A Super League europeia foi relançada na justiça nesta quinta-feira (21) e a União Europeia aceitou a ideia sem que haja qualquer tipo de punição ou interferência nos clubes participantes por parte da UEFA

  • Quando surgiu a ideia?

A Super League teve seus primeiros indícios em outubro de 2020, mas o projeto foi realmente apresentado em abril de 2021.

O projeto foi adotado por 12 clubes europeus, incluindo: Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid (Espanha); Arsenal, Chelsea, Manchester City, Manchester United, Liverpool e Tottenham (Reino Unido); Milan, Inter de Milão e Juventus (Itália).

O principal motivo para a criação da liga foi o dinheiro; segundo os fundadores, a Super League resultaria em uma distribuição mais equitativa de recursos ao longo do campeonato e traria um crescimento econômico para o futebol europeu.

Entretanto, a ideia foi vetada e ficou congelada por um tempo, até ressurgir com mais força este ano.

  • A Europa contra a Super League

Com a aprovação do TJUE (Tribunal de Justiça da União Europeia), Real Madrid e Barcelona, principais idealizadores da Super League, manifestaram-se com a vitória na justiça.

Florentino Pérez, presidente dos Galáticos, disse estar satisfeito com a decisão do TJUE e irá analisar junto de toda a equipe os próximos passos do projeto:

“Acolhemos com enorme satisfação a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia. Nos próximos dias, estudaremos cuidadosamente o alcance dessa resolução. O futebol de clubes não é e nunca mais será um monopólio. A partir de hoje, os clubes terão controle do seu próprio destino."

O Barcelona também se mostrou confortável com a decisão e fica contente por ser um dos clubes com essa iniciativa:

“O Barcelona quer manifestar satisfação com a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia. Como um dos impulsionadores da Super League, consideramos que a medida abre caminho para uma nova competição de alto nível no futebol europeu, ao posicionar-se contra o monopólio no futebol.”

Entretanto, com a aprovação, diversas entidades e clubes se manifestaram contra a Super League. Além da UEFA, a FIFA, La Liga e Premier League mostraram-se contrárias ao projeto, e clubes como PSG, Borussia Dortmund, Bayern de Munique e Manchester United também demonstraram descontentamento.

A FIFA soltou uma nota na qual diz que estão junto da UEFA nesta disputa e ainda acreditam nos valores do futebol atual:

“A FIFA irá analisar, junto à UEFA, a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça da União Europeia. Em conformidade com seus estatutos, a FIFA acredita firmemente na natureza do esporte, incluindo sua estrutura piramidal, sustentada pelo mérito, e nos princípios do equilíbrio competitivo e solidariedade.”

  • Como será a Super League?

A empresa organizadora da competição, a A22, afirmou que a liga será composta por 64 clubes divididos em três divisões: Gold, Silver e Blue, com promoções e rebaixamentos entre os clubes.

Serão 14 jogos (sete em casa e sete fora), com a inclusão de playoffs. Os vencedores serão determinados por meio de mata-mata, que ocorrerá no fim da temporada, sendo agendado apenas para meios de semana, para não interferir nos calendários de torneios nacionais.

O critério de seleção será baseado no desempenho esportivo de cada clube no primeiro ano do torneio. Regras de sustentabilidade e transparência financeira serão essenciais para garantir uma disputa equitativa entre os participantes.

Uma Super League feminina parece também estar em desenvolvimento, e as transmissões podem ser realizadas por um sistema de streaming gratuito.

A UEFA permanece na esperança de conseguir manter seus ideais e defender o futebol europeu da Super League:

“A UEFA continua firme em seu compromisso de defender a pirâmide do futebol europeu, garantindo que continua a servir aos interesses mais amplos da sociedade. Continuaremos a moldar o modelo esportivo europeu em conjunto com associações, ligas, clubes, torcedores, jogadores, treinadores, instituições da UE, governos e parceiros”