Horta e Rafael Martins personificam o poderio sadino
Rafael Martins festeja novo tento, vitória gorda do Setúbal (foto: Lusa)

O Vitória de Setúbal entrou bastante forte no jogo e logo aos 3 minutos sofreu uma grande penalidade que viria a ser convertida por Rafael Martins. O remate certeiro a onze metros da baliza viria a dar uma vantagem inicial à formação de Couceiro que tranquilizou e criou um cenário positivo para uma partida que acabara de começar.

Ainda na primeira parte, Rafael Martins remata de fora da área e marca um excelente golo que aumenta a vantagem do Setúbal. O avançado brasileiro foi uma das grandes figuras do jogo, com uma excelente exibição onde marcou dois golos fundamentais e geriu a equipa no ataque durante toda a partida.

Apesar da superioridade do Vitória de Setúbal, o Nacional não se deu por vencido e toda a primeira parte foi jogada a um ritmo frenético de disputa de bola e de tentativas de alcançar os golos. A equipa de Couceiro soube gerir muito bem a vantagem e jogou no contra-ataque com os olhos postos nos homens do ataque, Rafael Martins e Ricardo Horta. E aos 67 minutos foi Horta quem fechou as contas do marcador ao converter um excelente cruzamento de Miguel Pedro, fazendo jus ao esforço que demonstrou durante todo o jogo.

Apesar do jogo de futebol ter tido um ritmo acelerado e de ter terminado com uma vitória do Setúbal por 3-0 na recepção ao Nacional, as opiniões não foram consensuais no que toca à arbitragem. Manuel Machado mostrou-se revoltado com os árbitros, «Não sou actor de comédia, muito menos de circo. Não gostaria de maneira nenhuma de contribuir para que esta comédia tivesse mais um interveniente. Houve um conjunto de erros, que começa aos 30 segundos com uma grande penalidade muito duvidosa, um fora-de-jogo mal assinalado quando Mário Róndon estava isolado e uma grande penalidade não assinalada sobre Gomaa», afirmou o treinador do Nacional.

Por outro lado, José Couceiro confirmou que «ninguém espera estar a ganhar logo no primeiro minuto». O treinador do Setúbal disse que «o resultado é dilatado em relação ao que se passou, apesar de considerar que a vitória nos assenta bem. Sabíamos que o Nacional era muito forte nas transições ofensivas, a equipa jogou mais junta. Criámos mais oportunidades, mas obviamente que o Nacional também poderia ter marcado».

Após esta vitória dos sadinos, o 5º lugar e consecutivamente o acesso à Europa ficaram a 5 pontos de distância, os jogos que se seguem não são fáceis porém a formação de Couceiro está bem organizada e mostrou isso nesta jornada. Já a equipa de Manuel Machado conseguiu manter-se no 5º lugar e este será o objectivo até ao final da temporada.

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