Dominar não chega a Estoril
Belenenses e Estoril fecharam a 14ª jornada, mas não foram além do nulo

Dominar não chega a Estoril

Belenenses e Estoril encontraram-se no Restelo, em partida que fechou a 14ª jornada da Liga Zon Sagres. Numa noite fria, e diante de pouco público, o jogo não foi além de um empate a zero, um resultado que premeia a resiliência e espírito colectivo do Belenenses, perante um Estoril dominador mas ineficaz na finalização. (Foto: Lusa)

Francisco_Ferreira
Francisco Ferreira Gomes

Belenenses e Estoril entraram em campo em posições quase opostas na classificação. De um lado o Belenenses num preocupante 13º lugar e a precisar de pontos para sair dos últimos lugares da classificação; do outro um Estoril com um excelente registo em partidas fora de casas, e que procurava a quinta vitória consecutiva longe da Amoreira.

Na equipa da casa o grande destaque era o regresso de Miguel Rosa, o melhor marcador da equipa do Restelo regressava após longo período de ausência. Já o Estoril de Marco Silva, apesar de não poder contar com o defesa Babanco,tinha de volta Carlitos, regressado após cumprir um jogo de castigo.

Arranque com sinal amarelo

Apesar da condição de visitante, o Estoril entrou a dominar a partida. Fazendo uso do seu rápido jogo pelos flancos, os canarinhos criaram a primeira (e melhor) oportunidade de jogo logo aos 2 minutos. Carlitos flectiu da esquerda para o centro e rematou com estrondo à barra da baliza de Matt Jones. Os homens de Marco Silva controlavam a partida e o Belenenses parecia não ter argumentos para sacudir a pressão canarinha.

À entrada para o segundo quarto de hora do encontro, a equipa da casa conseguiu equilibrar a contenda, o meio campo azul começou a acertar o passo e a equipa começou a reagir, chegando perto da área adversária quase sempre através de bolas paradas. Os últimos 15 minutos trouxeram um maior equilíbrio à partida. O Estoril continuava com a iniciativa de jogo, mas tinha agora de se precaver dos rápidos contra-ataques adversários, lançados quase sempre através de Fredy. O intervalo chegava e o nulo mantinha-se.

Vira o disco, toca o mesmo

O segundo tempo começou idêntico ao primeiro; o Estoril tomava conta das operações, e o Belenenses remetia-se ao seu meio campo. Marco Paulo tentou alterar esta situação, lançando no jogo o regressado Miguel Rosa.

Contudo eram os canarinhos que dominavam, ameaçando o golo por algumas ocasiões, quase sempre por intermédio de Sebá (o melhor em campo). Com a entrada de Bruno Lopes para o lugar de Balboa, o ex-FC Porto passou para a extrema direita, onde deu enormes dores de cabeça ao defesa Káká.

Sufoco final e a estrela de Belém

O golo esteve perto de surgir na baliza azul por duas ocasiões. Primeiro aos 63 minutos através de Carlitos que, servido por Sebá, falhou o golo na cara de Matt Jones; e depois aos 78 quando, depois de muita confusão na área do Belenenses, o defesa João Meira salvou em cima da linha aquele que seria o primeiro golo da partida. Raras eram as ocasiões em que os de Belém tinham oportunidades para delinear um ataque. Do banco vieram Fernando Ferreira e Sturgeon, alterações que acabaram por não surtir o efeito desejado.

A tarefa dos azuis do Restelo ficou ainda mais complicada à passagem no minuto 86; uma bola perdida na intermediária do Belenenses permitiu ao recém-entrado Gerso ganhar posição sobre a defesa adversária, acabando este por ser travado por João Meira que viu o segundo amarelo, e consequente vermelho. Até final a equipa da Linha bem tentou chegar à vitória, mas um Belenenses solidário e feliz acabou por garantir o empate, juntando mais um ponto na luta pela permanência. Já o Estoril vira o ano isolado na 4ª posição.

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