Em
jogo truncado, Cruzeiro e Botafogo empatam na Série B
Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Cruzeiro e Botafogo ficaram no empate em 0 a 0 nesta terça-feira (12) pela 30ª rodada da Série B do Brasileirão 2021. No Independência, em Belo Horizonte (MG), a torcida cruzeirense apoiou em peso, com a limitação de público, mas não viu a equipe conquistando os necessários três pontos. Assim como os cariocas não conseguiram assumir o primeiro lugar.

Enquanto o time da casa entrou em campo mirando a primeira metade da tabela do campeonato, o visitante sonhava com nada menos que a liderança, dependendo também de um tropeço do então primeiro lugar Coritiba, com exatos três pontos a mais. A Raposa ocupava a 12ª posição com 38 pontos, confortáveis oito a mais que o Londrina abrindo o Z-4 e a dez do G-4. Já o Glorioso era o vice-líder com 51 pontos. Por outro lado, a equipe mineira vinha de três partidas sem perder (duas vitórias, a última sobre o Coxa, e um empate), e a carioca, de uma (vitória).

Estratégias

Vanderlei Luxemburgo não pôde contar com o zagueiro Ramon por suspensão, e Léo Santos assumiu a vaga. Outros desfalques importantes foram Marcelo Moreno, integrando a seleção boliviana, Ariel Cabral, também suspenso, Marcinho, Wellington Nem e Flávio, todos por lesão. Esquema tático: 4-2-3-1. Fábio no gol. Na zaga, Eduardo Brock e Léo Santos. Nas laterais, Rômulo pela direita e Matheus Pereira pela esquerda. Adriano e Lucas Ventura foram os nomes mais recuados no meio-campo, que também contou com Giovanni adiantado na construção, Bruno José avançando pelo corredor direito e Vitor Leque pelo esquerdo. E, no ataque, Thiago aparecia centralizado cuidando da área.

Enderson Moreira promoveu o retorno do goleiro Diego Loureiro após poupá-lo na rodada anterior. Principal contratação alvinegra da temporada, o lateral Rafael segue em trabalho de condicionamento físico. Esquema tático: 4-2-3-1. No gol, Diego Loureiro. Jonathan Lemos na lateral-direita, Jonathan Silva na esquerda, enquanto Carli e Kanu formaram a dupla de zaga. No meio-campo, Barreto e Pedro Castro ficaram responsáveis pelo primeiro combate e transição ofensiva; mais à frente, Warley subia pela ponta-direita, Marco Antônio pela esquerda, e Chay foi o nome da criação. Rafael Navarro era o jogador mais isolado no ataque.

Raposa coloca goleiro para trabalhar, e Glorioso não finaliza

Os dois minutos iniciais da primeira etapa deram a impressão de que o período seria coerente com as posições das duas equipes na tabela, mas não foi o que aconteceu, para a alegria da torcida celeste presente na arquibancada. O Botafogo começou melhor, tomando atitude, mas quem assustou primeiro foi Thiago, mandando a bola na rede pelo lado de fora. No minuto seguinte, outra boa chance do Cruzeiro, mostrando uma reação que se transformaria na normalidade do primeiro tempo. Ao contrário do esperado, Bruno José aparecia pela esquerda, e Vitor Leque, pela direita.

A Raposa logo passou a permanecer mais tempo no campo de ataque que o Glorioso, que usava sua posse de bola trocando mais passes na defesa. O mandante também optou cedo por adiantar a marcação e conseguiu atrapalhar a saída de bola carioca. Com 28 minutos, o placar das finalizações estava em 6 a 0 para os mineiros. O time visitante não conseguia trocar passes na intermediária ofensiva nem, consequentemente, finalizar. Dificuldade surpreendente do vice-líder do campeonato, que continuou até a ida para os vestiários: Fábio saiu sem precisar fazer sequer uma defesa.

O jogo ficou bastante tempo parado por faltas e atendimentos médicos em campo. Enquanto o Botafogo também não ameaçava puxar contra-ataques e não fazia jogadas de linha de fundo para cruzamentos, o Cruzeiro conseguia algumas subidas em velocidade, ganhava da marcação alvinegra na maioria dos cabeceios dentro da área de ataque e obrigou Diego Loureiro a fazer defesas salvadoras. Números parciais: 51% de posse de bola para os cariocas, mas 12 a 0 em chutes para os mineiros.

Botafogo retorna melhor, mas equipes não superam goleiros

Enderson Moreira resolveu voltar do intervalo sem Marco Antônio e com Diego Gonçalves. O segundo tempo não demorou a se mostrar similar ao primeiro nas paralisações por falta, que irritavam jogadores e técnicos. Vitor Leque e Bruno José trocaram de lado, retornando às suas posições de origem. Companheiro de ataque, Thiago saía bastante da área para ajudar na armação das jogadas. Aos dez minutos, momento de pressão do Botafogo no ataque, com bastante participação de Navarro, que quase colocou para dentro em cruzamento que passou entre ele e o gol para sair em tiro de meta. Fábio, finalmente, trabalhou em uma sequência de tentativas alvinegras a gol.

Luxemburgo também foi para trocas, e nas pontas: Rafael Sóbis e Vitor Roque entraram nos lugares de Vitor Leque e Bruno José respectivamente. O Glorioso também mexeu em um dos lados, mas na lateral-esquerda com Carlinhos substituindo Jonathan Silva. O time carioca agora usava a posse de bola mais no campo ofensivo, com Diego Gonçalves conseguindo ser mais participativo que Marco Antônio pelo corredor esquerdo. Mas o Cruzeiro seguiu dando trabalho à meta adversária: aos 25, outras duas importantes defesas de Diego Loureiro, em chute forte de Sóbis e em quase gol contra de Carli. O visitante também começava a encaixar subidas em velocidade que não encontrou na etapa inicial.

No mandante, Giovanni, Vitor Roque (que havia entrado há poucos minutos e precisou sair por cansaço após receber muitas bolas pela direita) e Adriano deram vez a Claudinho, Keké e Marco Antônio. Em resposta, Enderson sacou Chay para a entrada de Luiz Henrique na armação. A Raposa voltou a atacar após as modificações, sempre conseguindo concluir suas jogadas. O Botafogo deixava o bico esquerdo da área sempre livre, onde se posicionavam jogadores cruzeirenses para cruzamentos e finalizações. Ainda deu tempo para a entrada do volante Luís Oyama na vaga do ponta Warley. O jogo, então, ficou lá e cá, com as duas equipes buscando o gol da vitória no fim, mas que não veio. Números finais: 55% em posse e um surpreendente 25 a 3 em finalizações, ambos favoráveis aos mineiros.

Classificação e próximos compromissos

Com o empate sem gols em casa, o Cruzeiro subiu uma posição, ocupando agora a 11ª com 39 pontos. Porém o ponto conquistado fora não alterou a colocação do Botafogo, que se manteve na vice-liderança com 52 pontos e diminuiu para dois a distância do líder Coritiba, mas que ainda joga na rodada. O próximo compromisso da Raposa é fora de casa contra o Avaí apenas na sexta-feira que vem (22) às 21h30. Já o Glorioso volta a campo antes, na próxima quarta-feira (20) às 20h30, quando recebe o Brusque.

VAVEL Logo