Oblak: de dispensável a intransponível
Esloveno é o guardião inquestionável da baliza encarnada

Jan Oblak chegou ao Benfica em 2010, com imberbes 17 anos mas muito potencial. O guarda-redes esloveno foi de imediato emprestado ao Beira-Mar, de modo a ganhar ritmo competitivo e experiência nos palcos da liga portuguesa. Na carreira do jovem formado Olimpija Ljubljana seguiram-se o Olhanense, a União de Leiria e o Rio Ave, já na época de 2012/2013. As exibições constantes e seguras vieram dar razão à aposta encarnada: o gélido e tranquilo guardião foi provando o seu valor, ano após ano. Gigante entre os postes, assertivo no comando aéreo da pequena área e imperturbável na hora de bloquear golos, Oblak parecia ter cola nas luvas. No arranque da presente temporada, integrou, finalmente, o plantel principal.

Rio Ave catapultou o jovem guardião

A temporada passada foi a provação final no percurso de ascensão de Oblak rumo à titularidade no Benfica. No Rio Ave, treinado pelo antigo guarda-redes Nuno Espírito Santo, o esloveno ganhou uma preponderância sem precendentes, actuando a um nível elevado e protagonizando defesas que despertaram a atenção, tanto dos adeptos de futebol como dos analistas. Choveram elogios à constância do guarda-redes. No início da nova época, as expectativas de uma integração no plantel principal das «águias» eram definitivamente altas, exponenciadas até pela forma titubeante de Artur Moraes. Mas, depois de 31 partidas ao serviço dos vilacondenses, a equipa B dos encarnados parecia ser o destino seguinte de Jan Oblak.

À beira da ruptura com o Benfica

Depois das declarações de Jorge Jesus na pré-temporada, no Verão de 2013, Oblak pressentiu o voto de desconfiança do seu treinador, que o secundarizou, afirmando preferir um guarda-redes estrangeiro «e dois portugueses»: ora, com a confiança total reiterada a Artur Moraes nessa mesma entrevista, Oblak viu-se relegado nas preferências de Jorge Jesus. A desvinculação ainda foi uma forte hipótese, com o agente do jogador a reclamar o fim do contrato que ligava o seu cliente ao Benfica. A pressão de Oblak resultou numa renovação de contrato e da sua integração no plantel.

Lesão de Artur em Olhão abriu a porta da oportunidade

Na deslocação a Olhão, a janela de oportunidade de Oblak finalmente surgiu, infelizmente à custa da lesão de Artur, que se magoou num ombro. O esloveno entrou na partida contra o Olhanense (2-3 a favor das «águias») e a partir daí impôs o seu reinado entre os postes da baliza encarnada. Seguro no ar, frio na abordagem dos lances, inabalável psicologicamente, Oblak rapidamente mostrou serviço. A consequência foi clara: o Benfica ganhou maior consistência na sua própria área. Nem mesmo o erro técnico que resultou no golo de Vitor Gonçalves (contra o Gil Vicente) abalou a estabilidade do esloveno, que prosseguiu a sua forma com naturalidade.

Mãos de ferro no Jamor

Com um punhado de boas defesas, Oblak voltou a ser decisivo nesta final do Jamor, como aliás já tinha sido na final da Taça da Liga: foi dele uma tremenda intervenção logo no começo da partida, negando um golo cantado a Pedro Santos. O Benfica não sofreu golos e bem pode agradecer aos reflexos do jovem esloveno, que já afirmou não pensar «sair do Benfica». Perspectiva-se um futuro risonho para as redes encarnadas.

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