A pandemia no futebol internacional

Ninguém imaginava que o surto sairia da China e apanhou todos de surpresa quando se alastrou pelo norte de Itália, suspendendo o campeonato nacional. Depois todos os países europeus seguiram o exemplo dos italianos após o surgimento dos primeiros casos nos respetivos países, assim como a UEFA que suspendeu a Liga Europa e a Liga dos Campeões, depois de ainda ter realizado uma jornada à porta fechada. 

Passado um mês, muitos foram já os clubes que garantiram não terem fundos para pagar na totalidade os salários ao seus jogadores e até sugeriram a redução dos mesmos.

Em Espanha, o Real Madrid e o Barcelona, já negoceiam a redução até 20% dos salários, mas os jogadores da equipa principal de futebol não concordam com o corte e ainda não deram o seu aval aos respetivos presidentes.

Na Rússia, o Zenit de São Petersburgo, foi mais rígido no corte. A equipa russa vai pagar 50% dos salários de abril e maio a todos os seus jogadores da equipa principal, uma vez que o campeonato no país apenas está suspenso até dia 31 do próximo mês.

A premier league também não é excepção e há mesmo uma mediação entre os clubes e a Associação de jogadores profissionais, uma vez que esta não acredita que a redução de 30% a todos contribuirá para o equilíbrio da economia inglesa. Tottenham, Newcastle, Norwich, Bournemouth e Liverpool entraram inclusive com um pedido de lay-off. No entanto, os reds, retiraram este mesmo pedido durante esta semana depois de várias críticas. 

Cristiano Ronaldo e companhia da Juventus aceitaram ainda no final do mês de março os cortes durante quatro meses sugeridos pela vecchia signora. Contudo, os cortes não foram de igual forma para todos os jogadores, tendo em conta que estes foram depois negociados em individual. 

Na Alemanha a mesma situação. Os jogadores do Bayern de Munique e do Borussia Dortmund aceitaram também a redução salarial e em França, o Amiens, o Montpellier, o Nimes e o Lyon também aderiram a estas reduções. Este último admite mesmo que os cortes poderão chegar até aos 85%. O Sion da Suiça acabou por despedir 9 jogadores que não aceitaram ver o seu salário reduzido. 

A FIFA já se pronunciou sobre o assunto e admite mesmo uma mediação entre jogadores e clubes depois de se preparar para balizar os cortes nos salários. 

 

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