Em casa, São Paulo empata com Palmeiras e vê chances de título do Brasileirão acabarem
Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC

Os gols da partida foram marcados por Luciano e Rony. O resultado extermina as chances de título do Tricolor Paulista. A partida aconteceu no Morumbi, valendo pela 34ª rodada do Brasileirão, atrasada pela participação do Palmeiras no Mundial de Clubes e acabou em 1 a 1 na última sexta-feira (19).

Estratégias

O São Paulo foi a jogo assim: Tiago Volpi, Juanfran, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Luan, Daniel Alves, Tchê Tchê e Igor Gomes; Luciano e Carneiro. Usufruindo de bolas longas e muitas infiltrações pelo meio da zaga palmeirense, o São Paulo pensou em ter Carneiro como seu pivô, recebendo as bolas pelo alto e abrindo o jogo para Luciano, com sua lesão, o time perdeu poder na jogada.

Daniel e Tchê Tchê abriam pelas pontas, atuando como médio alas, por vezes. Já Igor Gomes avançava para receber, mudando o esquema tático para uma espécie de 4-3-3 quando chegava ao ataque. Luan focou em defender, roubando as bolas no primeiro terço do campo.

Juanfran tentou fazer um papel de lateral que apoia e defende na mesma intensidade, como foi a função de seu companheiro Reinaldo. A ideia do São Paulo foi jogar pelo meio-campo a fim de neutralizar a velocidade lateral tida pela equipe palmeirense.

Assim foi o Palmeiras: Weverton, Mayke, Luan, Gómez e Viña; Felipe Melo, Patrick de Paula e Raphael Veiga; Willian, Luiz Adriano e Rony. O Palmeiras adotou uma postura mais defensiva, como a vista no Mundial de Clubes.

Com um meio campo mais lento, com Felipe Melo segurando a bola atrás e construindo o jogo para os avançados (Patrick e Veiga), o time pouco usou da velocidade, sua principal arma. Mayke e Viña pouco apareceram na partida, mas subiram menos ao ataque, como fazem constantemente, de forma que a defesa jogasse mais compactamente.

Rony e Willian abriram pelas pontas, levando a bola para o campo ofensivo e tocavam para Luiz Adriano, que fez um papel semelhante ao de um falso 9, flutuando pela entrada da área. A principal ideia do Palmeiras foi segurar o empate, de forma que complicasse o São Paulo nos seus objetivos da temporada.

A partida

Luciano marcou de pênalti, aos 28 do segundo tempo, após cruzamento de Toró desviar na mão de Mayke. Rony marcou no apagar das luzes, aos 49 minutos do segundo tempo, com direito a espaço deixado por Juanfran e desvio em Luan. A partida ainda contou com um pênalti não marcado para o Palmeiras, no primeiro tempo.

O que se viu hoje no Morumbi é reflexo do que se tornou “jogar pela vitória” no Brasil, ou melhor, jogar pelo empate - visto que é o que um sistema de jogo mais defensivo geralmente proporciona. Com um time irreconhecível, em questão tática, o Palmeiras pareceu jogar com medo do São Paulo, segurando mais a bola e buscando faltas constantemente, sem a famosa pressão alta e constante imposta por Abel Ferreira nos jogos anteriores.

Já pelo lado tricolor, o time não só teve medo de jogar, mas até mesmo de defender. Entre a transição das ideias de Fernando Diniz para Hernán Crespo, entra o interino Marcos Vizolli, contrariando todo o estilo tático de ambos os técnicos.

Sem saber se quer um time que defenda ou ataque, que segure a bola ou deixe o jogo correr, o treinador “jogou para a torcida”, ao colocar Hernanes quando ainda ganhava o clássico e acabou por perder num descuido da defesa tricolor, acompanhado de lentidão em todo o campo, que consequentemente foi percebida por Rony, que em velocidade marcou o gol palmeirense.

Próximos compromissos

O São Paulo enfrenta o Botafogo, na segunda-feira (22), às 20h, já sem chances de título, pela penúltima rodada do Brasileirão. O rival alviverde, por sua vez, encontrará pela frente o Atlético Goianiense, também na segunda (22), às 18h.

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