Galos e Insulares - as desilusões da primeira metade do campeonato

Galos e Insulares - as desilusões da primeira metade do campeonato

Prestes a terminar a primeira metade da Primeira Liga, VAVEL Portugal analisa o péssimo momento de forma das duas desilusões do campeonato até agora: Gil Vicente e Nacional da Madeira.

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Catarina Faria

O Gil Vicente e o Nacional da Madeira têm vindo a passar momentos difíceis e tardam em sair do fosso onde se enfiaram desde o início de época. A equipa de Barcelos ocupa o último lugar da tabela classificativa, já a equipa do arquipélago deixou-se ficar pela 14ª posição.

Gil Vicente: O galo tarda em querer cantar

A equipa de Barcelos tem vindo a realizar uma primeira metade para esquecer… Depois de no início da época ver a sua equipa reforçada com jogadores como Diogo Valente, Gladstone, Marwan Mohsen, Evaldo, Jander e Hossam Hassan, esperava-se uma equipa preparada para enfrentar o duro e complicado campeonato português, o certo é que nada disso tem vindo a acontecer.

Depois de três jornadas consecutivas a perder, o presidente, António Fiúza viu-se obrigado a despedir João de Deus. A equipa de Barcelos não se deixou ir a baixo e em pouco tempo arranjou um novo treinador, José Mota foi o eleito.

A equipa teve de assimilar as novas ideias e as consequentes mudanças tácticas, tentando coloca-las em prática perante o primeiro adversário, que era tão conhecido por Mota, o Paços de Ferreira. Porém, na estreia o novo treinador não conseguiu ir além de um empate.

O resultado acabou por não ser muito negativo, pois tinha conseguido fugir das derrotas sucessivas, todavia desde então, que a formação orientada por Mota não consegue ir além de empates (5) e derrotas (6), colocando-se cada vez mais no fundo da tabela classificativa.

A SAD gilista vai tentar remediar a presente situação e vai apostar em contratações / empréstimos, fazendo tudo o que esteja ao seu alcance para trazer o que José Mota pediu «novos jogadores, em qualidade e quantidade», sendo que como assegura o jornal a Abola, já estão assegurados dois novos reforços Lindelof e Hélder Costa, que actuavam pela equipa B encarnada - no sentido contrário vai César Peixoto, despedido pela direcção.

Mas se por um lado, o campeonato corre de maneira lastimosa, por outro a Taça de Portugal corre às mil maravilhas. Uma competição que já viu perder dois dos grandes portugueses, ainda tem presente a equipa de Barcelos, que hoje defronta o Rio Ave, tendo em mente as meias-finais da mesma. Agora resta esperar para ver se é desta que o galo volta a cantar…

Nacional: Pequenos insulares demoram a crescer

Depois de ver sair alguns dos seus habituais titulares, a equipa da Choupana tem tido dificuldades a voltar impor o seu estilo de jogo e alcançar triunfos na presente época. No início da época disse adeus à tão pretendida competição europeia e desde aí têm sido escassas as vitórias conseguidas.

A massa associativa muito se tem questionado sobre os sucessivos resultados negativos e as fracas exibições, mas Manuel Machado teima em defender que tem um dos plantéis mais jovens da Liga e que esse factor tem vindo a ser determinante nos resultados alcançados. A época da formação madeirense tem vindo a ser mesmo trágica. Por volta desta altura, na época 2013/2014, os insulares levavam 24 pontos, o que evidencia o mau momento da mesma - têm metade desses pontos actualmente. 

A turma insular tem apresentando grandes dificuldades na transição para o ataque, acabando por não ter não ter muitas oportunidades de golo. A equipa viu fugir, o rei das assitências no Verão, Candeias, e até então não conseguiu arranjar substituto à altura. Agora, para tentar esquecer este início de época, a formação da Choupana está a investir no mercado de Inverno com o objectivo de ver a equipa crescer e ganhar maturidade para tentar recuperar os pontos perdidos na segunda metade do campeonato. Assim sendo, já são conhecidas três caras novas na casa madeirense – Tiago Rodrigues (cedido pelo FC Porto), Luís Aurélio (rescindiu com o Moreirense) e Christian (emprestado pelo Cluj).

Os pupilos de Machado, tal como os de José Mota, também se encontram na Taça de Portugal, porém defrontam o seu eterno rival, o Marítimo. Um jogo onde tudo pode acontecer e quem sabe se não será o ponto de viragem da formação insular.

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