Mercedes: o arranque mais demolidor da história da F1
Lewis Hamilton em acção no GP da China 2014 (Foto: autoportal.iol.pt).

Mercedes: o arranque mais demolidor da história da F1

Quatro corridas, quatro pole positions, quatro vitórias e quatro voltas mais rápidas em pista. São estes os números demolidores da Mercedes, no arranque da presente temporada da Fórmula 1.

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Pedro Venâncio

A Mercedes domina por completo o mundial de F1 2014 e já entrou para a história da competição como a equipa mais dominadora de sempre. Em mais de 60 anos de prova, nenhuma outra equipa tinha entrado a todo o gás como a escuderia alemã.

O registo é perfeito. Nas quatro primeiras corridas do campeonato, nada escapou à marca germânica. Se olharmos para os anais da história da Fórmula 1, só existem cinco equipas que conseguiram alcançar o feito de vencer as quatro primeiras corridas. Esta, porém, sem conquistar em simultâneo a pole position ou a volta mais rápida em circuito, ao contrário do conseguido pela dupla Hamilton/Rosberg neste início de temporada.

Ayrton Senna no GP do Canadá, 1988 (Foto: McLaren).

 

Em 1988, a McLaren de Ayrton Senna e Alain Prost, uma das melhores duplas de sempre, conseguiu a vitória nas quatro primeiras corridas. Ainda assim, ficou a faltar a volta mais rápida no GP do Brasil, alcançada pelo austríaco Gerhard Berger da Ferrari. Se olharmos apenas para as pole positions e para as vitórias em corridas, a época de 1988 só não foi perfeita por culpa da luta que deu Berger. Nas 16 corridas do campeonato, a McLaren ganhou 15. Senna sagrou-se campeão com 8 vitórias, seguido pelo companheiro de equipa com 7 triunfos. De salientar ainda que Senna conquistou 13 pole positions nessa temporada.

Nigel Mansell ao volante do Williams FW14, no GP do Mónaco, 1992 (Foto: Jmex60/Wikimedia commons)

 

Na época de 1992, a Williams ficou perto do feito alcançado este ano pela Mercedes. Nigel Mansell venceu as quatro primeiras corridas, garantindo também as respectivas pole positions. Contudo, uma vez mais, foi Gerhard Berger da Ferrari quem conseguiu a volta mais rápida em pista no GP do México. Esta época ficou marcada pelo domínio avassalador de Mansell, que conquistou 9 das 16 corridas do campeonato, e ainda 14 das 16 pole positions. O inglês acabou, sem margem para dúvidas, por se sagrar campeão.

No ano de 1996, a Williams esteve novamente em destaque e venceu as quatro primeiras corridas e pole positions da temporada. Ficou somente a faltar a volta mais rápida no GP da Argentina, que foi assinada por Jean Alesi, da Benetton. A Williams viria a sagar-se campeã de construtores graças ao domínio dos pilotos Damon Hill e Jacques Villeneuve.

Michael Schumacher ao volante do Ferrari F2004, no GP dos EUA, em 2004 (Foto: Rick Dikeman).

 

Depois de 1996, e já no século XXI, só em 2004 uma escuderia repetiria o feito de vencer as quatro primeiras provas. A Ferrari alcançou-o através de Michael Schumacher. Ao alemão, que se sagrou pela última vez campeão precisamente em 2004, faltou conquistar a pole position no GP de San Marino e a volta mais rápida na Malásia. “Schumi” sagrou-se hepta-campeão na temporada de 2004, com 13 triunfos em 18 corridas e 8 pole positions.

A última equipa a ganhar de forma consecutiva as primeiras quatro corridas da temporada foi a Renault, em 2005. Fernando Alonso, com três triunfos, e Giancarlo Fisichella, com um, deram a supremacia à equipa gaulesa. Às quatro vitórias ficaram por juntar três voltas mais rápidas em pista e ainda uma pole position, no GP de San Marino, alcançada por Kimi Räikkönen, o actual companheiro de Alonso na italiana Ferrari.

 

Com este feito nunca antes alcançado na F1, a Mercedes segue para mais um grande prémio com o objectivo de aumentar a vantagem para as restantes escuderias. A próxima etapa do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 corre-se já este fim-de-semana, em Espanha, no GP da Catalunha.

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