Carlos Martins aponta o dedo ao Benfica: «Cortaram-me as pernas»
Foto via: Record.pt

Carlos Martins aponta o dedo ao Benfica: «Cortaram-me as pernas»

Numa entrevista ao semanário Expresso, o internacional português Carlos Martins, agora no Belenenses, abordou os tempos conturbados que viveu na Luz após 2012/2013 e garante, entre críticas aos encarnados, que não foi devido à sua expulsão (contra o Estoril) que o Benfica não se sagrou campeão à data.

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«Alguns adeptos fizeram-me críticas valentes. Mas outros percebem que acontece a todos. Não foi por causa de mim que o Benfica perdeu o título. Isso foi uma ideia que pessoas do Benfica passaram cá para fora. Eu era um jogador internacional e simplesmente cortaram-me as pernas, do nada», assim se lamentou o médio internacional Carlos Martins, agora no Belenenses. Em entrevista ao Expresso, o jogador de 32 anos criticou o ostracismo perpretado pelo Benfica desde o final da temporada 2012/2013.

O médio, formado no Sporting, foi colocado de lado pela estrutura do Benfica depois de ter sido expulso na partida da antepenúltima jornada da Liga 2012/2013, na Luz, diante do Estoril. O médio luso entrou e poucos minutos depois, em plena segunda parte, recebeu ordem de expulsão ao ver o segundo cartão amarelo. As águias acabariam por empatar esse duelo, precipitando assim a perda do primeiro lugar, consumada após o Porto x Benfica da penúltima ronda.

Carlos Martins passou então um ano e meio na formação B da Luz, longe do plantel principal e sem quaisquer chances de integrar as opções de Jorge Jesus. O caso foi mantido em silêncio e do Benfica nunca existiu uma explicação cabal para o derradeiro e definitivo afastamento de Martins. Ao semanário Expresso, Carlos Martins abriu finalmente o jogo sobre o caso e criticou o Benfica: «Fui descartado. Sei que acontece no futebol, mas é triste», rematou.

Apesar das propostas milionárias para abandonar a Luz, Martins manteve-se no Benfica devido às obrigações familiares: «Tive muitas propostas, mas há a questão familiar. Podia ter ido para a China ganhar rios de dinheiro e não quis. Porque a minha família precisava do pai aqui e é aqui que o pai tem de estar. A situação do meu filho, que é pública, era um ‘não’ para sair do país», explicou.

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