Oitavos de Final: Investida chilena em favoritismo brasileiro
Último Brasil x Chile foi em 2013, amigável e terminado em empate

Oitavos de Final: Investida chilena em favoritismo brasileiro

O Estádio do Mineirão abre-se, este sábado, para acolher o primeiro jogo dos oitavos de final do Mundial 2014. Brasil e Chile defrontam-se sob o peso histórico da superioridade brasileira em jogos entre os dois países. (Foto: Copa2014.gov.br)

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Mara Guerra

Sempre que o Brasil encontrou o Chile em jogos a contar para Campeonatos do Mundo, o resultado foi favorável à canarinha. Foi assim nas edições de 1962 (4-2), 1998 (4-1) e 2010 (3-0). O último confronto, na África do Sul, foi arbitrado por Howard Webb, o mesmo que prepara o apito para voltar a ajuizar o embate entre as duas equipas, hoje, às 17:00. Uma concentração de bons pronúncios para a equipa de Scolari.

Chilenos querem vingar o Mundial de 1962

A formação anfitriã é tida como favorita para o embate, não só pelo peso histórico do confronto directo (ganhou 48 dos 68 jogos oficiais), mas porque segue em ascendência e confirmação na competição. Líder do grupo A, com 7 pontos, iniciou o Mundial com uma vitória clara, mas contestada, ante a Croácia (3-1) e terminou a fase com um jogo mais consistente ante os Camarões (4-1). Pelo meio, perdeu pontos ao empatar com o 2º classificado México.

Por seu turno, o Chile parte para o jogo sem o peso e pretensiosismo de ser favorito, mas como formação capaz de travar Neymar e companhia. Embora siga com o antecedente de ter perdido com a Holanda no último jogo do grupo (2-0), a equipa de Sampaoli iniciou a competição com uma vitória sobre a Austrália (3-1) e abalou os habituais prognósticos ao derrotar campeã em título Espanha, por 2-0. No final das contas do Grupo B, o Chile terminou na 2ª posição, com 6 pontos.

E, para vingar a história, nada poderia ser mais propositado para os chilenos que derrubar agora o Brasil, nos oitavos de final, em sua casa. Como que uma reversão do acontecido no Mundial de 1962, realizado no Chile, onde os visitantes brasileiros eliminaram os anfitriões nas meias-finais, vindo a conquistar o seu 2º Campeonato do Mundo.

Brasileiros aptos, mas admoestados

Com excepção do defesa chileno Medel, que deverá ficar de fora por lesão muscular na coxa direita, os colectivos estão em força para a decisão eliminatória. Mesmo David Luiz, que abandonou o treino na última quinta-feira com dores nas contas, poderá manter a titularidade nas contas de Scolari. Também Vidal, que foi poupado da formação chilena no encontro com a Holanda, deverá entrar de início, como peça fundamental para o elenco de Sampaoli.

Eventuais alterações serão, portanto, de cariz estratégico, como poderá ser o caso, no lado brasileiro, de Fernandinho ocupar vaga no onze inicial para o lugar de Paulinho. Na equipa chilena não se pronunciam revoluções, embora se anteveja que, sob a hipótese de Vidal não conseguir aguentar a partida por recuperação de lesão no joelho, Panilla possa entrar no Mineirão.

O desafio é eliminatório, mas também terá de ser de gestão para a equipa brasileira, perante o cenário de passar às meias-finais. Quatro dos seus atletas estão em risco de levar um amarelo que os impeça de jogar num próximo encontro. São Luis Gustavo, Thiago Silva, Ramires e Neymar.

Neymar, pela fundamental do baralho brasileiro, por onde o jogo de ataque pode acontecer para o festejo da casa. No entanto, o considerado melhor lote de jogadores chilenos de sempre, está pronto para se afirmar e fazer justiça a estórias passadas. Para quem prosseguir, segue-se a meia-final, ante o vencedor do Colômbia – Uruguai, que também terá lugar este sábado.

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