Moto Club supera Chapecoense com gol nos acréscimos e passa de fase na Copa do Brasil
Foto: Hiago Ferreira/Copa do Brasil

Nesta terça-feira (1º), O Moto Club venceu a Chapecoense por 3 a 2 no Castelão, em São Luís, e se classificou para a segunda fase da Copa do Brasil. Os gols do Papão do Norte foram marcados por Dagson (2x) e Sousa (contra). Tiago Real e Perotti marcaram para Chape.

Truncado, estudado e com gols

Jogando pelo empate, a Chapecoense entrou na marcha lenta, estudando o adversário e seu estilo de jogo. Pelo Moto Club, foi a mesma estratégia, mas não ficou somente nisso.

Passando dos primeiros minutos de nervosismo e ansiedade, o jogo passou a ficar um pouco melhor, com boas trocas de passes. Porém, os erros no campo de ataque tornavam o jogo morno. Até que, em uma ótima jogada pela ponta direita — após cobrança de lateral — Dagson invadiu a área adversária pela diagonal e recebeu um passe na medida. Sem parar, nem pensar, o atacante mandou um foguete e a bola foi morrer no fundo das redes, colocando os donos da casa na frente.

Depois de levar o gol, a Chape acordou para partida e partiu para cima do adversário. Até porque, o resultado não garantia sua classificação, precisava sair da zona de conforto. Em uma cobrança de escanteio, a bola sobrou nos pés de Leo, que passou do marcador e bateu cruzado na segunda trave. Tiago Real chegpi para complementar a jogada e empatar a partida.

Com o empate, a Chape passou a pressionar mais os donos da casa, que começou a se afobar e perder a concentração. Num ataque de profundidade, Perotti saia dominando a bola dentro da área e sofreu um toque do goleiro. O atacante caiu e a arbitragem marcou a penalidade. O próprio Perotti foi para cobrança, mas João Paulo defendeu.

Não demorou muito para que o atacante se redimisse. Após uma falha na linha de impedimento do Papão do Norte, Ryan saiu nas costas da zaga e cruzou para dentro da área. A bola rebateu entre atacante e defensor e sobrou nos pés de Perotti, que não desperdiçou, enfiando o pé para virar o jogo. Nike e Esquerdinha até tentaram ao final da primeira etapa, mas o goleiro estava ligado e afastou o perigo.

Desespero, cera e zebra

A segunda etapa se iniciou totalmente diferente, pelo menos para os Rubro-Negros. Logo na primeira oportunidade, Wanderley recebeu na ponta direita e partiu para o ataque, cruzou na área e seu companheiro não dominou, desperdiçando uma grande chance. Os donos da casa eram melhores na segunda etapa, conseguiam tomar conta da partida e ficar com a posse de bola a maior parte do tempo, mas não criavam e nem chegavam com perigo.

A melhor chance veio em uma cobrança de escanteio fechada. Sousa subiu mais que todo mundo e desviou de cabeça, porém, para dentro do próprio gol e entregou o empate para o adversário. Pela trajetória, a bola estava indo nas mãos do goleiro João Paulo. Com o empate, o Rubro-negro tomou coragem e sentiu mais confiança para tentar buscar a vitória.

Várias substituições foram feitas. O Moto buscava mudar a postura e colocar sangue novo na equipe, enquanto a Chape buscava recuperar o meio campo e ter a bola sobre seu domínio. E foi então, que o jogo se incendiou. Eram os donos da casa buscando a vitória e os visitantes administrando o placar, pois jogava pelo empate. Abdicando-se de jogar, a Chape viu o Papão do Norte chegando cada vez mais próximo de fazer o gol, trazendo perigo na maior parte do tempo. 

Pouco mais da metade do segundo tempo, a Chape começou a agredir no ataque, com o objetivo de matar o jogo. Porém, não conseguia concluir o último passe no campo de ataque, que poderia dar a oportunidade de finalizar. Assistindo o tempo passar e o adversário atacando menos, a Chapecoense passou a fazer mais cera, segurar o jogo. Só que, o futebol é decidido nos detalhes. Em um chutão, já nos acréscimos da etapa final, a zaga alviverde se atrapalhou e ficou sem a bola. Na tentativa de retomar de imediato, o zagueiro acabou derrubando o atacante adversário e o árbitro marcou a penalidade.

Na ida para a marca da penalidade máxima, em meio a inúmeras reclamações e distribuição de cartões amarelos, os jogadores da Chapecoense tentavam cavar um buraco na marca do pênalti, para atrapalhar o adversário. Alguns jogadores viram e começaram a empurrar e afastar os jogadores alviverdes. No fim, Dagson foi para a cobrança e bateu num canto, goleiro foi para o outro. A bola ainda beijou a trave antes de entrar. Com o gol no final, o Moto Club se classificou.

Próxima fase

Com a vitória desta noite, o Moto Club enfrentará na próxima fase da Copa do Brasil mais um time da Série B,Tombense. O time mineiro avançou após empate em 0 a 0 contra o Icasa, no Ceará.

VAVEL Logo