1-0, Hassan, min. 40 1-1, Custódio, min. 45+1 2-1, Braga, min. 69
Tiro de Braga «mata» SC Braga e coloca Rio Ave na final

Tiro de Braga «mata» SC Braga e coloca Rio Ave na final

Num jogo envolto em polémica, foram os vilacondenses a marcar primeiro, na sequência de um castigo máximo finalizado por Hassan. Custódio igualou e forçou Braga a afundar o SC Braga, mediante um excelente pontapé, indefensável para Eduardo. O Rio Ave garantiu ontem, assim, um lugar na final da Taça da Liga. (Foto: Lusa)

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Rio AveEderson, Marcelo, Roderick, Lionn, Edimar, Tarantini, Filipe Augusto, Ukra, Braga, Diego Lopes (Pedro Santos, min.73), Hassan (Joeano, min. 90)
SC BragaEduardo, Núrio, Milijkovic, Santos, N.A Coelho, Mauro (Sasso, min. 45+1), Custódio, Rafa, Pardo, Alan (Luiz Carlos, min. 76), Rusescu
ÁRBITROOlegário Benquerença Admoestados: Lion, min. 22 Hassan, min. 33 Santos, min 40 (vermelho) Roderick, min. 45 Edimar, min. 59

O primeiro remate de golo iminente até saiu dos pés de um jogador bracarense, mas, quando a bola estava prestes a cortar a meta do golo, o central Marcelo esticou o pé e impediu o marcador de funcionar a favor dos visitantes. O passe de Pardo foi excepcional, o remate do romeno Rusescu levava o selo de golo, mas o central vilacondense manteve o nulo. Vivia-se o minuto 23. Aos 40, o defesa central Santos provocou a queda do isolado Braga: cartão vermelho directo e grande penalidade a favor do Rio Ave, sanção que o ponta-de-lança Hassan não enjeitou: 1-0 para os da casa. O empate entrou em cena seis minutos depois, com uma finalização oportuna de Custódio, que aproveitou um livre directo bem executado de Rusescu para equilibrar a contenda. O desempate foi de autoria de Braga, que num remate cruzado e espontâneo feito de primeira, bateu Eduardo com exímia beleza, a vinte minutos do fim. Braga desatou o jogo e eliminou o SC Braga. O Rio Ave festejou a progressão até à final da Taça da Liga. 

Braga em evidência ajuda a relembrar finais

Num campo fustigado pelo mau tempo, Rio Ave e Braga discutiram o resultado, mas um elemento desequilibriou mais que tudo e todos: Braga, que jogou colado à linha, esteve nos dois lances capitais da partida. Obrigou Santos a derrubá-lo, quando seguia incontestado até à baliza de Eduardo (lance que deixou os guerreiros do Minho a jogarem em inferioridade numérica), e mais tarde, aos 69 minutos, depois de centro de Ukra (extremo arrancou boa exibição) desferiu o remate de primeira que decidiria o encontro. Quando o apito de Olegário Benquerença soou no Estádio do Rio Ave, o sonho vilacondense tornou-se real: esta é a segunda vez que o clube, agora liderado por Nuno Espírito Santo, chega a uma final de uma competição. A última ocasião remonta ao ano de 1984, quando o clube atingiu a final da Taça de Portugal, tendo perdido para o FC Porto por 4-1.

SC Braga indignado com a arbitragem

No final da partida, choveram, por parte do SC Braga, críticas à arbitragem. Desde os jogadores, passando pelo treinador até ao presidente do clube, todos foram unânimes na contestação veemente ao trabalho de árbitro. Em questão estão lances controversos que, segundo os bracarenses, prejudicaram o normal desenrolar do encontro e falsificaram o resultado, nomeadamente o lance da grande penalidade (a falta parece ter sido ainda antes da área de rigor) e numa jogada onde o defesa vilacondense corta um remate com a mão. Jesualdo Ferreira afirmou mesmo que «Foi uma meia-final que não teve uma equipa de arbitragem à altura. O Braga foi prejudicado e todas as análises que possa fazer vão sempre recair na mesma personagem». António Salvador, presidente dos minhotos, foi ainda mais ácido e objectivo: «Os senhores de amarelo que andam com um apito na boca e de pau na mão não foram nada profissionais. Não foram sérios. Roubaram-nos uma final», rematou Salvador, visivelmente agastado.

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