#NoContexto: saiba como está a situação do futebol em Pernambuco?
Foto: Divulgação/FPF

Os Campeonatos Estaduais estão paralisados desde março devido à pandemia de Covid-19, mas, em vários lugares, já existem movimentos de volta aos treinamentos.

A VAVEL Brasil fez um levantamento de como está a situação em relação às decisões governamentais e como os clubes e federações estão se organizando nos seguintes estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Goiás.

Federação projeta retorno dos treinos em junho

O Campeonato Pernambucano devido a pandemia do novo coronavírus foi paralisado, assim como aconteceu no mundo todo e nos outros estados do Brasil.

Nesta sexta-feira (15), completam dois meses da suspensão dos jogos, o estadual tava em sua oitava rodada da primeira fase e abaixo temos a tabela classificatória referente ao último jogo da competição.

1° Santa Cruz - 22 pontos

2° Salgueiro - 16 pontos

3° Retrô Brasil - 12 pontos

4° Naútico - 12 pontos

5° Sport - 11 pontos

6° Afogados - 10 pontos

7° Central - 10 pontos

8° Petrolina - 7 pontos

9° Decisão Bonito - 4 pontos

10° Vitória das Tabocas - 2 pontos

Classificados para semifinal Santa Cruz e Salgueiro, nas quartas de final teríamos Retrô, Náutico, Sport e Afogados. Já Central, Petrolina, Decisão e Vitória seriam os quatros rebaixados.

Posição da FPF

Mesmo diante dos números crescentes de casos de pessoas infectadas no estado de Pernambuco, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, projetou um retorno aos treinos na segunda quinzena de junho e consequentemente a retomada do Estadual, tendo em vista o retorno gradual das atividades, projeto semelhante aos outros estados.

"Nossa expectativa é a segunda quinzena de junho, nós retornarmos o treinamento. Antes disso, a previsão é que já tenhamos campeonatos estaduais em pelo menos três ou quatro estados do Brasil no começo de junho. Isso é muito animador".

Situação dos clubes

Com a quarentena, os clubes viram suas receitas despencarm e com isso acabaram tomando algumas atitudes em relação aos jogadores e funcionários.

Com a falta de perspectiva de retorno e a fim de não adquirir dívidas, o presidente do Decisão, Epitácio Andrade, anunciou que não renovou contrato com a comissão técnica e nem com 21 jogadores.

"Não adianta prorrogar por prorrogar, isso só faz deixar claro que a prorrogação sem finalidade não é bom. Melhor deixar (o contrato) vencer e depois chamar os que querem permanecer. Se o Pernambucano voltar, vamos chamar os atletas e conversar, e os que quiserem permanecer, faremos um novo contrato e vemos como vamos fazer a negociação”, disse.

O Sport também vem sofrendo as consequências dessa pandemia. O presidente do clube, Milton Bivar, afirmou o quanto é difícil dispensar funcionários e ressaltou a complicada situação do clube.

Este ano de 2020 é o pior ano da história do Sport, e, quiçá, da maioria dos clubes do Brasil também. Porque essa situação que o Sport está passando, não é só com o Sport, a maioria dos clubes, por não estar jogando, não têm receita, não tem nada. Infelizmente, a gente tem que tomar medidas drásticas, onde, mais uma vez, eu fico com o coração ferido. São pessoas muito queridas dentro do clube, pessoas da minha estima, mas, infelizmente, a gente tem que entender, o negócio quebrou. Se Deus quiser, volta tudinho na mesma hora, porque são profissionais competentes que nós vamos precisar”.

No caso do Santa Cruz, para não demitir seus funcionários e, muito menos os atletas, o clube propôs uma redução salarial em 30% de atletas e comissão técnica. Tal regra começaria a valer a partir do mês de abril. O Santa Cruz pagou parcialmente os salários de março, mas ainda não conseguiu honrar com os de abril.

"Nenhum time estava preparado para uma situação como essa, esse é o grande X da questão. Temos sobrevivido, buscando de forma inteligente apertar o cinto, sendo austero. Mas é difícil, numa situação como a nossa, um clube grande. Diminuiu o número de sócios, diminuiu patrocínio, porque não está tendo jogos. Está sendo um esforço sobre-humano. Temos cuidado financeiramente também. Com os atletas, temos tido cuidado, tentando honrar. Todos os esforços da direção estão voltados para honrar os compromissos salariais".

Assim como aconteceu com outros clubes, o Náutico sofreu os impactos causados pela pandemia. De acordo, com o presidente Edno Melo, isso já era esperado. Visando manter os pagamentos dos funcionários em dia, o clube resolveu cortar gastos.

A nossa situação já estava apertada, mas essa redução já era prevista. O que eles (Rede Globo) fizeram foi dividir essa questão em três parcelas que serão pagas no final. No momento, o que estamos fazendo é nos resguardar para diminuir os custos e manter as folhas em dia”.

O Afogados é protagonista de uma situação atípica diante do caos instalado pelo covid-19, já que quando sentiu a corda apertar, decidiu despedir todos os atletas. E agora vem correndo atrás do prejuízo e tentando renovar contratos com os ex-atletas. O time está fazendo temporada histórica, classificado à terceira fase da Copa do Brasil.

Na contra-mão da maioria, o Retrô não foi tão afetado com a crise econômica gerada pelo coronavírus no país. Segundo o presidente do clube, Laércio Guerra, é o único clube que se encontra com os salários em dia. Além de garantir a permanência dos atletas na temporada.

"Não tivemos prejuízo. Nós somos o único clube do Brasil que está com os salários em dias. Manteremos todo o elenco até o fim da temporada”.

Perspectivas para o futuro

De acordo, com a FPF a hípotese de cancelamento do estadual é totalmente inviavél. No entanto,  seis equipes participantes: Central, Salgueiro, Afogados, Vitória, Decisão e Petrolina, além do Retrô, pedem o encerramento dessa edição. Alguns pontos foram levantados como prejudiciais como os gastos com salários de atletas e comissão técnica.

A ideia desses clubes consiste em que a edição desse ano, não tenha campeão e nem rebaixados.

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