ficou conhecido como "A maldição do bode". E os Tigers "coparam" a World Series daquele ano.

Divulgação

Em 1989, no filme "De volta para o futuro II", estrelado por Michael J. Fox, Marty McFly viaja até 2015 e vê que o Chicago Cubs havia sido campeão da MLB. Erraram por um ano. Em 2015, os Cubs chegaram à final da Conferência Nacional, na qual foram derrotados pelo New York Mets por 4 a 0. A World Series acabou sendo conquistada pelo Kansas City Royals.

Reprodução/Universal Studios

E não para por aí. Em 2003, na final de conferência contra o Florida Marlins, o time de Chicago liderava a série por 3 a 2 e vencia o jogo 6 por 3 a 0 na oitava entrada. Quando o jogador dos Cubs, Moises Alou, estava pronto para pegar a bola no ar e eliminar o rebatedor dos Marlins, Luis Castillo, um torcedor chamado Steve Bartman o atrapalhou. O incidente prolongou a entrada, os Marlins viraram o jogo e, no dia seguinte, foram campeões da conferência. Bartman nunca mais foi visto no Wrigley Field, muito menos na cidade de Chicago.

Na temporada que se encerrou recentemente, o Chicago conquistou 103 vitórias em 161 jogos da fase regular, despachou o San Francisco Giants (3 a 1) nos playoffs e derrotou o Los Angeles Dodgers (4 a 2) na final da conferência. O título contra o Cleveland Indians veio em uma partida absolutamente tensa, que chegou a ser paralisada por conta de chuva.

Derrotados pelos Cubs na World Series de 2016, os Indians não são campeões desde 1948 e terão de esperar mais um pouco para soltar o grito entalado na garganta.

Daniel Dias, o nadador mais vitorioso dos Jogos Paralímpicos

Buda Mendes/Getty Images

No ano de 2016, as piscinas também foram palco da consagração de Daniel Dias. O brasileiro conquistou nove medalhas nos Jogos Paralímpicos (quatro de ouro, três de prata e duas de bronze) e chegou à impressionante marca de 24 medalhas paralímpicas. Em Pequim 2008, ganhou nove (quatro de ouro, quatro de prata e uma de bronze); em Londres 2012, seis (todas de ouro).

Com isso, Daniel superou o australiano Matthew Cowdrey, que esteve em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012, e se tornou o nadador mais vitorioso da história das Paralimpíadas. Orgulho do Brasil no âmbito desportista e no âmbito da luta dos portadores de necessidades especiais por maior inclusão social.

Três vezes Usain Bolt

Cameron Spencer/Getty Images
 

O velocista jamaicano Usain Bolt entrou para a história do Estádio Olímpico Nilton Santos ao conquistar o tricampeonato olímpico nas provas de 100m, 200m e revezamento 4x100m da maratona. Chegou a nove ouros em três Olimpíadas. Somando-se essas conquistas aos 11 títulos mundiais, não restam dúvidas de que o raio mais famoso do mundo é um dos maiores desportistas da História.

Vale lembrar que Bolt sentiu dores na coxa esquerda durante o processo seletivo para a Olimpíada do Rio e imediatamente iniciou o tratamento para a sua lesão muscular. Correr contra o tempo valeu a pena.

Ao se despedir do mundo olímpico, Usain Bolt disse que, no âmbito do esporte, quer ficar no mesmo patamar do brasileiro Pelé, eleito o maior atleta do século XX e considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos por muitos amantes do futebol, e do norte-americano Muhammad Ali, vitorioso boxeador que também foi um grande militante da causa negra nos EUA.

Surge um fenômeno na ginástica olímpica: Simone Biles

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Olimpíadas são palcos de surgimentos e consagrações de lendas do esporte. Muitos espectadores dos Jogos do Rio 2016 ouviram falar da ginasta Simone Biles pela primeira vez. E não foram poucas as vezes em que o nome da norte-americana esteve na berlinda. Dona de catorze medalhas em campeonatos mundiais de ginástica artística (10 de ouro, duas de prata e duas de bronze), a atleta de 19 anos encantou o mundo em sua primeira Olimpíada.

Apresentações impecáveis lhe renderam o ouro no salto, no solo, no individual geral e no geral por equipes. Na trave de equilíbrio, ficou com o bronze. Sua condição humana não ficou apenas na medalha. A estadunidense falou que não era ela quem merecia o bronze na trave. Para ela, o prêmio deveria ir para a brasileira Flávia Saraiva, uma das grandes sensações da Olimpíada. "Honestamente, pensei que a medalha iria para a Flávia. Ela foi tão bem na trave. Achei que ela merecia". Palavras da própria Biles.

Ainda vamos ouvir falar muito dela.

Leicester City campeão da Premier League

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Manchester United? Liverpool? Arsenal? Chelsea? Manchester City? Tottenham? Nenhum deles. O campeão da edição 2015/2016 da Premier League, um dos campeonatos de futebol mais tradicionais e populares do mundo, foi o modesto Leicester City.

Sem qualquer jogador midiático em seu elenco e comandado por um técnico que vinha de péssimo trabalho na seleção da Grécia e estava mal requisitado no mercado de transferências, o italiano Claudio Ranieri, a equipe da região de East Midlands conquistou o campeonato inglês com 23 vitórias, 12 empates e apenas três derrotas em 38 jogos. Marcou 68 gols, sofreu 36 e somou 81 pontos, 10 a mais que o vice-campeão Arsenal.

A confirmação do 'milagre' veio na 36ª rodada, com o empate dos Foxes com o Manchester United em 1 a 1 no Old Trafford e a igualdade de 2 a 2 entre Chelsea e Tottenham no Stamford Bridge.

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Este foi o primeiro título de grande porte deste clube que tem 132 anos e, até então, possuía em sua galeria de troféus sete taças da segunda divisão e uma da terceira divisão. O Leicester terminara 2014/2015 em 14º lugar, depois de flertar com o rebaixamento durante toda a temporada. Um ano depois, tornou-se o 24º clube a ser campeão inglês.

O time-base que trouxe a taça da Premier League à cidade de Leicester foi: Schmeichel; Simpson, Morgan, Huth, Fuchs; Drinkwater, Kanté, Mahrez, Albrighton; Okazaki e Vardy.

Também neste ano, as Raposas fizeram bonito na fase de grupos da Uefa Champions League. Os estreantes foram os líderes do Grupo H, superando Porto, Copenhague e Club Brugge. Têm o Sevilla pela frente nas oitavas.

Plaza Colonia campeão do Torneio Clausura no Uruguai

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Em um campeonato historicamente dominado por Peñarol e Nacional, fica difícil apontar algum time capaz de desbancar a dupla da capital uruguaia. Mais difícil que isso é prever que um escrete recém-promovido da segunda divisão supere os gigantes de Montevidéu no campeonato nacional. O Plaza Colôniba foi capaz desta façanha no Torneio Clausura da Primera División.

Então vice-campeão da segunda divisão, da qual foi campeão em 2001, o Alviverde terminara o Torneio Apertura na modesta 13ª colocação com apenas 17 pontos (três vitórias, oito empates e quatro derrotas), fato que torna o título do Clausura ainda mais difícil de se acreditar. Foram nove vitórias, cinco empates e apenas uma derrota em 15 jogos.

Las Patas Blancas sagraram-se soberanas no Uruguai na penúltima rodada, depois de vencerem o Peñarol por 2 a 0 fora de casa. A entrega da taça aconteceu na última rodada, após o empate em 1 a 1 com o empate sem gols frente ao Danúbio.

Fundado em 1917, o time da cidade de Colonia del Sacramento foi o segundo clube do interior uruguaio a ser campeão nacional. O primeiro foi o Rocha, da cidade homônima, vencedor do Apertura em 2005.

Para se ter ideia de como o Campeonato Uruguaio é polarizado pela capital: 12 dos 16 times da última edição são de Montevidéu. São os casos de Peñarol, Nacional, Danúbio, Defensor, Cerro, Fénix, Liverpool, Montevidéu Wanderers, Racing, Rentistas, River Plate e Villa Teresa. Além do Plaza Colonia, os interioranos são El Tanque Sisley, Juventud e Sud América, das respectivas cidades de Florida, Las Piedras e San José.

Levando em conta a tabela anual, o Plaza Colônia foi o quarto colocado, com 49 pontos, e assegurou classificação à Copa Sul-Americana de 2017.

A escalação que fez história contra o Peñarol: Dawson; De Ávila, Ferreira, Rodríguez, Villoldo; Furia, Caseras (Bogliaccino), Milesi, Waller (Redín), Rivero e Dibble. Técnico: Eduardo Espinel.

Portugal campeão da Eurocopa 2016

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Mais um feito inédito no futebol em 2016. A seleção de Portugal vivia sempre no quase: semifinalista da Copa do Mundo em 1966 e 2006; semifinalista da Eurocopa em 1984, 2000 e 2012; vice-campeã da Euro em 2004, na sua própria casa. O tão sonhado título inédito dos lusos veio este ano. Ironicamente, contra a França, anfitriã da Euro 2016, no Stade de France.

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O plantel comandado por Fernando Santos tinha feito má campanha na primeira fase: empatou os três jogos, ficou em terceiro no Grupo F e só se classificou ao mata-mata por ter ficado entre os quatro melhores terceiros colocados. Alvo de críticas, o principal critério de desempate da Uefa para os melhores terceiros foi o saldo de gols, e não o número de vitórias. Por isso, os portugueses, mesmo sem terem vencido um jogo, ficaram à frente de Irlanda do Norte, Turquia e Albânia, que terminaram a primeira fase com uma vitória e duas derrotas.

No mata-mata, Portugal despachou Croácia (1 a 0 na prorrogação), Polônia (1 a 1 no tempo normal; 5 a 3 nos pênaltis) e Gales (2 a 0 no tempo normal). Na grande final, sofreu com a lesão do capitão e craque Cristiano Ronaldo. Contudo, o gajo se destacou fora de campo pela sua liderança. O grito de "É campeão!" veio graças ao gol do atacante Éder na prorrogação.

A seleção das quinas teve o goleiro Rui Patrício, os defensores Raphaël Guerreiro e Pepe e o astro CR7 na seleção da Euro. Além disso, o meia Renato Sanches foi eleito a revelação do certame.

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Menção honrosa: Islândia

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Tratando-se de Euro 2016, não podemos deixar de falar da Islândia. Guiado por sua fanática torcida, a seleção do país de 332.529 habitantes (população menor que cidades como Olinda/PE, Feira de Santana, São Gonçalo/RJ e Ribeirão Preto/SP) ficou na segunda colocação do Grupo H depois de empatar com Portugal e Hungria e vencer a Áustria. Despachou a badalada Inglaterra no mata-mata e foi eliminada pela anfitriã França. Foi a grande sensação da Eurocopa em sua estreia em competições de grande porte.

Cleveland Cavaliers campeão da NBA

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Outro grande tabu derrubado nos esportes americanos em 2016 foi o título do Cleveland Cavaliers na NBA. A inédita conquista dos Cavs na liga norte-americana de basquete encerrou a longa seca pela qual a cidade de Cleveland passava. Não se comemorava um título no município do Estado de Ohio desde 1964, ano em que o Cleveland Browns foi campeão do Super Bowl, da NFL.

Na temporada regular, os Cavaliers acumularam 57 vitórias em 82 jogos. Nos playoffs, varreram Detroit Pistons e Atlanta Hawks (4 a 0 sobre ambos) e conquistaram a Conferência Leste ao bater o Toronto Raptors por 4 a 2.

O título veio com grande atuação do ídolo LeBron James, como de praxe, no jogo 7 das NBA Finals. A vitória por 4 a 3 diante do Golden State Warriors na série veio após triunfo por 93 a 89 em plena Oracle Arena, em Oakland, Califórnia. Foi uma reviravolta dramática: a série chegou a estar 3 a 1 para o atual campeão da liga.

Este foi o terceiro título da carreira de LeBron, que já fora campeão com o Miami Heat em 2012 e 2013. Foi, também, eleito o MVP das finais nas quais foi campeão, incluindo com a deste ano. Mas talvez a conquista com o Cleveland tenha sido mais saborosa, tendo em vista que a franquia é de seu Estado natal e ele esteve nos dois vice-campeonatos dos Cavs, em 2007 e 2015. Redenção.

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Ouro olímpico da seleção masculina de futebol do Brasil

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O sonho do ouro olímpico para a seleção masculina do Brasil se tornou realidade no Maracanã, com a vitória sobre a Alemanha nos pênaltis por 5 a 4 após empate em 1 a 1 no tempo normal, placar que persistiu na prorrogação. Brilharam as estrelas de Renato Augusto, Marquinhos, Rafinha Alcântara, Luan e Neymar (ele já havia marcado um belo gol de falta no tempo normal), que converteram suas cobranças, além do goleiro Weverton, que defendeu a cobrança de Nils Petersen.

A campanha começou com atuações abaixo do esperado que renderam empates sem gols contra África do Sul e Iraque na fase de grupos. A classificação ao mata-mata veio na última rodada, em goleada de 4 a 0 sobre a Dinamarca. Ali começou a reviravolta. O futebol compacto e rico coletivamente apareceu nos triunfos contra Colômbia (2 a 0) e Honduras (6 a 0), que deram à Canarinho o direito de jogar a grande final.

Agora, a Seleção Brasileira é campeã de tudo: 5 Copas do Mundo, 4 Copas das Confederações, 8 Copas América, 5 Mundiais Sub-20, 3 Mundiais Sub-17 e 1 Olimpíada. Antes, apenas a França havia conquistado todas as competições possíveis no futebol masculino.

Ouro olímpico da seleção masculina de Rugby Sevens de Fiji

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Esporte mais popular das Ilhas Fiji, o rugby rendeu a esse pequeno país da Oceania sua primeira medalha olímpica. A emblemática conquista da seleção de Rugby Sevens de Fiji veio em uma dilatada vitória de 43 a 7 sobre a Grã-Bretanha na final.

Antes, o escrete superou Brasil (40 a 12), Argentina (21 a 14) e EUA (24 a 19) na fase de grupos. No mata-mata, eliminou Nova Zelândia (12 a 7) e Japão (20 a 5).

Denver Broncos campeão do Super Bowl na despedida de Peyton Manning da NFL

Patrick Smith/Getty Images

Despedidas são sempre difíceis. Provocam saudade e comoção. Deixam um vazio existencial. Mais tarde, o sentimento se transforma em saudosismo. Despedidas nem sempre vêm em boa hora. Mas, no caso do quarterback Peyton Manning, pode-se dizer que ele deixou a bola oval em grande estilo. Considerado por amantes da NFL um dos melhores jogadores da história da liga, Peyton foi eleito o MVP do certame cinco vezes, mais do que qualquer outro jogador. E pendurou o capacete e as chuteiras com o título do Super Bowl 50 para o Denver Broncos. Em seus 18 anos de carreira, vestiu a camisa do Indianápolis Colts entre 1998 e 2012 e a dos Broncos, de 2011 a 2016.

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A conquista da 50ª edição da final da liga norte-americana de futebol americano, um dos eventos mais vistos em todo o planeta, veio após vitória de 24 a 10 ante o Carolina Panthers. Como o placar baixo sugere, foi um jogo marcado pela atuação defensiva das equipes. Especialmente o desempenho dos campeões, cuja defesa já era apontada por especialistas como uma das melhores da NFL.

Este foi o segundo SB da carreira do Sheriff. Ele já havia sido campeão em 2007, no Super Bowl XLI, pelos Colts, contra o Chicago Bears - àquela ocasião, foi eleito o MVP da partida. Para os Broncos, o terceiro SB da história: a franquia também ergueu o Troféu Vicent Lombardi em 1997 (Super Bowl XXXII) e 1998 (Super Bowl XXXIII).

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Despedida de Formiga da Seleção Brasileira feminina de futebol

Lucas Figueiredo/CBF

Outra lenda do esporte se aposentou de sua função em 2016. Tem 38 anos de idade, mas corre feito uma menina. Está presente em todos os setores do campo e é incansável. Ouro no Pan de Santo Domingo 2003, Rio 2007 e Toronto 2015, prata no Pan de Guadalajara 2011 e nas Olimpíadas de Atenas 2004 e Pequim 2008, vice-campeã da Copa do Mundo Feminina 2007 na China. Jogadora da Seleção de 1995 até este ano, foi o nome que mais vezes vestiu a camisa da Amarelinha entre homens e mulheres. Presente em seis Copas do Mundo e seis Olimpíadas. Estamos falando de Formiga.

Os últimos compromissos da meio-campista com a Canarinho foram os Jogos do Rio 2016 e o Torneio Internacional de Manaus. A seleção feminina ficou em quarto lugar na Olimpíada, quando o escrete era treinado por Vadão, e foi campeã do Torneio de Manaus pela sétima vez, agora sob o comando de Emily Lima, a primeira técnica da história da seleção feminina.

Após mais de duas décadas de serviços prestados, foi difícil segurar as lágrimas. "Eu ia me segurar, mas não tem como. Foram muitos anos de luta e dedicação. Agora, continuarei do lado de fora. A luta ainda não acabou. Seguiremos firmes, em busca dos nossos sonhos", disse em entrevista à TV Bandeirantes no dia em que ela ajudou o Brasil a vencer a Itália por 5 a 3 na final do Torneio Internacional de Manaus.

Há jogadores que se eternizam em clubes ou seleções por conquistarem títulos. Formiga não precisou de uma Copa do Mundo ou um ouro olímpico para se consagrar na história da Seleção Brasileira, bem como da modalidade do futebol feminino.

Angelique Kerber supera Serena Williams e é a número 1 do mundo no tênis feminino

Michael Dodge/Getty Images

Parecia difícil alguém acabar com o reinado de Serena Williams no tênis feminino. Mas isso aconteceu em 2016. A felizarda foi a alemã Angelique Kerber, que conquistou seu primeiro título de Grand Slam ao bater a norte-americana Serena Williams na final do Aberto da Austrália, com parciais de 6-4, 3-6 e 6-4. As duas horas e oito minutos de partida consagraram a mais nova líder do ranking mundial.

Também este ano, Kerber foi vice-campeã em Wimbledon, perdendo para a mesma Serena Williams (5-7 e 3-6) e campeã do US Open, superando a tcheca Karolina Pliskova (6-3, 4-6 e 6-4). Na final da WTA em Cingapura, perdeu para a eslovaca Dominika Cibulkova (3-6 e 4-6). Nos Jogos Olímpicos, foi derrotada pela portorriquenha Monica Puig (4-6, 6-4 e 1-6).

Futebol de luto por tragédias da Chapecoense e de Uganda

Reprodução/Twitter

A reta final de 2016 deixou o esporte órfão. Em 29 de novembro, o avião que levava jogadores, comissão técnica e dirigentes da Chapecoense, além de jornalistas, à final da Copa Sul-Americana de 2016, contra o Atlético Nacional, caiu nas proximidades da cidade colombiana de Medellín, onde seria disputada a grande decisão. O balanço foi de 71 mortos e seis feridos. O planeta Terra se uniu em luto e homenagem às vítimas da tragédia e em energias positivas para os sobreviviventes. Foi o maior desastre aéreo para o futebol e para o jornalismo.

Você pode conferir toda a cobertura da VAVEL Brasil do antes, durante e depois da tragédia do voo da Chapecoense, com matérias factuais e textos especiais, aqui

Mais tarde, a pedido do próprio Atlético Nacional, a Chape foi declarada campeã da Sul-Americana pela Conmebol e acabou por garantir vaga na fase de grupos da Copa Libertadores 2017. Conforme determinado em sorteio, o Furacão do Oeste se junta a Nacional (uruguai), Lanús (Argentina) e Zulia (Venezuela) no Grupo 7 da principal competição interclubes do futebol sul-americano.

Já em 26 de dezembro, um naufrágio no Lago Alberto, em Uganda, dizimou torcedores e jogadores do time amador da aldeia de Kaweibanda, distrito de Buliisa. A delegação viajava de barco para um amistoso festivo de Natal em Runga, distrito de Roima, contra o escrete local. Segundo a agência de notícias AFP, 30 pessoas morreram e 15 sobreviveram.

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A Chapecoense reconheceu a dor dos irmãos africanos e com eles se solidarizou. Uma grande lição para o Ocidente, que muitas vezes escanteia o rico porém sofrido continente africano.

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