Transformação do Rio Ave europeu

Transformação do Rio Ave europeu

Caso lime algumas arestas na sua equipa, o Rio Ave dispõe de condições para representar Portugal na Liga Europa de forma pelo menos condigna.

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Rafael Reis

Depois de ter dado início a um percurso de sonho liderado por Nuno Espírito Santo no qual de forma meritória o Rio Ave chegou à final de ambas as Taças, de Portugal e da Liga, para em ambos os casos ser derrotado pela equipa que tudo conquistou em Portugal, o Benfica, o final de época trará agora um desafio ainda mais aliciante, e ao mesmo tempo histórico, e que passará pela estreia do clube nas competições europeias por via da Liga Europa.

Tal como o desafio europeu, também a Supertaça Cândido de Oliveira será um momento áureo para a vida do clube de Vila do Conde e também para o recentemente empossado novo treinador, Pedro Martins, a quem se pedirá a astúcia de aproveitar o que de bom foi feito pela equipa para levar a bom porto uma época que se espera complicada. Para tal, poderá aproveitar os bons sinais deixados pelos seus comandados na final da Taça de Portugal.

Pedro Martins com o desafio de manter boa rota

A saída inevitável de Espirito Santo deu lugar à entrada de Pedro Martins, que abandonou o Marítimo logo que a temporada acabou. O novo treinador pegará numa equipa em estado de graça, tendo como objectivo dar continuidade à progressão feita por Espírito Santo: manter os vilacondenses na senda das boas campanhas domésticas, possivelmente nas decisões de troféus, como nesta época se verificou. Ao desafio interno, Martins terá de adicionar a aventura europeia, que será uma estreia total para o clube e um teste à capacidade financeira e logística da instituição. 

Hassan terá de ser referência no futebol aéreo para equilibrar os ‘pratos da balança’

Uma vez que passaram poucos dias desde o final da época, será uma incógnita neste momento qual será o efectivo reforço da equipa e quais os nomes a manter e a libertar, mas face ao desafio europeu que a equipa terá pela frente um dos nomes a reter será mesmo Ahmed Hassan pela juventude mas acima de tudo pela posição que ocupa em campo, ponta-de-lança, até pelas características que possui, apontando para um homem de área capaz de disputar bolas no jogo aéreo.

Tal como foi possível perceber pela subida de produção dos vila-condenses na segunda parte do encontro ante o Benfica, nas partidas de maior importância, em especial naqueles que oferecerão desafios europeus, ter uma referência de área bem definida poderá ser determinante, pelo que passará pelo jovem egípcio – se não se transferir – boa parte do que o Rio Ave vier a conseguir na época que se segue residirá em Hassan.

Espírito anímico da equipa terá de ser exponenciado para que os vila-condenses possam surpreender

Para além das individualidades, o Rio Ave terá de apresentar-se animicamente na sua plenitude. Ao dizer-se isto, não será exagero dizer que a motivação empregue nos grandes momentos da temporada que findou, leiam-se as finais ante o Benfica, terá de estar presente para que os vila-condenses possam ter a mínima hipótese de surpreender.

Essa máxima aplica-se ainda mais porque ao serem estreantes em provas internacionais o seu ranking UEFA será inexistente, sinónimo de que o sorteio trará mais do que provavelmente um ‘tubarão europeu’ aos Arcos. Bom para evoluir.

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