Ancelotti diminui peso de potencial sentimento de revanche do Liverpool: “Real Madrid também perdeu uma final”
Foto: Divulgação / Real Madrid

O Real Madrid está prestes a disputar a 17ª final de Champions League de sua história. Com 13 títulos no torneio, a equipe espanhola chega para o duelo contra o Liverpool com um histórico equilibrado contra os Reds.

Na história, os times se enfrentaram duas vezes em finais de Uefa Champions League e cada uma das equipes levou a melhor em uma oportunidade. A mais recente aconteceu em 2018, quando o Real bateu o Liverpool por 3 a 1, com Salah deixando o campo lesionado, após ser derrubado por Sergio Ramos. Antes disso, porém, em 1981, foram os Reds quem levantaram o caneco em cima dos madridistas.

Ancelotti fala sobre uma possível "revanche" da final de 2018 e favoritismo na decisão de sábado

Na véspera da decisão, o técnico madrilenho, Carlo Ancelotti, falou sobre as duas finais e o sentimento de revanche citado por Salah antes do confronto. O egípcio afirmou que esperava o Real Madrid antes mesmo dos espanhóis garantirem a classificação, o que prova que a final de 2018 ainda está entalada. Para Ancelotti, não existe nenhuma revanche, uma vez que os ingleses já foram campeões em 1981.

"O Liverpool vai tentar vingar a derrota na final de 2018 contra o Real Madrid? O Real Madrid também perdeu uma final frente ao Liverpool em Paris [em 1981]. Penso que não tem muito significado."

Se para Klopp, o favoritismo é do Real Madrid, para Ancelotti, não tem nada a ver. O comandante italiano afirmou que a equipe que tiver mais personalidade e coragem sairá campeã:

"São duas grandes equipes, e a que tiver mais coragem e personalidade irá vencer."

Liverpool é uma pedra no sapato de Ancelotti

Ancelotti e Liverpool criaram uma rivalidade particular, principalmente quando o treinador comandou o Everton, rival dos Reds na Inglaterra. O comandante também já enfrentou o rival deste sábado (28), na final da Champions 2004-05, no episódio que ficou conhecido como "Milagre de Istambul"

"Na minha carreira na Champions League, nos encontramos muitas vezes. A primeira foi em 1984 na final, em Roma. Não joguei porque estava lesionado. Depois, em 2005 e 2007 (quando era treinador do Milan), e, claro, a rivalidade cresceu durante o período em que trabalhei no Everton. Eles têm um grande elenco, são difíceis de enfrentar. Jogam num nível muito elevado, com grande poder físico, mas vai ser um prazer enfrentá-los na final."

E completou:

"[Na decisão de 2005] Essa foi a melhor equipe que treinei e que jogou numa final. Infelizmente, no futebol existe essa imprevisibilidade que não se pode controlar. É difícil de explicar. É difícil de explicar como marcamos dois gols num minuto aos 90 minutos contra o [Manchester] City [nas semifinais]. São coisas que acontecem e é preciso aceitar. O futebol oferece sempre uma oportunidade de redenção e isso aconteceu dois anos depois [quando o Milan venceu o Liverpool na final de 2007]."

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