A caminho do Brasil 2014: Mundial começa na Croácia

A caminho do Brasil 2014: Mundial começa na Croácia

Face ao futebol rendilhado e organizado que pratica a Croácia será uma das equipas a ter em consideração no Mundial 2014.

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Rafael Reis

Quanto mais próximo se encontra o início do Mundial 2014 mais cresce a expectativa sobre a sua prova e acima de tudo o seu início, que decorrerá no próximo dia 12 de Junho e terá início na... Croácia. Haverá algum engano, estando o Campeonato do Mundo atribuído ao Brasil?

A explicação é simples? Sim, fisicamente o encontro inaugural da prova decorrerá em São Paulo tendo o Brasil como anfitrião mas pelo facto de as qualidades e defeitos da ‘amarelinha’ serem já sobejamente conhecidas o ponto de partida e de maior interesse estará mesmo no primeiro oponente brasileiro, a muito bem organizada equipa da Croácia, para muitos quase desconhecida, uma incógnita mas dotada de muitas virtudes que a tornam capaz de surpreender

Meio-campo com criatividade ao nível das melhores selecções

Forte e posicional no seu processo defensivo, a Croácia possui no seu meio-campo a grande virtude do seu jogo, principalmente pela organização, cultura de passe e criatividade, este um aspecto que coloca mesmo a equipa croata ao nível das melhores selecções que participam neste Mundial e um perigo a ter em atenção. Que se cuide a equipa brasileira.

Apontam os analistas que a Croácia se candidatará ao segundo posto do Grupo A, disputando palmo a palmo o apuramento com Camarões e México enquanto o Brasil será o mais forte candidato a vencer o grupo - na prática, será o primeiro jogo a confirmar ou pelo contrário a contrariar todas as expectativas do ‘escrete’.

Numa perspectiva bastante realista, o Brasil poderá mesmo sentir dificuldades perante a dinâmica ofensiva do meio-campo croata que previsivelmente apresentará um 4x3x3 cuja intermediária reservará um posto para um jogador de características mais defensivas em protecção a dois criativos de nomeada como Luka Modric e Ivan Rakitic, uma dupla que poderá obrigar Scolari a alargar o meio-campo brasileiro a quatro unidades sob pena de perder o domínio do jogo nessa nevrálgica zona do terreno.

Atrás do onze-base as alternativas poderiam advir da talentosa nova geração

Tacticamente pouco haverá a apontar ao conjunto croata que se apresentará ao que tudo indica bastante coeso com uma defesa bastante fisica, o acima elogiado meio-campo e um ataque de cariz eficaz liderado por Mario Mandzukic. 

Alargando a análise à lista de 30 pré-convocados (o lote de 23 apenas será conhecido no próximo Domingo, dia seguinte ao encontro particular frente ao Mali que servirá como teste final a todos os escolhidos para o estágio, vários jovens poderiam aspirar a uma oportunidade que não foi concedida, começando pelo talentoso Alen Halilovic, recentemente confirmado reforço do Barcelona que poderia ser uma alternativa a ter em conta.

Contudo, Halilovic, que seria provavelmente o mais jovem jogador da prova com 17 anos, ficou de fora, assim como o guarda-redes Marko Maric, que aos 18 anos assume já a titularidade da baliza do Rapid Viena e foi preterido em detrimento do veterano Stipe Pletikosa, ou o ponta-de-lança Stipe Perica, possante ponta-de-lança da mesma idade pertencente aos quadros do Chelsea que evoluiu com sucesso por empréstimo no NAC Breda e poderia muito bem ser o herdeiro de Mandzukic. Resumindo, três juniores de futuro largamente promissor terão de esperar por Rússia 2018.

O líder – Luka Modric

Será com toda a certeza a figura maior desta selecção, ainda mais com a sua imagem reforçada pela Liga dos Campeões recentemente conquistada ao serviço do Real Madrid e logo com um importante papel activo que se deverá intensificar no futuro.

Começa-se já a perspectivar nos anos que se seguem o seu aumento de responsabilidades no meio-campo ‘merengue’ à imagem do que fará ao serviço da sua nação, que o deverá utilizar como um 8 de visão larga, um ‘playmaker’ ligeiramente mais recuado no terreno. Face ao que tem mostrado, parece absolutamente pronto.

O ás – Ivan Rakitic 

Se Modric chega à concentração da Croácia motivado pela conquista da Champions, Rakitic não deverá estar menos motivado, não tivesse também conquistado um título europeu como a Liga Europa para o qual muito contribuiu, suscitando a atenção de grandes clubes como o Real Madrid.

Pelo que tem vindo a demonstrar nos últimos anos, num futuro próximo poderá reeditar-se no Santiago Bernabéu a dupla dinâmica que liderará a Croácia com Rakitic como um 10 bem junto ao ponta-de-lança, apoiado pela geometria de Modric metros mais atrás, uma parceria que poderá surpreender muito boa gente.

A não perder – Ante Rebic 

Ainda pouco conhecido por parte do público internacional, este atacante de 20 anos dispõe de todas as condições para começar a tornar-se mais visível no Mundial caso venha a merecer a confiança do seu seleccionador, o que parece praticamente uma certeza tendo em conta que o próprio Niko Kovac consiste num dos maiores apreciadores das suas características, pelo que não deverá abdicar da sua presença.

Avançado de grande mobilidade, Rebic é detentor de um estilo completamente oposto ao de Mandzukic, pois assenta em muita mobilidade, mas com um rácio de eficácia igualmente elevado que lhe tem valido algumas oportunidades na histórica Fiorentina.

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