Fortalecida: defesa do Fluminense tem seu grande teste contra Atlético-PR na Sul-Americana
Foto: Mailson Santana /Flickr Fluminense

Fortalecida: defesa do Fluminense tem seu grande teste contra Atlético-PR na Sul-Americana

Sistema de três zagueiros utilizado por Abel Braga ficou fortalecido com Marcelo Oliveira no segundo semestre, colhendo bons resultados.

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Ygor Henriques Moreira

Um sistema quase não utilizado no Brasil, visto por muitos com desconfiança, criando um ar de time retranqueiro, mas o Fluminense em 2018 se reinventou com três zagueiros.

No começo do ano, durante a Flórida Cup, o técnico Abel Braga  quis dar uma alternativa ao time jovem do Fluminense para a temporada e com a crise financeira que tomou conta do clube, o técnico mesclou a juventude com experiência, mudando radicalmente a sua forma de atuar. Se em 2017, o time era ofensivo num 4-3-3, 2018 mostrou que o time continuaria sendo ofensivo, mesmo com um esquema mais conservador.

Ibañez - O Novato

Ibañez agradou nos amistosos da Flórida Cup e tomou a vaga durante o Campeonato Carioca que seria de Reginaldo, enquanto Renato Chaves e Gum completavam o trio. Por um tempo, o sistema deu certo e o time chegou até a ser campeão da Taça Rio, mas era sabido que com poucas peças, o time sofreria num campeonato tão longo quanto o Brasileiro.

Em sua estréia pelo Campeonato Brasil contra o Corinthians, Ibãnez teve uma lesão que o fez ficar afastado por bom tempo, o time não engrenou. O jovem que é notado pela garra e pela velocidade fez falta, o clube chegou a contratar Luan Peres e Nathan Ribeiro, mas logo foram embora, assim como Abel Braga.

Digão - A peça que faltava

Durante a parada da Copa do Mundo, o clube contratou Marcelo Oliveira, que a principio se desfez do esquema de três zagueiros, mas pediu e a diretoria contratou Digão, que atuou anos atrás no tricolor. O zagueiro chegou com desconfiança, ainda mais sendo reserva no Cruzeiro, porém, agradou o técnico e os torcedores com uma maturidade e tranquilidade que não se viu na primeira passagem. Seu entrosamento com Gum foi notado nas primeiras partidas e ao lado do capitão a dupla atuou durante seis partidas consecutivas, até a goleada sofrida para o Internacional por 3 x 0.

O primeiro jogo do trio Gum, Ibañez e Digão foi no Uruguai, no jogo da volta contra o Defensor, o time se portou bem em campo e saiu classificado. O trio chegou a jogar mais uma partida juntos e novamente não sofreu gol, no empate contra o América Mineiro. A partir daquele momento, o trio ficou um mês desfeito até uma outra derrota no qual a defesa se comportou muito mal, no revés por 3 x 1 contra o Atlético Paranaense.

Gum - A voz da experiência

Nos últimos onze jogos, o trio atuou juntos em dez partidas, dando mais confiança no sistema defensivo e liberando os laterais ao ataque. Os números de Ibañez, Digão e Gum são muito bons e reforçam a postura segura do time, tendo auxílio importante de Richard como volante.

Marcelo Oliveira tem 26 jogos no comando do Fluminense e o time sofreu 23 gols, mas quando reduzimos apenas para as partidas em que o trio atuou juntos, os números são ótimos:

Em doze jogos, o trio sofreu apenas sete gols, sendo seis no Rio de Janeiro e apenas um fora do estado (Gol da Chapecoense). Juntos, o trio tem 7 vitórias, 3 derrotas e 2 empates.

Os números do trio é ainda mais impressionante na Copa Sul-Americana:

Em cinco jogos juntos, o Fluminense sofreu apenas um gol (Nacional no Estádio Nilton Santos), conquistando quatro vitórias e um empate. Quando o assunto é ataque, o trio tem dois gols marcados na competição: Digão (Contra o Cuenca no Maracanã) e Gum ( Contra o Nacional no Estádio Nilton Santos).

Apenas Ibañez não marcou pelo trio no comando de Marcelo Oliveira, o zagueiro tem apenas um gol na carreira (Avaí pela Copa do Brasil).

Guerreiros na marcação e artilheiros quando sobem ao ataque, o trio terá parada complicada contra o Atlético-PR na Arena da Baixada. Pablo e cia será um grande teste para os defensores do Fluminense nesta quarta-feira.

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