Estoril x Porto: A maldição acabou

O FC Porto voltou a vencer para a Liga NOS. No segundo jogo de Peseiro ao comando da equipa, os azuis e brancos bateram o Estoril por 3 bolas a 1. Foi quebrada a maldição da Amoreira, agora é tempo de pensar no Gil Vicente.

Estoril x Porto: A maldição acabou
(Foto: Facebook Oficial FC Porto)
Estoril
1 3
Porto
Estoril: Kieszek, Anderson Luís, Diego Carlos, Yohan Tavares, Mano, Diogo Amado, Afonso Taira (Babanco, min. 84), Marion (Felipe Augusto, min. 76), Mattheus (Michael, min.67), Gerso, Léo Bonatini.
Porto: Casillas, Maxi Pereira, Marcano, Martins Indi, Layún, André André (Rúben Neves, min.86), Danilo, Herrera, Corona, Brahimi (Varela, min. 71), Aboubakar (Suk, min.89).
Placar: 1-0, min. 3, Diego Carlos. 1-1, min. 18, Aboubakar. 1-2, min. 34, Danilo Pereira. 1-3. min. 82, André André.
ÁRBITRO: Tiago Martins (AF Lisboa) Admoestados: Gerso (min. 58), Mano (min. 61), Matheus Oliveira (min. 63), Marcano (min. 65), Aboubakar (min. 68), Corona (min. 78), Maxi Pereira (min. 90+2).
INCIDENCIAS: Liga NOS, 20ª jornada, Estádio António Coimbra da Mota, Estoril x FC Porto.

Vencer. Esta era a mensagem que estava na cabeça de todos os jogadores do FC Porto ao início da partida na Amoreira. Mensagem esta que estava difícil de interiorizar desde Outubro de 2012, aquando da última vitória dos azuis e brancos na visita ao Estoril.

A verdade é que a mensagem foi recebida, bem entendida e bem interiorizada. Os golos de Aboubakar, Danilo e André André foram a prova disso mesmo, mas nem tudo foram rosas para a formação portista….

4 minutos para acordar

José Peseiro sabia que o jogo contra os canarinhos na Amoreira era como que o maldição, que necessitava a todo o custo de ser quebrada para que o FC Porto não se atrasasse mais na luta pelo titulo. Por isso mesmo fez alinhar o mesmo onze das últimas 5 partidas para o campeonato. A esperança estava lá… restava jogar.

Já o Estoril recebia a certeza de que tudo teria de fazer para garantir o resultado das últimas temporadas: o empate. Talvez por esse mesmo motivo, e pelo facto de o Estoril estar em queda desde a saída de Marco Silva do comando da equipa, Fabiano Soares foi como pode, e contou com a sorte no remate forte de Bonati para que pudesse sonhar com os 3 pontos conquistados.

No que diz respeito ao jogo propriamente dito, ficou desde muito cedo evidente que o FC Porto queria marcar, não contou foi que o Estoril fizesse o mesmo. No segundo canto consecutivo para a equipa da casa o defesa central Diego Carlos trocou as voltas à defesa azul e branca e atirou ao primeiro poste. Casillas estava desatento e ficou, uma vez mais, a ver passar a bola. De salientar que o guarda-redes espanhol tem estado bastante desatento no que diz respeito a defesas e neste caso não foi excepção.

Diego Carlos marcou à antiga equipa (Foto: MaisFutebol)
Diego Carlos marcou à antiga equipa (Foto: MaisFutebol)

Ao que parece o FC Porto precisou do susto para acordar e ainda antes dos 20 minutos de jogo  voltou a repor-se a igualdade no marcador. Num lance de contra-ataque Layún foi o mestre de armas e percorreu o campo por completo até à entrada da área de Kieszek. O mexicano chegou, entrou, fez o passe e Aboubakar só teve de rematar para o golo do empate.

(Foto: Facebook Oficial FC Porto)
(Foto: Facebook Oficial FC Porto)

Respira Peseiro, respiram os adeptos e perde o ar o Estoril. Depois do golo de Aboubakar a equipa da linha não mais conseguiu reagir para conseguir fazer os contra-ataques. E quem não marca, inevitavelmente, acaba por sofrer e a dez minutos do intervalo novo golo para o FC Porto.

Layún, outra vez Layún, cobrou o canto do lado direito, dando a oportunidade perfeita para o cabeceamento de Danilo. O médio português subiu ao terceiro andar, deixou Yohan Tavares para trás e obrigou Kieszek a ir buscar a bola ao fundo da baliza.

Até ao intervalo foram-se sucedendo as oportunidades do FC Porto aumentar a vantagem. Duas oportunidades de golo evidente para André André, duas oportunidades desperdiçadas, mas que teriam a merecida recompensa próximo do final da partida.

Quem falha duas não falha à terceira

Ao longo de todo o segundo tempo equilíbrio parece ter sido a palavra de ordem. Ainda assim, o FC Porto permaneceu em pleno controlo, com uma pontada de azar à mistura, foram muitas as vezes que André André ofereceu o golo quer a Brahimi, quer a Aboubakar.

O tempo ia passando e a verdade é que Peseiro queria mais equipa, mais golos, mais qualidade, mas acima de tudo, mais equipa em campo.  Por isso mesmo fazer sair o apagado Brahimi para a entrada de Silvestre Varela. Em boa verdade, a substituição não surtiu o efeito pretendido, uma vez que o jogador português demorou a perceber que já estava presente em campo, muitas foram as bolas perdidas, os passes mal conseguidos e os erros.  A fazer companhia aos erros do extremo português estava também Corona. O mexicano pareceu mesmo estar em dia «não».

Aos 77’ foi a vez de Aboubakar fazer… o impossível. Depois do passe perfeito de André André, o avançado portista falhou o golo...Com a baliza aberta. Desesperaram os adeptos, desesperou a equipa e desesperou José Peseiro.

E já diz o velho ditado: «Queres bem feito…. Faz tu». E André André seguiu à risca. Depois de um remate de Corona defendido por Kieszek, o médio português aproveitou a oportunidade para acabar com as contas: 3-1.

(Foto: Facebook Oficial FC Porto)
(Foto: Facebook Oficial FC Porto)

Até ao final da partida, destaque ainda para a entrada de Suk, que nem tempo teve para mostrar os dotes de brilhantismo de que já deu provas. Feitas as contas, 3 pontos, preciosos para o FC Porto que volta assim a manter a igualdade pontual com o Benfica, que só joga amanhã em Moreira de Cónegos.  

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