Qual o meio-campo do Portugal actual?

Qual o meio-campo do Portugal actual?

Portugal deverá alterar frente à Dinamarca o meio-campo que utilizou frente à França, destacando-se o regresso de William Carvalho à titularidade.

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Rafael Reis

Qual o meio-campo ideal do Portugal actual?

Antever qual o meio-campo ideal para Portugal é também preparar um exercício de duas soluções, quase como uma equação matemática com duas incógnitas visto que o lote de médios mais aconselhável para o encontro de hoje frente à Dinamarca não será muito provavelmente aquele que deveria figurar no compromisso seguinte ante a Arménia.

Seleccionar o meio-campo mais adequado para os nórdicos não significará sequer, nem de perto nem de longe, escolher a intermediária para o futuro a longo prazo. Tal como o treinador Vítor Pereira uma vez declarou, «há momentos em que um responsável prepara um plano A, B e C» - este será um desses casos.

Parece certo que mais tarde ou mais cedo o futuro desta Selecção Nacional será mesmo o 4x4x2, muito provavelmente com um losango no centro do terreno. Ainda assim, constatando os pontos a explorar nesta Dinamarca saltará logo à vista a falta de velocidade e até de ‘rins’ nas bandas laterais, o que faz com que Portugal não deva abdicar da presença de extremos a tempo inteiro, lançando na segunda metade um ‘abre-latas‘ como Ricardo Quaresma.

Regresso de William à titularidade deverá ser uma realidade

Aliás, voltando a centrar atenções no futuro, vários sub-21 com muito talento alinham também nesta mesma posição e esperarão ocupar esse posto quando um dia a sua oportunidade chegar, como Bruma, Ricardo Pereira, Ivan Cavaleiro ou Ricardo Horta. No encontro desta noite, os extremos terão uma importância particular, o que aconselha a equipa nacional a apresentar uma linha de três médios.

Para que tal suceda será necessário incluir um pêndulo de cariz defensivo - olhando à convocatória depressa se compreenderá que não existe outro como William Carvalho, que por sinal ofereceu uma muito boa resposta no recente particular perante a França, pelo que merecerá o regresso à titularidade.

Com William a garantir o apoio e dobras necessárias ao quarteto recuado, ainda mais quando foram notórias as insuficiências defensivas de ambos os laterais, como interiores poderiam alinhar dois elementos de funções similares.

Por outras palavras, dois ‘8’ na sua plenitude, capazes de ajudar o médio do Sporting a defender recuando quando necessário mas também capazes de efectuar a missão de transição com qualidade e preferencialmente em velocidade, e um desses lugares terá de ser forçosamente a Tiago pela intensidade de jogo que oferece.

Apesar de não ter sido experimentado, Adrien seria uma solução muito interessante para este jogo

Se muitos apontam defeitos ao futebol de formação em Portugal, a criação de médios não será um deles, algo palpável pela quantidade de centrocampistas de grande valia que se encontram entre estes seleccionados. Outros também muito bons ficaram de fora; No entanto, e voltando a ter apenas este encontro como ’base de recrutamento’ para a equipa titular, a acima referida intensidade de jogo será um dos aspectos a ter em maior linha de conta.

Desta forma, para juntar a William e Tiago, o médio mais talhado para este encontro seria mesmo Adrien Silva, que não jogou um único minuto na era Paulo Bento e não foi também utilizado na estreia de Fernando Santos em Saint-Denis. Ante um adversário poderoso fisicamente, acrescentaria um espírito de luta que o destaca em relação a João Moutinho.

Ressalve-se todavia a importância do médio do Monaco, um ’patrão’ que poderia trazer tranquilidade numa fase mais adiantada do encontro ao invés de se desgastar em trabalhos que em boa verdade nunca foram os seus, sendo natural que o lugar lhe pertença nos próximos compromissos. Sem olhar a nomes, seria o mais correcto para Fernando Santos escolher o centro nevrálgico em função do oponente, pois possui matéria-prima para tal.

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