Miklós Fehér: 11 anos de saudade
Foto: Maisfutebol.iol.pt

Miklós Fehér: 11 anos de saudade

Janeiro, mês de luto para a família benfiquista. Depois de celebrado o 1º aniversário da morte do seu Rei, Eusébio, faz-se silêncio em memória de Miklós Fehér, que partiu 10 anos antes, a 25 de Janeiro de 2004, em pleno exercício das suas funções: a jogar de águia ao peito.

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Mara Guerra

Foi num último sorriso que Fehér se despediu da vida. E o último sorriso marcou todos os que, naquela noite, assistiam à deslocação do Benfica à cidade de Guimarães. Sem adivinhar o desfecho trágico, os encarnados venciam a partida, sob a orientação de do espanhol Jose Antonio Camacho. Actuavam Miguel, Tiago, Petit ou Simão Sabrosa. No final, depois caído no revelado o corpo do húngaro, na sequência de paragem cardiorrespiratória, contavam-se os segundos para o milagre que nunca chegaria a acontecer.

O desespero e as lágrimas dentro do campo, transmitidas na crueldade da oportuna imagem televisiva. O óbito viria a ser declarado às 23:10 do mesmo dia e, na perda de um dos seus, o Benfica aprenderia a construir mais um símbolo.

O Eterno «29»

«Sou a pessoa mais feliz do mundo», a frase que fez capa aquando a sua chegada à Luz, dois anos antes da sua morte, em 2002. Já conhecedor do futebol português, por ter representado o Futebol Clube do Porto, que o descobriu na Húngria e o emprestou, depois, ao Salgueiros e ao Sporting de Braga, até vestir de encarnado e conhecer o seu último clube. O eterno «29», por ser o último a envergar a camisola com este número, representou o Benfica em 28 ocasiões, tendo festejado 7 golos seus. Partiu com apenas 24 anos e com outros mais por festejar.

A mort

A imagem tornou-se tão mediática como pesada. O momento em que o jogador, depois de ter sido repreendido com um cartão amarelo, se curva em esforço com as mãos nos joelhos até cair imóvel em campo. O ápice de Sokota a tentar socorrer o companheiro, a entrada da equipa médica em terreno, o compasso de espera e o terror do diagnóstico, espelhado no desespero dos atletas. Tudo filmado , numa partida de futebol. Depois, esmiuçado em dias de câmara ardente e na viagem da comitiva encarnada até ao país do atleta.

O busto, que serve de memorial na última “casa” que conheceu, honra Miklós Fehér, nascido a 20 de Julho de 1979 em Tatabánya, Hungria, e falecido a 25 de Janeiro de 2014, em Guimarães, Portugal.

Descanso eterno, ao «29». 

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