Simão Sabrosa: mestre da paradinha pendura as botas

Simão Sabrosa: mestre da paradinha pendura as botas

O mítico extremo Simão Sabrosa anunciou  aos 35 anos terminar a carreira de futebolista. Para a história fica a classe e a perícia de uma das  lendas mais incríveis do desporto rei português e mundial.

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Francisco Dias

No rescaldo do clássico Benfica x Porto, o internacional português Simão Sabrosa admitiu ser difícil voltar a jogar futebol. Sem clube desde a época passada, o crack termina assim aos 35 anos uma carreira recheada de sucessos ficando para a posteridade a excelência de um dos jogadores mais talentosos do futebol português. As famosas  paradinhas de Simão vão deixar saudades  mas o extremo será sempre relembrado por  ter vestido as camisolas do Sporting, Barcelona, Benfica e Atletico de Madrid. 

Simão Sabrosa, 6 clubes, uma pérola do futebol

Presente no estádio da luz para assistir ao clássico entre Benfica e Porto, Simão Sabrosa aproveitou para desejar boa sorte aos pupilos de jesus mas principalmente anunciar que será muito difícil voltar a jogar futebol. Dispensado do Espanyol de Barcelona, o extremo está fora dos relvados desde a época passada e tal como afirma o extremo, não surgiram propostas aliciantes. Depois de se ter notabilizado ao serviço do Benfica e Atletico de Madrid com maior destaque, o tecnicista despede-se dos palcos do futebol com a certeza de que irá continuar ligado à paixão de sempre, seja como treinador ou director desportivo. Para a eternidade ficam as fintas, os remates colocados e as míticas paradinhas que tanto orgulharam a seleção das quinas e os emblemas que envergou.

O pequenino em tamanho mas gigante em talento Simão Sabrosa deu os primeiros pontapés no esférico ao serviço do Sporting, sendo mais uma pérola preciosa da formação de Alvalade. De leão ao peito, Simão deslumbrou os relvados de 1992 a 1999, tendo conquistado um campeonato de juniores. A primeira aventura de Simão pelo estrangeiro chegou para o extremo em 1999 envergando a camisola mítica do Barcelona, onde alinhou ate 2001 tendo sido companheiro de Luís Figo. O período mais glorioso de Simão remonta aos tempos em que defendeu as cores do Benfica, clube que segundo o ala se sentiu mais feliz. De 2001 a 2007 Simão Sabrosa tornou-se o capitão das águias e notabilizava-se por ser o marcador de todas as bolas paradas da formação da Luz.

De águia ao peito o artista luso conquistou um tiíulo de campeão nacional no famoso Benfica de Trapattoni, em que Simão foi figura máxima pelo caracéer decisivo que as suas habilidades tinham no êxito de todo o colectivo. O extremo conquistou também a taça de Portugal e a super taça Cândido de Oliveira, mas a histórica participação de Simão na Liga dos Campeões em 2005 deslumbrou os apaixonados do futebol com as exibições de luxo frente ao fortíssimo Liverpool de Benitez. Depois de ter atingido o auge de forma, o internacional português regressou a Espanha para defender o Atletico de Madrid, tendo alinhado pelos colchoneros de 2007 a 2011. Aí médio ala conquistou o lugar de titular e tornou-se indiscutivelmente, a par de Aguero e Forlan, umas das principais figuras do emblema madrilista. Enquanto jogou pelo Atlético, Simão venceu uma Liga Europa e uma super taça europeia ficando celebre a sua passagem por terras de nuestros hermanos.

Da Turquia surgiu o interesse do Besikyas, que contou com o génio de Simão durante uma temporada. Em 2011/2012 o extremo provocou o delírio dos aficionados turcos sendo a par de quaresma a estrela da equipa que conquistou a taça da Turquia. Em fase descendente da carreira o jogador voltou a Espanha para, nas duas ultimas épocas, vestir a camisola do Espanyol de Barcelona, onde pouco foi utilizado. Ao serviço da seleção o mestre das paradinhas contabiliza 85 internacionalizações, tendo feito o gosto ao pé por 22 ocasiões. Destaque para o euro 2004 e o mundial de 2006 em que, com a concorrência feroz de Figo e Ronaldo, conseguiu impôr- se, desempenhando um papel importante nas duas fases finais. 

O pé direito de excelência 

Em termos técnico-tácticos o extremo podia alinhar nos dois flancos e fazia da técnica apurada e da velocidade a chave de todo o perfume?que deu ao futebol. Reconhecido como um ala veloz e habilidoso, Simão tinha uma finta curta que deixava os defesas pregados ao relvado. Quando Simão cruzava depois de ganhar a linha de fundo era quase certo que sairia um possível lance de golo para os avançados.

Para além das assistências primorosas, o ex Benfica denotava um forte remate de meia distância que englobava potência e colocação, tanto em bola corrida como em livres diretos, onde era possível observar a tal curva que o esférico dava, rumo às redes contrárias. As habilidades e o remate forte são uma das imagens de marca de Simão, mas aquele momento em que o árbitro assinalava grande penalidade permitia a todos concluir que Simão iria converter... A forma como o internacional português corria para o esférico era incrivelmente eficaz e a famosa paradinha significava golo quase certo. Em suma, foram 6 clubes, uma passagem incrível pela seleção e uma lenda viva que continuará presente na memória de quem realmente aprecia uma modalidade tão emocionante como o futebol. 

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