Klopp vê Liverpool melhor durante partida e justifica
derrota de forma simples: “Eles marcaram e nós não”
Jürgen Klopp. Foto: Liverpool FC

Para a infelicidade dos torcedores do Liverpool e dos fãs do trabalho do técnico Jürgen Klopp, a noite de hoje não foi marcada por mais um título dos Reds. Com um gol do brasileiro Vinícius Jr. aos 59’ de jogo, o Real Madrid se sagrou campeão desta edição da UEFA Champions League e deu ao técnico alemão um terceiro amargo vice-campeonato no torneio (Duas vezes com o Liverpool e uma ainda no comando do Borussia Dortmund).

Apesar de um amplo domínio da partida (24 chutes, sendo nove no gol), os ingleses não conseguiram abrir o placar e viram os seus rivais Madridistas não só contra-atacarem com perfeição como operarem vários milagres através do seu bom goleiro belga Thibaut Courtois. E o próprio técnico alemão falou sobre isso em sua coletiva após o jogo:

“Depois do jogo quando eu vi as estatísticas, elas indicavam uma posse de bola de 50-50. Nós tivemos muitos mais chutes ao gol, mas a estatística mais decisiva estava de fato a favor do Real Madrid. (...) Eles marcaram um gol e nós não. Essa é a explicação mais simples do mundo do futebol e ela é difícil, mas nós a respeitamos. Quando o goleiro é eleito o melhor jogador da partida é porque há algo de errado com o outro time. Eu acho que tivemos três boas chances em que o Courtois fez ótimas defesas.

O problema é que quando você joga contra o Real Madrid e eles defendem de forma tão recuada, o seu contra-ataque será muito intenso. Você não pode ignorar isso. Para ser honesto, eu nos vi fazendo muitas coisas boas, mas elas não foram o bastante.”

Um fato que não pode ser ignorado é que o time do Liverpool disputou todas as partidas que seriam possíveis durante esta temporada, pois chegou nas finais das copas inglesas e na também na final da UEFA Champions League, somando ao todo 63 jogos no período. Apesar do cansaço que este fato pode gerar, Klopp o viu como um fator decisivo para a derrota:

“Isso não ajuda, mas não acho que foi a razão (para a derrota). Nós sabemos das chances que tivemos e das bolas que não entram por centímetros depois que um jogador a chuta. Isso não tem a ver com estarmos no pico da nossa forma física ou não. Nós tivemos estas chances e até mesmo uma em que o Mo (Salah) ficou em uma situação de um contra um com o Courtois. Nós sabemos o quanto ele marcou em situações assim, mas o Courtois fez uma grande defesa e temos que respeitar isso.”

Ao falar sobre qual foi o fator chave entre a vitória e a derrota de seu time, o alemão foi simples e direto:

Eles marcaram e nós não. É a forma mais fácil de se dizer isso. Nós podíamos ter jogado um melhor futebol e o Real poderia ter jogado um melhor futebol, mas eles não jogaram e ganharam de qualquer forma. Nós podemos dizer que eles jogaram exatamente como eles deveriam, da forma como se joga uma final. Se nós não quiséssemos a posse de bola, então os dois times teriam ficado em seus meios campos e isso não seria possível. As estatísticas mostram 50-50 de posse de bola, então não é como se eles nunca a tivessem em seus pés, mas fora o gol, eles não tiveram nenhum chute e isso é um bom sinal para o meu time. Nós tivemos nove chutes ao gol, mas o problema é que eles marcaram com um chute e nós não marcamos com nove.”

Foto: Divulgação/Liverpool
Foto: Divulgação/Liverpool

Apesar da derrota e do vice-campeonato na Premier League, o técnico soube valorizar o bom desempenho dos seus jogadores, os elogiou pela boa temporada feita e cravou – chegaremos lá de novo:

“Eles tiveram uma temporada incrível. As duas competições que não pudemos vencer, nós não o fizemos pela menor margem possível – um ponto e um 1-0. O que isso diz? Que o Manchester City foi um ponto melhor que a gente e que o Real foi um gol melhor. Eu nos vejo chegando lá novamente. Esses garotos são realmente competitivos, eles têm uma atitude incrível, são um grupo fantástico e nós definitivamente chegaremos aqui novamente.”

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