Marítimo x Benfica: águias querem o 'hexa', verde-rubros a primeira Taça

Marítimo x Benfica: águias querem o 'hexa', verde-rubros a primeira Taça

O Benfica procura, em Coimbra, a sexta Taça da Liga, ao passo que o Marítimo busca, pela primeira vez, a glória numa taça fora do âmbito da Madeira.

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A final da Taça da Liga é hoje (19:45 horas) e os dois finalistas partirão para o relvado do Estádio Cidade de Coimbra com motivações iguais mas enquadramentos competitivos bem diferentes: o Benfica, autêntico relógio-suíço no que toca a triunfar nesta prova, procurará o hexa, ao passo que o Marítimo buscará a primeira Taça deste género, já que nos seus triunfos estão apenas um Campeonato de Portugal (1925/1926) e duas II Ligas (1976/1977, 1981/1982), se excluírmos as Taças restritas à competição na Madeira.

Taça da Liga: Benfica busca o 'hexa' e Jesus o penta 

De um lado um regular Benfica, habituado a picar o ponto nas finais da Taça da Liga; em sete anos de existência desta nova competição, os encarnados são, de facto, o melhor amigo da prova, com cinco troféus conquistados que traduzem uma hegemonia clara. Os insulares atingiram, esta temporada, a primeira final da Taça da Liga, e têm a oportunidade de se juntarem a Benfica, Vitória de Setúbal e SC Braga como equipas vencedoras da prova - mas, por muita ambição que o Marítimo tenha, o favoritismo das águias será, à partida, sempre superior às ganas insulares.

O Benfica tem cinco conquistas e procura hoje, em Coimbra, não só o hexa na Taça da Liga como uma espécie de «dobradinha» na temporada, juntando ao campeonato nacional uma taça que componha o ramalhete desportivo de um ano manchado pela frustração europeia (desde Dezembro que o Benfica ficou arredado das lides internacionais). Jorge Jesus poderá assim vencer a sua quinta Taça da Liga (a primeira foi conquistada por Quique Flores em 2008/2009) naquele que poderá até ser o seu jogo de despedida pelas águias...Quem sabe?

Marítimo: só pela surpresa se poderá contrariar favoritimo encarnado

As probabilidades pendem claramente para o lado encarnado - o Benfica tem um colectivo em muito superior ao do Marítimo e ainda na última jornada do campeonato pudemos verificar, sem grande margem para dúvidas, que a superioridade encarnada deixa os insulares a milhas de distância na corrida competitiva. Na Luz, o Benfica venceu os Leões da Madeira por 4-1; se nos recordarmos do embate da primeira volta, nos Barreiros, em nada ajudaremos a confiança maritimista: 0-4 a favor do Benfica, numa das piores exibições dos insulares nesta Liga que passou.

Além do empirismo encerrado pelos confrontos recentes entre as duas equipas, mais um dado estatístico ajuda a empolar o favoritismo do Benfica: sempre que o Benfica chegou a uma final da Taça da Liga, nunca a perdeu. Que o digam o Sporting (2008/2009), FC Porto (2009/2010), Paços de Ferreira (2010/2011), Gil Vicente (2011/2012) e Rio Ave (2013/2014). Mas Ivo Vieira, técnico dos verde-rubros, tentará fazer tábua rasa destes dados, incutindo nos seus pupilos uma motivação baseada na descompressão: o tubarão Benfica é que estará obrigado a vencer, o Marítimo, sem nada a perder, buscará a surpresa.

Jorge Jesus à beira da dezena de títulos no Benfica

Jorge Jesus poderá, caso triunfe hoje em Coimbra, celebrar o seu décimo troféu ao serviço do Benfica, em seis temporadas. O treinador começa a trilhar um caminho afectivo bastante longo no seio das águias - a ligação de seis anos com o Benfica de Luis Filipe Vieira é já umbilical e Jesus poderá chegar à dezena de títulos, confirmando, com mais uma taça, aquilo que é já indubitável: Jorge Jesus é o melhor treinador do Benfica da contemporaneidade. Desde o fim da década de 80 que os encarnados não estavam habituados a coleccionar tantos troféus em tão pouco tempo.

Salvio, Fernando Ferreira e Dyego Sousa são as baixas da final

Para esta final, o Benfica não poderá contar com o extremo direito Salvio; o argentino lesionou-se gravemente no derradeiro jogo da Liga, em plena festa de consagração na Luz, precisamente contra o Marítimo, e só voltará a jogar num período não inferior a três meses. O Marítimo não contará com as presenças de Fernando Ferreira e Dyego Sousa, ambos lesionados. 

Ivo Vieira com fé no ditado «à terceira é de vez»

«Oxalá à terceira seja de vez. Tudo é possível. Vamos tentar arriscar, a espaços, sabendo de antemão que temos tarefa muito complicada (...) A equipa encarnada tem muitas soluções. Vamos preocupar-nos com o nosso jogo. Gostaríamos muito de dar uma enorme alegria aos madeirenses e aos nossos adeptos. Se o facto de sermos madeirenses nos aumenta a responsabilidade? Não. Como se costuma dizer santos da casa não fazem milagres e o que conta mesmo são os resultados», afirmou Ivo Vieira na antevisão da final desta tarde.

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