CRÍTICA: The Flash 04x05 - Girls Night Out

Análise do quinto episódio de The Flash.

CRÍTICA: The Flash 04x05 - Girls Night Out
(foto:divulgação)

Quando foi anunciado a determinado período atrás que nesse quinto capítulo contaríamos com a despedida de solteiro de Barry e Íris, não havia imaginado que assistiríamos Barry em uma de suas melhores cenas contidas em The Flash: bêbado. Foi lá num dos capítulos dos primeiro ano do seriado (caso não esteja enganado) que o presenciamos uma vez afetado, ainda que apenas por alguns segundos, e foi o suficiente para nos fazer esperar que um dia pudéssemos nos divertir bastante com ele nesse estado. Pode-se dizer que a tarefa foi executada. Temos conhecimento que Grant Gustin é um ator que possui versatilidade, tendo suas boas seqüências exercendo uma faceta dramática do personagem, assim como a camada artística no capítulo musical, mas sua especialidade permanece sendo a pegada irônica e divertida. E, quando está acompanhado de Carlos Valdes, o nível disso cresce ainda mais.

Nessa semana, contamos com o primeiro crossover da season entre os seriados da DC com a aparição de Felicity nesse capítulo. Levando-se em consideração que o elenco de The Flash é em sua grande parte masculino, foi um positivo acréscimo feminino ao capítulo para a despedida de solteira de Iris. Ainda que tenha sido somente uma participação especial para o capítulo, sua presença foi engraçada assim como todas são quando ocorrem esses encontros entre os quatro seriados. Também foi benéfico que ela tenha presenciado os eventos com Caitlin, aumentando assim as informações da “antagonista” entre os personagens do universo DC da CW.

 O capítulo soube equilibrar bem os alívios cômicos presentes nessa season e está começando a trabalhar mais na nova história da personagem Killer Frost, o que sempre é valido dentro do seriado. Desde o ano anterior ela vem ganhando um bom destaque e está cada vez mais interessante vermos Caitlin evoluindo. Com auxílio de bons roteiristas, como conseqüência os atores são capazes de entregarem o melhor de seus personagens e Danielle Panabaker tem executado uma ótima atuação desde então. É possível sentirmos sua tristeza e sofrimento, toda aquela apreensão e preocupação a respeito de suas habilidades, suas relações e o que guarda para si mesma. Também foi gratificante acompanharmos Caitlin e Íris passando um período maior de tempo juntas em cena, gerando ligações mais consistentes e mostrando que o elenco feminino do seriado necessita e deve permanecer possuindo mais espaço.

Amunet Black, ou Forja (No original, Balcksmith) como é mais chamada nas HQ’s, finalmente apareceu no seriado, após ter sido mencionada no primeiro capítulo. Contar com Katee Sackhoff dando vida à antagonista fez total diferença no capítulo. Toda personagem que a atriz interpreta é ótima e sua postura em tela permanece extraordinária. Foi instigante presenciar uma faceta mais solta dela, que é conhecida por personagens poderosas e sérias. Assim como a maneira com que apresentaram as habilidades da personagem no seriado que também foi positiva. Os momentos de ação protagonizados por ela e Killer Frost foram divertidos e eletrizantes.

O principal antagonista do novo ano, Pensador, está começando a fazer seus primeiros movimentos e nesse capítulo conseguimos o ver pela primeira vez não estando em sua base. Já fico aguardando para assistir em breve as seqüências vividas entre ele e o Flash e a minha curiosidade para ver como a história irá caminhar aumentou ainda mais. Girls Night Out foi um capítulo repleto de antagonistas e um belo exemplo de como o estilo divertido e dramático podem ser trabalhados de forma harmônica, resta ficarmos na torcida para que o roteiro do resto da temporada continue nesse estilo. 

PS: O que está ocorrendo para que nesse ano quase semanalmente algum seriado da DC mencione algum personagem da sua rival Marvel? Nesse capítulo contamos com Felicity mencionando o Incrível Hulk, que já tinha sido referenciado anteriormente.

Curiosidades:

- Nas HQ’s, Hunk Norvock trata-se de um chefe criminoso dos anos 30 que acabou arruinando a carreira do advogado Clifford DeVoe em seu primeiro caso realmente grande. Anos depois, já como Pensador, DeVoe passou a dominar Norvock e outros grupos criminosos.

- O meta-humano Weeper é completamente distinto nas HQ’s. Mortimer Gloom, o antagonista Weeper, foi publicado  originalmente pela Fawcett Comics antes da DC fazer o licenciamento de seus personagens. O vilão é famoso por acabar chorando depois de realizar alguma forma de atrocidade ou atividade criminosa. Há pouco tempo teve uma participação na animação Batman: The Brave and the Bold

- Esse foi o primeiro capítulo em que Barry não age como Flash.

- O seriado Doctor Who foi mencionado por Joanie, filha de Cecile.

- Harry ironicamente chamou Ralph Dibney de “Disney”. Posteriormente, quando foram expulsos do strip club, Dibney reclama falando que foi obrigado a abandonar “o lugar mais feliz da Terra”, a frase que já foi símbolo da Disney World