Perfil Brasil 2014: Mesut Özil

No passado verão mudava de ares, trocava Madrid por Londres com um único objetivo: ter minutos certos para chegar em boa forma à grande cita do futebol mundial. Com as cores do Arsenal esta época voltou a mostrar aquelas fortalezas de um estilo que faz levantar aos amantes do futebol, embora as vezes desespera a todos os adeptos dos seu clube.

O passe de golo é sua grandíssima especialidade.

E é que já no Schalke e no Werder Bremen deu grandes sessões de futebol com uma capacidade para encontrar os espaços entre as defensas que ninguém vê. Uma característica que lhe valeu ao rapaz de Gelsenkirchen para debutar no 2009 com a 'Mannschaft', sendo membro importante de uma geração para sonhar.

Özil com a selecção alemã. Foto: EFE

Jogador vertical como poucos, quase sempre a partir do passe. Tão capaz de encontrar a assistência impossível como de fazer a finta mágica, dessa que se faz numa tijoleira e que permite abrir a defensa inimiga para deixar ao rival em inferioridade. Tensão constante para os jogadores aos que se enfrenta por causa da impressibilidade do seu jogo.

De facto, o passe de golo é sua grandíssima especialidade. Nesta época no clube londrino sumou 14 nas 42 aparições que fez no 2013/14. Mais espectacular as 81 assistências em 159 jogos que disputou nas três épocas no Real Madrid. Uma estatística que chega até as 26 em 53 aparições com Alemanha.

Rendimento nos clubes e na selecção
Equipa Golos Assistências Jogos
Schalke 04 1 5 39
Werder Bremen 16 55 108
Real Madrid 27 81 159
Arsenal 7 14 50
Alemanha 26 17 53

Dados: transfermarkt.pt

Uma estatística que como sempre deve ser avaliada com cuidado. Porque o jogador da bacia do Ruhr tem sido alvo das críticas dos adeptos por causa dos "naufrágios" que sofre quando o jogo é duro e sem ritmo. Quando a equipa rival joga com marcação forte. Nesses jogos, Mesut Özil desaparece do relvado, se converte num alma que vaga entre as quatro linhas e deixa de influir no jogo dos seus.

Será esse, junto aos erros frente ao guarda-redes em partidas importantes, o ponto de fraqueza que o germano terá de melhorar e deixar a um lado para voltar a erigir-se com o homem referência que conecte o meio do campo com o ataque. Embora alguma vez foi deplazado para um corredor, Joachim Löw sempre lhe deu liberdade para aparecer por todo o frente de ataque.

Com 25 anos será para Özil a segunda experiência na Copa do Mundo, depois de África do Sul. Um futebolista que ainda não entrou na que dizem é a melhor idade de maturidade e que de certeza quererá adornar su bom palmarés ao nível de clubes - Taça de Alemanha, Taça do Rei, Supertaça espanhola, Liga espanhola e Taça de Inglaterra - com a maior distinção do futebol internacional.

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