SL Benfica: Raio-X ao quarteto defensivo

SL Benfica: Raio-X ao quarteto defensivo

No Clássico que se aproxima a defesa das águias pode ser essencial para decidir o resultado. Não perca, em detalhe, a análise do desempenho dos membros do quarteto defensivo que Rui Vitória utilizou nesta Liga NOS 2015/2016.

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Beatriz Gonçalves

Com todas as funções em campo a serem essenciais para o melhor resultado possível, não é novidade que a defesa pode ser mesmo decisiva para a vitória. Por este motivo, não poderia ser mais pretinente avaliar o desempenho do quarteto defensivo do Benfica nas vésperas do desafio frente ao FC Porto, agendado para esta sexta-feira. Fique a conhecer a prestação dos diferentes escolhidos e utilizados por Rui Vitória ao longo das 21 jornadas da Liga NOS 2015/2016, com maiores probabilidades de entrarem nas contas do técnico.

Estatura central

Luisão

Não é novidade a importância de Luisão para o Benfica. Estando no clube há mais de uma década, não é de surpreender que o capitão seja o maior símbolo de mística que os encarnados têm neste momento, sendo uma voz de comando dentro e fora de campo. Ainda assim, e não obstante a sua importância, o número 4 tem vindo a ter uma época infeliz. A sua lesão tem-no mantido afastado dos relvados desde 21 de novembro, aquando de um derby lisboeta frente ao Sporting a contar para a eliminatória da Taça de Portugal. Desde então o brasileiro tem enfrentado tempos difíceis, tendo sido operado novamente esta semana. 

Mas a lesão do capitão não é tudo. Muitas foram as críticas às suas prestações, tendo-se verificado alguns desaires que custaram jogos difíceis ao Benfica, não obstante os seus 810 minutos jogados no Campeonato Nacional até à 10ª jornada, num total de 9 jogos. Ainda assim, Luisão está em recuperação e não poderá ser opção para o técnico neste Clássico.

Lisandro López

O central, que está pela segunda época consecutiva no Benfica, tem sido o incansável substituto de Luisão. Com a saída do capitão, o argentino tem sabido aproveitar as oportunidades e está cada vez a afirmar-se mais, contribuindo para a defesa mais sólida que o Benfica tem vindo a registar nos últimos jogos. Os 1229 minutos jogados nesta Liga são prova da confiança que o técnico Rui Vitória deposita no avançado, que conta assim com um total de 14 jogos. 

Em Lisandro o mais surpreendente foi a qualidade extraordinária que tem vindo a demonstrar na marcação aos avançados adversários, juntamente com o excelente entendimento que tem vindo a registar com o incontestável titular Jardel. A boa antecipação aos oponentes é ainda uma das qualidades que faz dele um bom central, transmitindo a necessária confiança aos colegas do reduto defensivo encarnado. Tendo sido o mais usado por Rui Vitória depois da saída de Luisão, a sua presença neste Clássico estará em dúvida, dado que não se sabe se está recuperado da sua lesão. Caso esteja apto a jogo deverá ser opção do técnico, que tem vindo a depositar nele total confiança. 

Jardel

O emblemático central do Benfica, que começou a ganhar mais popularidade na passada época, conta com a sua experiência e segurança que oferece aos colegas como algumas das suas principais qualidades, juntamente com o seu eficaz jogo aéreo e o facto de ser veloz. Duelos com os principais rivais já são muitos, onde inclusive já conseguiu impedir a derrota (recorde-se o jogo frente ao Sporting na época passada onde, nos minutos finais, o central empatou para o 1-1, conquistando pontos que muito contribuiram para o título nacional). 

Jardel, que tem vindo a ter um desempenho de categoria extrema esta época, está em perfeito entendimento com os companheiros e é sempre a escolha incontestável de Rui Vitória, tendo participado em 18 jogos neste Campeonato (em 21) e sendo o segundo jogador da defesa mais usado pelo técnico, com 1620 minutos (estando só atrás de Eliseu). O central será, certamente, parte integrante do 11 inicial do Clássico. 

Lindelof

Sobre a prestação do sueco pouco há a dizer. O jogador de 21 anos é sem dúvida uma pérola em ascenção, tendo sido campeão de sub-21 na seleção Sueca. A sua adaptação ao futebol português tem sido complicada, daí a sua quase insignificante utilização (apenas entrou no campo da equipa A em 2 ocasiões, num total de 121 minutos), mas foi decisivo para a equipa nos mais recentes jogos, devido à lesão de Lisandro López. Recorde-se a sua boa prestação frente ao Belenenses, onde os encarnados acabaram por ganhar sem sofrer qualquer golo. A força física e a rapidez são qualidades apreciáveis no sueco, mas a evolução tática é algo a trabalhar ainda. 

Sendo uma possível escolha de Vitória (caso se verifique mesmo a ausência de Lisandro das opções), o jovem central terá de saber gerir o nervosismo, algo difícil perante a sua juventude. Aqui Jardel terá um papel fundamental no equilíbrio da dupla. 

Profundidade lateral

André Almeida

O português das escolas do Benfica tem sido cada vez mais popular entre os adeptos, tendo ocupado a lateral direita das águias com toda a regularidade depois da saída de Nélson Semedo em Outubro, por lesão. Com algumas falhas na sua prestação, sobretudo a dificuldade e falta de hábito em subir no terreno, o internacional português tem sido um contributo importante no quarteto defensivo das águias, oferecendo-lhe estabilidade. Conta com um total de 16 jogos, com 1376 minutos em campo no Campeonato.

Deste modo, André Almeida é um lateral demasiado recuado mas que, apesar de não ser um bom apoio para os atacantes, tem uma grande eficácia defensiva, encontrando a sua força sobretudo na marcação aos extremos. A sua pouca velocidade recompensa-se pela sua inteligência tática que, juntamente com a perda de ritmo de Nélson Semedo, lhe deverão dar passagem direta para o Clássico, onde deverá integrar o 11 titular. 

Eliseu

Eliseu é o caso oposto de André Almeida e por isso, de certa forma, completam-se. O lateral esquerdo é muito mais eficaz no ataque do que na defesa, o que por vezes lhe custa popularidade junto dos benfiquistas. Ainda assim é presença assídua no 11 de Rui Vitória, tendo participado em 20 das 21 partidas disputadas até ao momento, o que faz dele o defesa mais utilizado pelo técnico, num total de 1695 minutos.

 Apesar das dificuldades na defesa, tem sido um jogador constante nesta época, com o seu pé esquerdo interessante e bons remates de longe, onde se tem vindo a destacar-se pela sua visível melhoria nas capacidades defensivas. Ainda assim, estas não estão completamente consolidadas, o que poderá ser um problema frente ao FC Porto, dado que terá Corona e Brahimi pela frente. 

O aviso está lançado e o avançado Aboubakar não terá certamente facilitada a tarefa de passar a barreira defensiva de um Benfica que quer o Tri-Campeonato a todo o custo.

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